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Voz do Povo

Opinião  »  2009-04-23  »  Anabela Santos

A grande casa da Rua do Cid, chamada também de Casa Vassalo. É uma das memórias mais fortes, que guardo da minha ju­ventude. Ali fizemos festas. Organizámos bailes. Ao longo de todo aquele corredor imenso. Havia de noite histórias de fantasmas. Que a nossa imaginação criava. Era a casa do meu tio João Vassalo casado com D. Celeste Courinha. Irmã de D. Prazeres. Por sua vez mulher do D. Carlos Azevedo Mendes. Morador no Largo S. Pedro. Numa casa comprada e a ser restaurada­. Pelo Dr. Duarte SottoMayor. É caro o restauro e muitas as surpresas que surgirão dia a dia. Naquela que foi casa com uma parte anterior ao terramoto de 1755 e as sucessivas reparações que nela se fizeram. Ali dormia, tal como na Casa Vassalo sempre que vinha de Alcanena para Torres Novas. Para as festas dos primos e amigos. Tal como sempre que havia aborrecimentos na família. O Sr. João Batista Vassalo ia passar tardes a minha casa em Alcanena pedindo os conselhos de minha mãe. Assim como o José Maria, o Fernando, o Jorge, após a morte de mãe Celeste, fugiam dos ataques de fúria do pai João. Bem como a irmã Maria Isabel ia chorar para Alcanena dos pecados do pai. A tia Celeste morreu de doença e dos maus tratos do marido, não antes de deixar para os filhos. Um livro tirado a poucos exemplares – um para cada um – chamado de Coisas de Vida. Para que eles entendessem o tempo. O que ela só percebeu demasiado tarde. A única rapariga poupada no meio de tudo. Foi a “Mimi” – Margarida Maria – que foi recolhida em casa do Dr. Carlos Mendes, assim como o Fernando Maria. O João Maria foi dono da “Tecelagem e Sacaria” já falida. E ele já morto também. Não sei se cá por Portugal ou no Brasil para onde fugiu. Os outros irmãos, como o Alexandre, morreu de apendicite aguda no Hospital de Torres Novas. E mais duas irmãs, foram levadas por estranha tuberculose. Ou que diga que envenenadas pelo chumbo dos canos da água de casa. Com toda a sua loucura, João Vassalo foi presidente de câmara e a ele se deve a água em Torres Novas.­

Todas as desgraças da família daquela grande casa agrícola. Foram escritas pela Maria Isabel num livro em que, quis deixar para os outros, as desgraças de família­ e a esperança de que nossa senhora a salvasse. Assim apareceu o “Diário de uma Escorraçada”, que andou aqui há uns quinze anos pelas livrarias. E onde ela revelava a sua esperança, em deixar para o futuro a casa dos pais para a Igreja de Torres Novas­ – concretamente para lá se fazer a nova Igreja – e indicava­ como um sinal do céu, a cruz da Igreja de São Pedro, se projectar como uma bênção, na parede da pecadora­ Casa Vassalo. Afinal, por lá andaram as Finanças, a catequese, o jornal O Almonda. Mas era preciso projectar­ no futuro. E já que não seria Igreja, fosse a casa paroquial. Destruídas as instalações da maior casa agrícola da região. Feito parque de automóveis. Foi com curiosidade que se viram­ as obras iniciarem-se no restauro de casa. Houve peditórios. Subsídios. Pedidos­ de colaboração e sacrifícios­ aos fiéis. Afinal, diz a voz do povo, que o que se vai fazer é instalar no seu interior­ um complexo de laboratórios médicos. O que a ser verdade, é estar a gozar com a boa fé dos fiéis. É a estupidez­ habitual de construir por interesses, sem planificar a cidade. Ficaremos, pois, com um estacionamento crónico no centro da cidade, para serviço da tal “clínica” sem discussão com os munícipes e os fiéis, mais uma vez enganados. Como é da tradição.

E a casa paroquial. Vai parar ao sótão como é costume. Fica o dinheiro em baixo como é obra e método­ dos patos bravos e a pobreza­ no sótão.

Argumentem como quiserem. Todos que deram um tostão para um sonho antigo­. Deviam ser ouvidos. E a finalidade da família, para o futuro da sua casa. No mínimo­ respeitado.

Mas a mistura de Igreja e do Poder material. Sempre deu caldeiradas deste tipo.

A não ser que a voz do povo esteja errada.

 

 

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