Memorial do Convento de N.ª Senhora do Loreto de Tancos
Opinião
» 2011-06-30
» Jorge Cordeiro Simões
O livrinho actual é um trabalho da autoria de Júlio Manuel Pereira, de que já conhecíamos de dois escritos publicados na revista Nova Augusta reportando as investigações arqueológicas que levou a cabo na Quinta do Minhoto II – Riachos (Nova Augusta n.º 14) e na Fonte Santa II - Meia-Via (Nova Augusta n.º 13) para além dos dois romances que escreveu na sua mais recente fase de homem da cultura: ”O Segredo de José de Arimateia” e ” Pegadas Gravadas na Pedra, Palavras gravadas no Coração”.
Mas voltando ao livrinho que justifica este meu escrito, recomendo vivamente a sua atenta leitura a quem se interesse pela investigação histórica em geral e da nossa região em particular, no que se refere aos dois séculos a que aqueles registo se referem.
Escrito ao longo do tempo, por diversos frades, á medida que foram vivendo e registando com o maior detalhe os acontecimentos e pormenores considerados importantes para a vida do convento e para a sua história desde a sua fundação em 1572 até 1761 (?), quando o registo é abruptamente interrompido, por certo devido a motivo súbito e suficientemente grave, para não ter tido oportunidade de escrever qualquer explicação para a interrupção do seu meticuloso e muito meritório trabalho.
Permite este trabalho a leitura em todos os detalhes, das vicissitudes por que passou desde a sua fundação, construção, sucessivos melhoramentos, danos e alterações, aquele que foi um convento, local de recolhimento de frades capuchos na nossa região.
Entre muitos outros pormenores, saliento aqui o registo do modo como os ocupantes do convento viveram o terramoto de 1755, incluindo aquilo a que agora chamamos as suas réplicas, bem como os prejuízos e modo como este cataclismo afectou a vida no convento.
Estes e muitos outros pormenores relatados permitem uma visão muito real sobre as condições de vida da população da região, ao longo do período que abrange este registo.
O convento terá talvez sido destruído durante as invasões francesas, e se não totalmente então, tê-lo-á sido um pouco mais tarde, aquando e na sequência das lutas entre miguelistas e liberais e do triunfo destes.
Muito mais tarde, a construção do caminho-de-ferro afectou o que então restaria da área construída, separando a área da Igreja do que restava das restantes construções.
Do convento apenas restam hoje as paredes arruinadas da parte que foi a igreja situadas na margem direita do Tejo, junto do castelo de ”Almourol”, pobres ruínas que justificaram este pequeno mas intenso memorial.
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Memorial do Convento de N.ª Senhora do Loreto de Tancos
Opinião
» 2011-06-30
» Jorge Cordeiro Simões
O livrinho actual é um trabalho da autoria de Júlio Manuel Pereira, de que já conhecíamos de dois escritos publicados na revista Nova Augusta reportando as investigações arqueológicas que levou a cabo na Quinta do Minhoto II – Riachos (Nova Augusta n.º 14) e na Fonte Santa II - Meia-Via (Nova Augusta n.º 13) para além dos dois romances que escreveu na sua mais recente fase de homem da cultura: ”O Segredo de José de Arimateia” e ” Pegadas Gravadas na Pedra, Palavras gravadas no Coração”.
Mas voltando ao livrinho que justifica este meu escrito, recomendo vivamente a sua atenta leitura a quem se interesse pela investigação histórica em geral e da nossa região em particular, no que se refere aos dois séculos a que aqueles registo se referem.
Escrito ao longo do tempo, por diversos frades, á medida que foram vivendo e registando com o maior detalhe os acontecimentos e pormenores considerados importantes para a vida do convento e para a sua história desde a sua fundação em 1572 até 1761 (?), quando o registo é abruptamente interrompido, por certo devido a motivo súbito e suficientemente grave, para não ter tido oportunidade de escrever qualquer explicação para a interrupção do seu meticuloso e muito meritório trabalho.
Permite este trabalho a leitura em todos os detalhes, das vicissitudes por que passou desde a sua fundação, construção, sucessivos melhoramentos, danos e alterações, aquele que foi um convento, local de recolhimento de frades capuchos na nossa região.
Entre muitos outros pormenores, saliento aqui o registo do modo como os ocupantes do convento viveram o terramoto de 1755, incluindo aquilo a que agora chamamos as suas réplicas, bem como os prejuízos e modo como este cataclismo afectou a vida no convento.
Estes e muitos outros pormenores relatados permitem uma visão muito real sobre as condições de vida da população da região, ao longo do período que abrange este registo.
O convento terá talvez sido destruído durante as invasões francesas, e se não totalmente então, tê-lo-á sido um pouco mais tarde, aquando e na sequência das lutas entre miguelistas e liberais e do triunfo destes.
Muito mais tarde, a construção do caminho-de-ferro afectou o que então restaria da área construída, separando a área da Igreja do que restava das restantes construções.
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Silvester - carlos paiva
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O primeiro orçamento deste novo ciclo autárquico é a prova dos nove - antónio gomes
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Greve vitoriosa, esquerda derrotada - jorga carreira maia
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» Jorge Carreira Maia
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