CA RIACHENSE 1 - AC ALCANENENSE 0
CA RIACHENSE: Rui Galrinho, Marco Gomes, Pedro Galrinho, Saul, Luís Carlos (77' Rafa), Moita, Carioca, Bruno Lemos, Leandro (96' Nuno Paulo), Marco Neves (82' Ayrton). Gol Saul (94'). Amarelos: Moita (44'), B. Lemos (83'), Leandro (95'). Treinador: Frederico Rasteiro.
AC ALCANENENSE: Telmo, Eraldo, João Nuno, Tony, Wellinton Matos, Dário, Tiago Vieira (59' Zílio), Renato Moreno (59' Peu), Ismar, Alison (74' Kuba). Amarelos: João Nuno (15', 72'), (Dário (31'), Zibaia (36'), Eraldo (40'), Telmo (73'). Vermelh J. Nuno (72'). Treinador: José Torcato.
Jornada: 2.ª (7/3). Campo Coronel Mário Cunha. Arbitragem: Edgar Duarte, auxiliado por José Lopes e Filipe Lascas.
Um golo solitário apontado por Saul aos 94' de jogo, mantém o Riachense invicto na divisão principal e bem encaminhado rumo à revalidação do título distrital. O emblema alvi-negro, que trajou de vermelho frente ao Alcanenense, continua a deixar para trás os seus adversários e, pela segunda semana consecutiva, viu o seu mais directo perseguidor perder pontos. Com esta combinação de resultados, a vantagem na classificação ganhou, nestas duas primeiras jornadas da fase de apuramento de campeão, maior robustez.
Num relvado muito prejudicado pelo Inverno rigoroso que se tem verificado, as duas equipas disputaram uma primeira parte de forma algo atabalhoada mas, para gáudio dos adeptos do futebol, as coisas melhoraram a olhos vistos no segundo tempo.
Logo nos minutos iniciais da etapa complementar, o Riachense entrou muito mais decidido, dispôs de boas ocasiões de golo, mas o guarda-redes Telmo, mostrou estar em alerta.
O Alcanenense acertou posições no sector mais recuado e passou a anular os ímpetos ofensivos do Riachense, mas sem nunca conseguir tirar daí proveito para se lançar no contra-ataque. A meio deste segundo tempo, Torcato prescindiu do cérebro do seu meio-campo para lhe dar maior velocidade, e colocou em campo Zílio e Peu, no lugar de Renato e Tiago Vieira. As alterações não surtiram efeito prático, já que o Alcanenense pouco ou nada atacou e a defesa continuava a dar conta do recado.
Insatisfeito com o resultado, o treinador da casa também fez uso das substituições e procurou alargar a frente de ataque. Na primeira vez que Ayrton arranjou espaço para cruzar, havia entrado para o lugar de Marco Neves, fê-lo caprichosamente para Galrinho, que podia ter feito melhor do que atirar por cima. Pouco depois, num livre batido por Bruno Lemos, Saul saltou mais alto que Eraldo e Kuba e desfez o nulo. Telmo, inferiorizado fisicamente, nada pôde fazer.
O que disseram os técnicos
Frederico Rasteiro - ”Defrontámos aquela que é para mim a segunda melhor equipa do campeonato. O Alcanenense tem um grupo coeso, causou-nos grandes dificuldades e por isso a vitória foi importante. Podíamos ter marcado mais cedo, mas apenas fomos eficazes num momento em que se calhar já ninguém acreditava”.
José Torcato - ”Foi um jogo bem disputado, contra a equipa que vai em primeiro lugar e que nestes dois anos tem sido a melhor equipa. Sabíamos das dificuldades, mas mais uma vez o Riachense foi ajudado. A expulsão do nosso jogador é uma farsa, assim como a falta que dá origem ao golo”.
A dor que se sente e não se vê
As coisas são mesmo assim: às vezes paga o justo pelo pecador. Numa altura em que o guarda-redes do Alcanenense, sempre que podia, retardava as reposições da bola em jogo, lesionou-se sozinho ao pontapear uma bola. Estatelado no relvado, Telmo teve que receber cuidados médicos e nisto passaram-se mais uns minutos de tempo não-útil de jogo. Com efeito, foram-se ouvindo protestos relativamente àquele comportamento, aparentemente anti-desportivo. Meio recomposto, a verdade é que o guardião manifestou grandes dificuldades nos últimos minutos de jogo e foi naquelas condições que sofreu o golo que vergou a sua equipa. Depois de soar o apito final, o ”guerreiro” foi ao chão, e com um misto de dor e desalento recolheu ao balneários, auxiliado por elementos da sua equipa. Neste caso não era matreirice.