Maganões
Opinião
» 2013-12-27
» Jorge Cordeiro Simões
Por via de dúvidas, começo este escrito com a afirmação de que sou social-democrata, mesmo de papel passado, se não estou em erro desde há 35 anos. Sou-o por convicção, nunca tirei disso qualquer benefício (antes pelo contrário), mas essa condição nunca me impediu, não impede, nem impedirá de criticar os actos e as decisões, (bem como as personagens envolvidas nas mesmas) que forem contra os princípios base do que eu entendo ser e dever continuar a ser a social-democracia.
Fui um (creio que entre muitos milhares) dos militantes que nas últimas autárquicas, viram com satisfação a vitória de Rui Moreira no Porto e as derrotas dos ”dinossauros” escolhidos pelos altos dirigentes, para irem a votos no Porto, Lisboa e Loures.
Estes ”entes jurássicos” merecem-me um respeito proporcional à qualidade e cuidado que colocaram na gestão dos dinheiros dos meus/nossos impostos, enquanto responsáveis pela gestão dos municípios, onde até ao limite legal, cumpriram os seus mandatos. Com isso já se terão sacrificado muito pela coisa pública. Como são gente de bem, chegou o tempo para gozarem um merecido descanso, voltando à vida de cidadãos comuns, dedicando-se por exemplo a ajudar a tratar dos netinhos, caso os tenham.
Esta gente que se prontifica a ”driblar” a lei, já bem elaborada com ”alçapão” para esse efeito, deve supor que na área política dos seus partidos, não existe mais ninguém com capacidade para ocupar tais cargos. Muito mau será se isso for verdade.
O jogo democrático parece estar por demais viciado também nestas situações. A opinião dos eleitores não é tida em conta. Depois dos erros por eles cometidos, os mandadores ainda vão ameaçando com a expulsão de bons sociais-democratas, pelo facto simples de no Porto, eles terem tido a coragem de bem cumprir o seu dever democrático de cidadania, dando a cara pela candidatura que em seu entender, melhor se enquadrava na defesa dos interesses da sua cidade.
Esta gente que se agarra ao poder e nele se vicia, tende a afastar gente de valia, dando preferência a ”yes men” que lhes não façam sombra nem tenham a franqueza e a honestidade para lhes falar verdade. Estes coitados, precisam de se manterem na ”crista da onda e vão dizendo que sim a tudo. Só se cria espaço para gente e ideias novas após as derrotas, saindo então pela porta dos fundos, em vez de saírem pela porta grande como podia ter acontecido, se atempadamente o fizessem pelo seu pé.
Eles sabem que é assim, mas qual quê! Encandeados pelos holofotes do poder, parecem ter perdido a visão e razão. Acabam por condenar o partido a travessias de agrestes desertos muito prolongadas. É um filme que já passou em muito lado e continua pelos vistos a fazer grande sucesso fora das áreas controladas pelo PC. Aqui na autarquia de Torres Novas, a penosa travessia do deserto já vai com 20 anos de duração. Tudo aponta para que venhamos a ter e com o êxito estrondoso, a exibição da mesma fita do Jardim Jurássico da Madeira.
É assim que estamos! Estes nossos líderes são em geral maganões hipócritas: veja-se como tão bem falam belos e inflamados discursos de elogio a Mandela, de quem contudo na prática não são capazes de tomar, mesmo que seja só um bocadinho muito pequenino, do exemplo e da lição que ele legou ao mundo.
© 2026 • www.jornaltorrejano.pt • jornal@jornaltorrejano.pt
Maganões
Opinião
» 2013-12-27
» Jorge Cordeiro Simões
Por via de dúvidas, começo este escrito com a afirmação de que sou social-democrata, mesmo de papel passado, se não estou em erro desde há 35 anos. Sou-o por convicção, nunca tirei disso qualquer benefício (antes pelo contrário), mas essa condição nunca me impediu, não impede, nem impedirá de criticar os actos e as decisões, (bem como as personagens envolvidas nas mesmas) que forem contra os princípios base do que eu entendo ser e dever continuar a ser a social-democracia.
