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Porto líder isolado

Opinião  »  2010-09-03  »  Denis Hickel

BENFICA conquistou os primeiros pontos neste campeonato ao vencer, sem nenhuma dificuldade, a frágil equipa do Vitória de Setúbal, demasiado ingénua e sem ambição para defrontar, no estádio da Luz, o campeão nacional em título.

Os encarnados começaram bem a partida e aos quatro minutos inauguravam o marcador, aproveitando muito bem a deficiente marcação da defesa sadina, fazendo um golo muito consentido.

Os setubalenses raramente incomodavam a defesa lisboeta, com esta a demonstrar nos minutos iniciais maior confiança com o reforço do guarda-redes Júlio César que substituiu o infeliz Roberto, com este sentado no banco de suplentes. Mas, no melhor pano cai a nódoa. Um desentendimento entre o guarda-redes do Benfica e o defesa Maxi Pereira originou que Júlio César derrubasse um adversário e cometesse grande penalidade com a consequente expulsão, originando que fosse substituído exactamente pelo guarda-redes Roberto. Hugo Leal foi o jogador setubalense escolhido para a marcação da grande penalidade que, muito mal marcada, permitiu a defesa a Roberto, que impediu o empate, surgindo como o grande herói depois de ter sido vilão.

O Vitória de Setúbal mostrou-se incapaz de explorar a vantagem numérica, continuando a fazer um jogo muito débil, sem profundidade, com muitos passes errados e cometendo erros infantis, permitindo que o Benfica chegasse ao segundo golo na marcação de um canto, concedido pela defesa sadina sem ter adversário por perto.

Com menos um jogador, o Benfica voltou para o segundo período com a mesma disposição da primeira parte, não se notando a falta de um jogador, chegando normalmente ao terceiro golo em mais um erro infantil da defesa setubalense.

Vitória tranquila do Benfica por 3-0, inteiramente merecida, num jogo nem sempre bem jogado, com os encarnados distantes da performance da última época, beneficiando da fraca equipa do Vitória de Setúbal que mostrou neste jogo não ter categoria.

PORTO consolidou a sua liderança no campeonato, agora isolado, ao vencer por 2-0 a equipa do Rio Ave na deslocação que fez a Vila do Conde, somando por vitórias todos os jogos já disputados.

Num jogo em que durante a primeira parte exerceu grande pressão no meio campo do Rio Ave, o Porto, sem conseguir criar muitas oportunidades de golo, chegou ao golo por intermédio de Hulk num remate cruzado à entrada da área dos homens de Vila do Conde, com a bola a bater no interior do poste e ressaltar para dentro da baliza. O Rio Ave reagiu ao golo dos forasteiros e começou a surgir com mais acutilância no meio campo do Porto, equilibrando o jogo e criando dificuldades à defesa azul e branca que foi controlando sem sobressaltos.

No segundo tempo o Rio Ave surgiu mais desinibido, tentando chegar ao empate, enquanto o Porto ia controlando o jogo e tentando jogar em transições rápidas aproveitando o adiantamento dos homens de Vila do Conde que pressionavam no meio campo dos azuis e brancos. Mas foi o Porto numa boa jogada de ataque, em toques sucessivos, chegou ao segundo golo, novamente por Hulk, que aproveitou muito bem uma bola endossada por Varela com Falcao a atrapalhar a defesa do Rio Ave. Vitória incontestável do Porto que, sem deslumbrar, mostrou muita eficácia.

SPORTING fez uma deslocação, à partida difícil, à Figueira da Foz para defrontar a Naval, depois do brilhante apuramento, dias antes, para a Europa Cup, na Dinamarca.

Sem fazer uma exibição de encher o olho, o Sporting cedo se apoderou do controlo do jogo perante uma equipa da Naval apática, sem soluções, que não conseguiu impedir o melhor futebol dos lisboetas que, na parte final da primeira parte, fizeram o primeiro golo e seguiram para o intervalo com um excelente tónico.

No segundo período, o Sporting, mais confiante, continuou a dominar o jogo, enquanto a Naval se mostrava incapaz de inverter o rumo dos acontecimentos, fazendo mais dois golos. Vitória fácil e justa do Sporting por 3-1, sem contestação.

 

 

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