• SOCIEDADE-  • CULTURA  • DESPORTO  • OPINIÃO
Directora: Inês Vidal   |     Domingo, 21 de Outubro de 2018
Pesquisar...
Qua.
 26° / 14°
Céu limpo
Ter.
 24° / 15°
Períodos nublados
Seg.
 25° / 13°
Períodos nublados
Torres Novas
Hoje  23° / 15°
Períodos nublados com aguaceiros e trovoadas
       #Alcanena    #Entroncamento    #Golega    #Barquinha    #Constancia 

Os agradecimentos de Santa Comba Dão

Opinião  »  2018-01-30  »  Carlos Tomé

"Homenagearam Salazar gritando palavras de ordem em defesa do ditador fascista"

Durante muitos anos, mesmo muitos anos, o regime fascista vigorou neste país á beira-mar plantado. Saber como foi possível manter-se esse regime tanto tempo, perceber o que esteve na base dessa longevidade, que artimanhas criou para embalar as almas no melhor dos amparos criando a mais feliz das ilusões, e que modos utilizou na opressão e em mil e um mecanismos para subjugar os portugueses durante tantos anos, é um assunto muito interessante. No regime fascista, foram sempre só alguns que tomaram a dianteira, que resistiram e mobilizaram o povo no percurso de muitas formas de resistência. Algumas encaradas mais pacificamente e outras enchendo a via oposicionista e dando-lhe corpo e alma, coerência e consistência.

Na passada sexta-feira numa entrevista ao Público, António Araújo, assessor de Cavaco e também de Marcelo, disse para quem o quis ouvir “é mais importante estudar como o Salazar dominava os conformistas do que como como esmagava os oposicionistas”.

Mas o problema é que os conformistas, gente que por definição se conforma com tudo, não precisam de ser grandemente estudados para se perceber como são levados. Interessará pouco saber qual foi a estratégia que Salazar usou, que manto diáfano da fantasia utilizou para convencer os conformistas porque à partida eles estão convencidos, conformam-se com tudo, não será preciso grandes coisas para os iludir.
Agora, aqueles que à partida não se conformam, não se deixam levar às primeiras, os que veem mais além, muito para lá da espuma dos dias, esses sim merecem ser estudados. Não só merece ser estudada a forma como Salazar esmagava os oposicionistas mas acima de tudo a forma como resistiam a esse esmagamento. E esse estudo merece ser feito em cada lugar, porque a resistência tinha nomes e era localizada. Por cá ainda está por fazer a história da resistência dos torrejanos ao fascismo, e se nada se fizer entretanto tudo será esquecido.

No sábado seguinte, em Santa Comba Dão quatro dezenas de militantes da extrema-direita com Mário Machado à cabeça, homenagearam Salazar gritando palavras de ordem em defesa do ditador fascista, afirmando que foi o único político honesto em Portugal nos últimos 100 anos.

No manifesto da nova organização política que pretende ser partido, NOS (Nova Ordem Social), pode ler-se “O desemprego crescente, o monstruoso défice orçamental, a perda de soberania, os elevados impostos sobre as famílias e sobre as empresas, a quebra da natalidade, a supressão de valores e do solidarismo, a ausência de futuro! É esta a herança que nos deixaram todos aqueles que têm governado o país, com a conivência de outros que se têm servido à mesma mesa do orçamento”.

Isto é, não estamos longe de aparecer alguém que de forma populista consiga levar muita gente atrás de balelas, futuros imaculados, criados por gente honesta e intrujices similares. E depois lá aparecerão os resistentes, aqueles que não se deixam embalar facilmente.

Seja qual for a estratégia que os novos salazares usem para assomar às luzes da ribalta, será extremamente fácil levar os conformistas atrás. Quanto aos outros, os tais oposicionistas, os que não vão atrás de qualquer canto de sereia, aqueles que resistirão sempre, os que lutam todos os dias e muitas vezes em condições desumanas, esses serão devidamente esquecidos. Se esses exemplos não forem registados e estudados, se os conformistas não forem derrotado, é o esquecimento total. Santa Comba Dão agradece.