Fui um (creio que entre muitos milhares) dos militantes que nas últimas autárquicas, viram com satisfação a vitória de Rui Moreira no Porto e as derrotas dos ”dinossauros” escolhidos pelos altos dirigentes, para irem a votos no Porto, Lisboa e Loures.
Estes ”entes jurássicos” merecem-me um respeito proporcional à qualidade e cuidado que colocaram na gestão dos dinheiros dos meus/nossos impostos, enquanto responsáveis pela gestão dos municípios, onde até ao limite legal, cumpriram os seus mandatos. Com isso já se terão sacrificado muito pela coisa pública. Como são gente de bem, chegou o tempo para gozarem um merecido descanso, voltando à vida de cidadãos comuns, dedicando-se por exemplo a ajudar a tratar dos netinhos, caso os tenham.
Esta gente que se prontifica a ”driblar” a lei, já bem elaborada com ”alçapão” para esse efeito, deve supor que na área política dos seus partidos, não existe mais ninguém com capacidade para ocupar tais cargos. Muito mau será se isso for verdade.
O jogo democrático parece estar por demais viciado também nestas situações. A opinião dos eleitores não é tida em conta. Depois dos erros por eles cometidos, os mandadores ainda vão ameaçando com a expulsão de bons sociais-democratas, pelo facto simples de no Porto, eles terem tido a coragem de bem cumprir o seu dever democrático de cidadania, dando a cara pela candidatura que em seu entender, melhor se enquadrava na defesa dos interesses da sua cidade.
Esta gente que se agarra ao poder e nele se vicia, tende a afastar gente de valia, dando preferência a ”yes men” que lhes não façam sombra nem tenham a franqueza e a honestidade para lhes falar verdade. Estes coitados, precisam de se manterem na ”crista da onda e vão dizendo que sim a tudo. Só se cria espaço para gente e ideias novas após as derrotas, saindo então pela porta dos fundos, em vez de saírem pela porta grande como podia ter acontecido, se atempadamente o fizessem pelo seu pé.
Eles sabem que é assim, mas qual quê! Encandeados pelos holofotes do poder, parecem ter perdido a visão e razão. Acabam por condenar o partido a travessias de agrestes desertos muito prolongadas. É um filme que já passou em muito lado e continua pelos vistos a fazer grande sucesso fora das áreas controladas pelo PC. Aqui na autarquia de Torres Novas, a penosa travessia do deserto já vai com 20 anos de duração. Tudo aponta para que venhamos a ter e com o êxito estrondoso, a exibição da mesma fita do Jardim Jurássico da Madeira.
É assim que estamos! Estes nossos líderes são em geral maganões hipócritas: veja-se como tão bem falam belos e inflamados discursos de elogio a Mandela, de quem contudo na prática não são capazes de tomar, mesmo que seja só um bocadinho muito pequenino, do exemplo e da lição que ele legou ao mundo.
