Lutar pelo nosso hospital
Opinião
» 2013-10-11
» Jorge Cordeiro Simões
E se o nosso objectivo é manter o ”nosso” hospital, creio que na situação a que chegámos, em que ”o dinheiro acabou”, sirvam de alguma coisa os protestos e as manifestações, cuja utilidade se limitará a ser notícia com imagens ”para mais tarde recordar” e à usual tentativa de promoção de figuras e forças políticas, cada vez com menos eficácia. Contudo, para manter o Hospital, tais iniciativas parecem-me ineficazes.
Há em meu entender um caminho alternativo que passa pelo trabalho e dedicação dos torrejanos organizados e dinamizados, naturalmente através da Misericórdia local, para tentarem recuperar a gestão do Hospital. A Misericórdia de Torres Novas fundada por ”homens bons” em 1534 manteve um hospital a funcionar na então vila, durante 4 séculos, desde 1580 até á ”nacionalização” em 7 de Março de 1975.
Hoje, com a crise económica e financeira que toca a quase todos, reconhecemos que a situação é bastante complicada e pode ser assustador pensar-se, nesta conjuntura, em retomar a gestão do hospital nas condições em que o mesmo se encontra. Mas não me parece de todo tarefa impossível: assim existam ainda ”homens bons” suficientes, conceito que nos tempos actuais se alarga e inclui, cada vez com mais peso, as mulheres. E naturalmente também, coragem para correr riscos e capacidade para negociar e gerir bem os recursos existentes de modo a bem servir a população.
Levanto aqui hoje a questão porque é hora de se discutir com seriedade o problema: segundo notícias (ver Público de 14Ago2013) o Governo aprovou as linhas mestras para os processos de devolução dos hospitais às Misericórdias, em que se inclui, além do acordo mútuo, uma condição financeira essencial: o custo futuro para o estado terá de ser sempre inferior a 25% do actual. As regras foram incluídas num diploma já aprovado que define as formas de articulação do SNS com as IPSS, ”estabelecendo um modelo de partilha mais efectiva de responsabilidades entre os vários intervenientes”.
A promulgação do diploma em causa estará prevista já para Outubro, pelo que me parece ser tempo de encarar o assunto muito a sério. Até porque pode não haver uma segunda oportunidade, dada a possibilidade de existência de grupos financeiros interessados em fazer, também aqui, mais um bom negócio.
Torres Novas desde há séculos que tem o seu Hospital e chegou o momento de encarar a necessidade de trabalhar a sério e de tudo se fazer para que assim continue a ser, começando por tentar evitar as usuais tentativas de aproveitamento político-partidário, sempre nefastas para o que se pretende. Neste, como em muitos outros assuntos, acredito que ”querer é poder” e que é trabalhando e fazendo que se alcançam os objectivos.
© 2026 • www.jornaltorrejano.pt • jornal@jornaltorrejano.pt
Lutar pelo nosso hospital
Opinião
» 2013-10-11
» Jorge Cordeiro Simões
E se o nosso objectivo é manter o ”nosso” hospital, creio que na situação a que chegámos, em que ”o dinheiro acabou”, sirvam de alguma coisa os protestos e as manifestações, cuja utilidade se limitará a ser notícia com imagens ”para mais tarde recordar” e à usual tentativa de promoção de figuras e forças políticas, cada vez com menos eficácia. Contudo, para manter o Hospital, tais iniciativas parecem-me ineficazes.
Há em meu entender um caminho alternativo que passa pelo trabalho e dedicação dos torrejanos organizados e dinamizados, naturalmente através da Misericórdia local, para tentarem recuperar a gestão do Hospital. A Misericórdia de Torres Novas fundada por ”homens bons” em 1534 manteve um hospital a funcionar na então vila, durante 4 séculos, desde 1580 até á ”nacionalização” em 7 de Março de 1975.
Hoje, com a crise económica e financeira que toca a quase todos, reconhecemos que a situação é bastante complicada e pode ser assustador pensar-se, nesta conjuntura, em retomar a gestão do hospital nas condições em que o mesmo se encontra. Mas não me parece de todo tarefa impossível: assim existam ainda ”homens bons” suficientes, conceito que nos tempos actuais se alarga e inclui, cada vez com mais peso, as mulheres. E naturalmente também, coragem para correr riscos e capacidade para negociar e gerir bem os recursos existentes de modo a bem servir a população.
Levanto aqui hoje a questão porque é hora de se discutir com seriedade o problema: segundo notícias (ver Público de 14Ago2013) o Governo aprovou as linhas mestras para os processos de devolução dos hospitais às Misericórdias, em que se inclui, além do acordo mútuo, uma condição financeira essencial: o custo futuro para o estado terá de ser sempre inferior a 25% do actual. As regras foram incluídas num diploma já aprovado que define as formas de articulação do SNS com as IPSS, ”estabelecendo um modelo de partilha mais efectiva de responsabilidades entre os vários intervenientes”.
A promulgação do diploma em causa estará prevista já para Outubro, pelo que me parece ser tempo de encarar o assunto muito a sério. Até porque pode não haver uma segunda oportunidade, dada a possibilidade de existência de grupos financeiros interessados em fazer, também aqui, mais um bom negócio.
