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Conversas sobre saúde

Opinião  »  2015-02-12  »  Acácio Gouveia

A USF - Almonda, unidade de saúde englobada no centro de saúde de Torres Novas, propõe-se iniciar participação regular no JT, abordando temas de saúde, com o objetivo de contribuir para melhorar a literacia neste domínio. Trataremos não só assuntos relacionados com doenças e condições patológicas, mas também outros: políticas de saúde, organização dos serviços prestadores de cuidados de saúde, ou mesmo questões ”filosóficas”, como sejam a ética médica ou as bases científicas das disciplinas médicas.

À laia de introdução, proponho aos leitores uma reflexão sobre o próprio conceito de saúde. O que é saúde? Evitando a longa e um tanto difusa definição da Organização Mundial de Saúde, vamos pelo caminho mais prático dizendo que a saúde é o contrário da doença. Mas então, o que é a doença? Poderíamos responder: tudo o é que se afaste da anatomia ou da fisiologia (funcionamento do corpo) normais. Só que as coisas não são assim tão simples: há algumas pessoas com seis dedos nos pés ou nas mãos, sem que tal anormalidade lhes traga quaisquer problemas. Também existem casos raros de pessoas com capacidades de cálculo mental anormalmente desenvolvidas, um exemplo em que a ”anormalidade” representa uma mais-valia. Portanto, nem tudo o que foge ao normal se poderá chamar doença.

Tentemos outro caminh doença é tudo o que acarrete sofrimento. Mas, poderemos considerar patológico (isto é, doentio) o sofrimento de alguém que perde um ente querido? Claro quer não. Pelo contrário, a ausência de sofrimento em tais casos é que é considerada patológica.

Para complicar mais as coisas há patologias que se tornam regra com o avanço da idade. Por exempl as artroses estarão necessariamente presentes em todas as pessoas com mais de setenta anos, mesmo que não se acompanhem de dores.

Como se não bastasse, temos ainda a diferença de repercussão que uma mesma situação patológica pode ter em pessoas diferentes. Há quem tolere os zumbidos, frequentes em pessoas com alguma idade, e quem sofra atrozmente com esse problema.

Claro que existem situações indiscutivelmente patológicas sem qualquer sombra de dúvida, já que ameaçam a vida ou a qualidade de vida: o cancro de pâncreas, a diabetes, a esquizofrenia ou uma pneumonia. Mas o mesmo não sucede com muitos outros vasos que têm repercussões mínimas ou nenhumas na qualidade de vida. Perante esta dificuldade em definir com exatidão as fronteiras entre saúde e doença, os anglo-saxónicos distinguem os conceito de ”disease” – doença – e ”condition” – condição, sendo este usado para as tais situações mais banais ou de significado muito relativo. Esta abordagem tem as vantagens de focar os nossos esforços e atenção sobre as situações realmente graves e ”deixar em paz” as pessoas que não necessitem de cuidados.

Fique o leitor com esta ideia: a saúde é um tema complexo, imerso num grau de desconfortável incerteza e pejado de crenças infundadas. Por isso propomos uma abordagem com espírito crítico, tendo esta introdução, um tanto ”filosófica” um interesse prático, como se verá.

 

 

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