É tempo de mudança
» 2026-07-07
» António Mário Santos
Algo que deveria fazer parte da agenda de quem quer seguir a carreira política: não descer ao facilitismo de promessas. Muitas vezes, quando a inexperiência ainda não carreou o cimento necessário à estabilidade da actividade política, tenta-se acreditar que basta uma atitude mais assertiva para o que se encontra há muito emperrado ceder à pressão da urgência do desbloqueio, já que a sua manutenção, sem fim à vista, cria uma atitude de protesto e desagrado populacional, e gera um sem número de interrogações, onde os quem, os porquês, se misturam num diz-se diz-se dificilmente removíveis do desencanto público. |
É só uma fase
» 2026-07-07
O ciclo de vida de uma área de negócio (empresa, departamento, produto) compreende cinco fases: desenvolvimento, crescimento, maturidade, declínio e extinção. Algures durante a fase de maturidade é onde se deve intervir, com o objectivo de evitar as duas fases seguintes. |
Mundial de Futebol e Tour de França
» 2026-07-07
» Jorge Carreira Maia
Dois grandes acontecimentos desportivos: o Mundial de Futebol e o Tour de França, a começar dia 4. Não vou escrever sobre nenhum deles, nem sequer sobre o desempenho de Portugal, de que só conheço o da fase de grupos. |
Rio Almonda: uma masturbação torrejana - joão carlos lopes
» 2026-06-23
É só uma questão de fazermos comparações: o que falta para aí é equipas de três ou quatro pessoas a fazer tarefas inúteis ou para encher pneus, e ninguém se sobressalta. Pessoas que não têm culpa nenhuma, é claro. |
Julgam-se donos disto tudo
» 2026-06-20
» António Gomes
A luta que as populações travam contra a localização da fábrica de biometano em Árgea, ou noutras localidades de Portugal ou mesmo da Europa, é uma luta justa. É uma luta em defesa da sua vida em comunidade, pela sua segurança, pelo seu futuro, pela sua qualidade de vida, pela sua saúde. |
Seis meses já dão para refletir se há ou não mudança?
» 2026-06-20
» António Mário Santos
Tenho, no ano que corre, seguido com a maior atenção as sessões públicas, quer do executivo camarário, quer da Assembleia Municipal, algo que nunca fiz nas duas últimas décadas. A maioria absoluta do Partido Socialista, no município, criara uma mentalidade de arrogância autoritária, geradora, por um lado, dum distanciamento entre governantes e governados, e, por outro, na formação duma coorte de lambebotismo acéfalo, cujos interesses próprios ou familiares assentavam na oportunidade de emprego nos quadros do pessoal municipal, nas bem aventuranças de subsídios, na aprovação de projectos de obras nunca bem clarificados, em festas e publicidade a esmo, num despesismo rotineiro não fiscalizado, que deixava um rasto de dúvidas sobre a legalidade de muitos actos de gestão. |
CH4
» 2026-06-20
» Carlos Paiva
Podemos enumerar os argumentos que habitualmente nos escudam de uma análise crítica, como se a escala económica, dimensão de mercado, localização geográfica, justificassem decisões péssimas, essencialmente motivadas por falta de verticalidade. |
Marxismo cultural, uma fantasia - jorge carreira maia
» 2026-06-20
» Jorge Carreira Maia
Há dias, deparei-me com um vídeo em espanhol sobre uma mudança irrevogável do Ocidente gerada por seis homens. O vídeo faz parte do conflito ideológico com o marxismo cultural. É um exemplo da linguagem que parte da direita e a extrema-direita usa na guerra cultural que desencadeou há anos. |
A encíclica de Leão XIV - jorge carreira maia
» 2026-06-07
» Jorge Carreira Maia
A primeira encíclica do Papa Leão XIV – Magnifica Humanitas – toca em duas áreas fulcrais para a humanidade. A área da tecnologia e a área política. A Inteligência Artificial (IA) não é rejeitada pelo Vaticano. |
Minudências que consomem - carlos paiva
» 2026-06-07
» Carlos Paiva
A micro gestão, em inglês micromanagement, é um dos erros de gestão mais combatido nas estruturas empresariais. Caracterizada pela centralização de decisões, ausência de delegação de tarefas e responsabilidades, obsessão com detalhes e comunicação unilateral entre camadas hierárquicas. |
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» 2026-06-23
Rio Almonda: uma masturbação torrejana - joão carlos lopes |
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» 2026-06-20
» Jorge Carreira Maia
Marxismo cultural, uma fantasia - jorge carreira maia |
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» 2026-06-20
» Carlos Paiva
CH4 |
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» 2026-06-20
» António Mário Santos
Seis meses já dão para refletir se há ou não mudança? |
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» 2026-06-20
» António Gomes
Julgam-se donos disto tudo |