Torres Novas desde há séculos que tem o seu Hospital e chegou o momento de encarar a necessidade de trabalhar a sério e de tudo se fazer para que assim continue a ser, começando por tentar evitar as usuais tentativas de aproveitamento político-partidário, sempre nefastas para o que se pretende. Neste, como em muitos outros assuntos, acredito que ”querer é poder” e que é trabalhando e fazendo que se alcançam os objectivos.
É tempo de mudança
» 2026-07-07
» António Mário Santos
Algo que deveria fazer parte da agenda de quem quer seguir a carreira política: não descer ao facilitismo de promessas. Muitas vezes, quando a inexperiência ainda não carreou o cimento necessário à estabilidade da actividade política, tenta-se acreditar que basta uma atitude mais assertiva para o que se encontra há muito emperrado ceder à pressão da urgência do desbloqueio, já que a sua manutenção, sem fim à vista, cria uma atitude de protesto e desagrado populacional, e gera um sem número de interrogações, onde os quem, os porquês, se misturam num diz-se diz-se dificilmente removíveis do desencanto público. |
É só uma fase
» 2026-07-07
» Carlos Paiva
O ciclo de vida de uma área de negócio (empresa, departamento, produto) compreende cinco fases: desenvolvimento, crescimento, maturidade, declínio e extinção. Algures durante a fase de maturidade é onde se deve intervir, com o objectivo de evitar as duas fases seguintes. |
Mundial de Futebol e Tour de França
» 2026-07-07
» Jorge Carreira Maia
Dois grandes acontecimentos desportivos: o Mundial de Futebol e o Tour de França, a começar dia 4. Não vou escrever sobre nenhum deles, nem sequer sobre o desempenho de Portugal, de que só conheço o da fase de grupos. |
Rio Almonda: uma masturbação torrejana - joão carlos lopes
» 2026-06-23
É só uma questão de fazermos comparações: o que falta para aí é equipas de três ou quatro pessoas a fazer tarefas inúteis ou para encher pneus, e ninguém se sobressalta. Pessoas que não têm culpa nenhuma, é claro. |
Julgam-se donos disto tudo
» 2026-06-20
» António Gomes
A luta que as populações travam contra a localização da fábrica de biometano em Árgea, ou noutras localidades de Portugal ou mesmo da Europa, é uma luta justa. É uma luta em defesa da sua vida em comunidade, pela sua segurança, pelo seu futuro, pela sua qualidade de vida, pela sua saúde. |
Seis meses já dão para refletir se há ou não mudança?
» 2026-06-20
» António Mário Santos
Tenho, no ano que corre, seguido com a maior atenção as sessões públicas, quer do executivo camarário, quer da Assembleia Municipal, algo que nunca fiz nas duas últimas décadas. A maioria absoluta do Partido Socialista, no município, criara uma mentalidade de arrogância autoritária, geradora, por um lado, dum distanciamento entre governantes e governados, e, por outro, na formação duma coorte de lambebotismo acéfalo, cujos interesses próprios ou familiares assentavam na oportunidade de emprego nos quadros do pessoal municipal, nas bem aventuranças de subsídios, na aprovação de projectos de obras nunca bem clarificados, em festas e publicidade a esmo, num despesismo rotineiro não fiscalizado, que deixava um rasto de dúvidas sobre a legalidade de muitos actos de gestão. |
CH4
» 2026-06-20
» Carlos Paiva
Podemos enumerar os argumentos que habitualmente nos escudam de uma análise crítica, como se a escala económica, dimensão de mercado, localização geográfica, justificassem decisões péssimas, essencialmente motivadas por falta de verticalidade. |
Marxismo cultural, uma fantasia - jorge carreira maia
» 2026-06-20
» Jorge Carreira Maia
Há dias, deparei-me com um vídeo em espanhol sobre uma mudança irrevogável do Ocidente gerada por seis homens. O vídeo faz parte do conflito ideológico com o marxismo cultural. É um exemplo da linguagem que parte da direita e a extrema-direita usa na guerra cultural que desencadeou há anos. |
A encíclica de Leão XIV - jorge carreira maia
» 2026-06-07
» Jorge Carreira Maia
A primeira encíclica do Papa Leão XIV – Magnifica Humanitas – toca em duas áreas fulcrais para a humanidade. A área da tecnologia e a área política. A Inteligência Artificial (IA) não é rejeitada pelo Vaticano. |
Minudências que consomem - carlos paiva
» 2026-06-07
» Carlos Paiva
A micro gestão, em inglês micromanagement, é um dos erros de gestão mais combatido nas estruturas empresariais. Caracterizada pela centralização de decisões, ausência de delegação de tarefas e responsabilidades, obsessão com detalhes e comunicação unilateral entre camadas hierárquicas. |
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» 2026-06-23
Rio Almonda: uma masturbação torrejana - joão carlos lopes |
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» 2026-06-20
» Jorge Carreira Maia
Marxismo cultural, uma fantasia - jorge carreira maia |
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» 2026-06-20
» Carlos Paiva
CH4 |
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» 2026-06-20
» António Mário Santos
Seis meses já dão para refletir se há ou não mudança? |
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» 2026-06-20
» António Gomes
Julgam-se donos disto tudo |