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Os corvos-marinhos estão de volta.

Opinião  »  2017-11-29  »  Nuno Curado

"Sim, os corvos-marinhos comem peixes (por vezes rãs e lagostins)..."

Já há alguns anos que os choupos encostados à ponte da Levada são o pouso matinal de um grupo de corvos-marinhos que frequenta a cidade. Para quem não os conhece, parecem umas garças de cor preta e bico mais grosso, com uma mancha branca e amarela na face. Costumam estar empoleirados no topo das árvores, muitas das vezes de asas abertas, a secar ao sol. Este ano, para já, são só dois e chegaram esta semana. Escrevo “chegaram” porque estes animais são visitantes de Inverno em Portugal. Passam o Verão no Norte da Europa, onde se reproduzem. De Inverno, fogem do frio e dos lagos gelados e descem até ao Sul do continente, onde o clima é mais ameno e o alimento mais abundante.

Apesar de serem cidadãos recentes do centro de Torres Novas, sempre foram habituais nas lezírias da Golegã e Azinhaga, na foz do Almonda e ao longo do Tejo. E com a má fama de serem dizimadores de peixes. Sim, os corvos-marinhos comem peixes (por vezes rãs e lagostins), que caçam mergulhando e perseguindo-os. Têm um corpo altamente aerodinâmico dentro de água que lhes permite ser muito rápidos e mudar de repente de direcção, o que faz com que sejam exímios caçadores. Mas não são, de todo, uma praga que acaba com os outros animais do Rio. Também não são exóticos, nem invasores, fazem parte da nossa fauna nativa. Só não estávamos habituados a vê-los por aqui. Até considero que a presença deles no Rio – tal como do nosso visitante de Verão, o Goraz (ou Garça-nocturna) - é um bom sinal, que significa que tem condições, vegetação e peixe suficiente para se sustentarem. E que há peixe no Rio suficiente para todos, algo que há 30 anos atrás seria impensável, dado o quão poluído estava na altura.

Atenção, com isto não quero dizer que o Almonda esteja esplêndido hoje em dia. Pelo contrário. Tem um problema de poluição muito grave na Ribeira da Boa Água, e que já devia de estar resolvido, não fosse a exagerada inércia institucional. Dentro da cidade o Almonda também tem alguns focos problemáticos de poluição, seja de descargas de esgotos, ou por causa de lixo e resíduos. Tudo questões cuja resolução deve ser prioritária, relativamente a outras intervenções mais estéticas.

Mas mostra que, apesar disso, o Rio está melhor que há 30 anos, e que devemos de ter cuidado com a sua gestão actual. Tanto com a qualidade da água e a poluição que ainda existe (para não regressar à situação do passado), como com a gestão das suas margens e do seu leito. Gestão esta que pode passar por não intervir ou pela intervenção mínima, sobretudo no caso de podas e corte de vegetação. Porque, a seguir à própria água, a vegetação que existe no leito e nas margens é a fonte principal da vida que existe no Rio. Pelo habitat que fornecem a muitas espécies, pelo alimento a outras tantas, pela sombra que fazem no Rio (e que com isso diminui a evaporação de água no Verão), por sustentarem as margens com as suas raízes, por diminuírem o risco de cheias, por filtrarem e limparem a água. E, finalmente, por nos trazerem mais Natureza para dentro da cidade.

 

 

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