 

 

 Outras notícias - Opinião


Casimiro Pereira… dedicação e simplicidade »  2018-10-12  »  Anabela Santos

Pego na caneta, no papel, sento-me na mesa do café e questiono-me: como me atrevo a escrever sobre este senhor? – Não sei, corro o risco, simplesmente.

Era uma miúda, criança mesmo, quando Casimiro Pereira começou a sua vida autárquica em Torres Novas.
(ler mais...)


Como prevenir e tratar infeções urinárias »  2018-10-12  »  Juvenal Silva

Como prevenir e tratar infeções urinárias

As infeções urinárias são muito incómodas e mais recorrentes nas mulheres, que as obrigam a consultas médicas algumas vezes ao ano. Normalmente, o tratamento consiste na toma de antibióticos, que matam a infeção presente, mas deixam a bexiga vulnerável a uma próxima invasão bacteriana.
(ler mais...)


Venha daí um refrigerante fresquinho! »  2018-10-12  »  Miguel Sentieiro

Sumol é um dos actuais alvos da implacável máquina fiscal. Essa refrescante bebida de laranja, com bolhinhas, que nos alivia o calor no pingo do verão, afinal é um vilão cheio de sacarose para nos envenenar.
(ler mais...)


Passa »  2018-10-12  »  Inês Vidal

A Golegã auto intitula-se capital do cavalo. Veiga Maltez gostava de cavalos, havia cavalos na vila, sacou daquela da cartola e um dia disse: “cavalos são na Golegã”. A ideia pegou, vendeu e hoje já não é só o presidente que lhe chama assim.
(ler mais...)


The Times They Are A-Changin` »  2018-10-12  »  Jorge Carreira Maia

Ouvida nos dias que correm, a canção de Bob Dylan não deixa de parecer uma singular ironia, uma ironia que atinge o cerne das crenças que estão no coração das gerações que fizeram da balada dylaniana um símbolo do caminho para o paraíso.
(ler mais...)


O papel dos cidadãos »  2018-09-27  »  Jorge Carreira Maia

No início do ano lectivo, costumo explicar aos meus alunos de Ciência Política que a política é o lugar do mal. No seguimento da lição de Thomas Hobbes, tento mostrar-lhes que a política existe porque nós não somos moralmente irrepreensíveis e, movidos por interesses egoístas, fazemos mal uns aos outros.
(ler mais...)


Suave cumplicidade »  2018-09-26  »  Carlos Tomé

Aqui há um ano, prometeram que o homem ia voltar e ele voltou mesmo. Nessa altura o homem era o José Afonso, e a sua música ecoou tão simples e tão pura no auditório do Hotel dos Cavaleiros que os LaFontinha conseguiram o milagre de ressuscitar o genial autor de geniais canções, que agora querem tratar como um vulgar herói nacional grato ao poder, e cuja gratidão o poder reconhece com o panteão, retirando-o da terra e do povo que ele sempre adorou.
(ler mais...)


Podemos ou não prevenir as doenças oncológicas »  2018-09-26  »  Juvenal Silva

Como ocorre em muitas outras doenças crónicas e mortais, e apesar de décadas de investigações e milhões de dólares investidos, a ciência ainda não consegue definir a causa do crescimento descontrolado das células tumorais.
(ler mais...)


Orçamento Participativo, alguém se lembra dele?.. »  2018-09-26  »  Nuno Curado

Vamos ter mais um ano sem um Orçamento Participativo (OP) aqui em Torres Novas. Lembrei-me disso ao ver a notícia dos recentes vencedores do OP em Abrantes. O ano passado, o OP não avançou no nosso concelho com o argumento de ser ano de eleições.
(ler mais...)


As caixas de correio e a liderança »  2018-09-26  »  António Gomes


A imagem que acompanha esta crónica pode ser o espelho da degradação do centro e da cidade de Torres Novas. Chegámos aqui por responsabilidade do PS: abandono, desleixo, insegurança.

A fotografia foi tirada há três anos, mas já tudo estava assim antes.
(ler mais...)

 Mais lidas - Opinião (últimos 10 dias)
»  2018-10-12  »  Jorge Carreira Maia The Times They Are A-Changin`
»  2018-10-12  »  Inês Vidal Passa