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Para quê um jornal?

Opinião  »  2014-09-25  »  Fernando Faria Pereira

Sim, um jornal pra quê? Quando as notícias nos chegam todo o dia-a-dia, no telemóvel, nas páginas da internet, na televisão, nos tablets, sem que se guarde nada dessa lufa a lufa de informação? Um jornal é quase primitivo, nesta era de novas tecnologias. Folhas com imagens e palavras que se podem levar para qualquer lado, sem necessidade de estarmos ligados à ficha. Não precisamos mais do que saber ler! As outras notícias teimam em nos importunar hora a hora, imagens, sons e palavras de todos os recantos do mundo. Ao contrário, as notícias nos jornais têm o encanto das palavras que permanecem escritas em papel. Que se podem mostrar a este, àquele, aqueloutro ler ainda, sem estarmos todos condicionados à ditadura da notícia que ainda não se percebeu e já passou. E as imagens, ainda que apenas fotografias, também podem ser vistas e revistas: contar as vezes em que aparecem as celebridades do burgo; visualizar um qualquer familiar afastado; vermos nas rugas dos outros o espelho da nossa idade…

Um jornal na mesa de um café, numa esplanada, no banco da praça, na sala de espera do consultório, no assento do autocarro, naquele lugar solitário onde a vontade se apaga todo o cobarde faz força todo o valente se … Um telemóvel não é a mesma coisa, ainda que a um ecrã minúsculo, cheguem ao minuto todas as notícias do mundo, dos mais variados temas, no mesmo espaço da máquina fotográfica capaz de revelar ao mundo a imagem indiscreta dum segundo, quando não o filme, o gps, e muitos outros gadgets que viagem à velocidade impossível da luz… Tudo ao contrário destas notícias que se esperam com impaciência porque têm dia e hora marcada. Ver o cartoon semanal. A crónica daquele amigo de que se gosta, as palavras do outro que se lêem para melhor estar em desacordo. As notícias que, felizmente, não têm importância para dar a volta ao mundo, apenas porque são locais e por isso mesmo mais importantes, como dizia o poeta, que dizia também que o rio da sua aldeia era maior que o Tejo embora muito mais pequeno que o Tejo. As boas festas dos comerciantes aos estimados clientes. O obituário onde fazemos a média dos que já lá vão com a quantidade dos anos que ainda faltam para lá chegar. Um jornal, mesmo depois de lido, pode-se colecionar, ou ter mil e uma outras utilizações, com o som agradável do ruge ruge das folhas que se dobram e desdobram. E toda esta matemática, todo este pulsar da nossa terra, todas estas formas de mostramos aos outros que somos nós, toda esta expectativa semanal, pela módica quantia de cinquenta cêntimos…

Parabéns ao Torrejano, venham mais vinte…

 

 

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