• SOCIEDADE-  • CULTURA  • DESPORTO  • OPINIÃO
Directora: Inês Vidal   |     Domingo, 23 de Setembro de 2018
Pesquisar...
Qua.
 34° / 18°
Períodos nublados
Ter.
 36° / 20°
Céu limpo
Seg.
 38° / 18°
Céu limpo
Torres Novas
Hoje  35° / 18°
Céu limpo
       #Alcanena    #Entroncamento    #Golega    #Barquinha    #Constancia 

Protectorado

Opinião  »  2018-08-16  »  Jorge Carreira Maia

"Os que governam tentam não fazer muitos erros, as oposições – actuais ou anteriores – vivem de casos, enquanto as instituições internacionais tomam conta de nós."

O Verão teve, até agora, dois acontecimentos políticos maiores. O caso Robles e o fogo de Monchique. Maiores para os mass media e para uma certa direita social. Por direita social não me refiro aos partidos políticos de direita, os quais não estiveram particularmente mal em ambos os casos, mas àqueles que se manifestam nas redes sociais, nas caixas de comentários dos jornais online, que surgem como espontâneos nos directos das televisões, isto é, a uma militância informe, mas muito activa, que vive despeitada pelos seus não estarem no governo.

A importância dada ao vereador Robles é extraordinária. Nem no Bloco de Esquerda era personagem de primeiro plano. E cometeu ele um crime? Parece que a única coisa que fez foi tirar partido legal de decisões provenientes do anterior governo e, ao fazê-lo, entrou em contradição com o que andou a apregoar para se eleger. O que é espantoso não é que um vereador do BE tenha um comportamento político venal e entre em contradição. Espantosa é a importância que os mass media e a direita social deram a uma personagem de quinta categoria no panorama da política nacional, que nem sequer cometeu um crime ou prejudicou o Estado.

O caso do incêndio de Monchique chegou ao caricato de se perceber uma ânsia mal disfarçada para que houvesse uma grande tragédia. A partir do que aconteceu no ano passado, há sectores que vêem em cada incêndio que se descontrola uma ocasião para disparar sobre o governo. Quanto mais trágico for um incêndio, melhor. Os governantes vivem numa espécie de terror. Se estão em silêncio, é porque estão em silêncio. Se falam, é porque falam. Digam o que disserem, será sempre montada uma campanha contra eles a partir de palavras descontextualizadas. O problema disto não reside nos ataques a Robles ou ao governo. Está no que esses ataques ocultam.

Há umas semanas escrevi que as esquerdas não tinham um programa para o país. A virulência do ataque a Robles e ao governo, no caso de Monchique, mostra que também a direita não tem uma ideia para Portugal. Os partidos políticos de direita não têm nada para oferecer aos seus eleitores. Parte destes, perante o vazio, vive de casos e de ressentimento. A importância dada a Robles e a Monchique são sinais de que na direita faltam causas substanciais. Na verdade, nem à esquerda nem à direita existe qualquer ideia sólida e mobilizadora. Os que governam tentam não fazer muitos erros, as oposições – actuais ou anteriores – vivem de casos, enquanto as instituições internacionais tomam conta de nós. Foi a isto que Paulo Portas chamou protectorado.

 

 

 Outras notícias - Opinião


O quarto milagre de Fátima »  2018-09-13  »  Jorge Carreira Maia

O começo do ano lectivo é marcado pela generalização de uma nova reforma do sistema educativo. A ideia que está na base de mais uma aventura na educação portuguesa prende-se com a convicção da actual equipa do Ministério da Educação de que o trabalho realizado pelo professorado está globalmente desadequado às exigências do século XXI.
(ler mais...)


Poesia nos posters »  2018-09-12  »  José Mota Pereira

Eu não entendia. Nem poderia entender (aos seis, sete, oito anos de idade) o alcance daquelas palavras. Mas havia naqueles dois posters um magnetismo, uma espécie de magia que me prendiam às palavras que deles saltavam para os meus olhos.
(ler mais...)


Rentrée »  2018-09-12  »  Anabela Santos

O mês de Agosto já passou, acabaram as férias, o verão vai deixar-nos e aproxima-se o Outono.

Chegou Setembro, o mês do(s) recomeço(s). Na minha opinião, seria a altura de abrirmos uma garrafa de champanhe, de fazer um brinde à nova época, um brinde à vida.
(ler mais...)


Ansiedade: uma doença da sociedade moderna »  2018-09-12  »  Juvenal Silva

O que é a ansiedade?

A ansiedade é uma emoção causada por uma ameaça observada ou experimentada e, que o organismo utiliza como mecanismo para reagir de forma saudável às pressões da vida ou até a situações de perigo.
(ler mais...)


Olha, a gaivota! Olha a gaivota! »  2018-09-01  »  Maria Augusta Torcato

 As ideias estão ainda de férias. Se a palavra não fosse tão feia, eu até a utilizaria mais – procrastinação. Meu Deus, que palavra horrível para dizer apenas que se anda com  preguiça, sem vontade, a adiar o que tem de ser feito.
(ler mais...)


O passado e a tradição »  2018-08-30  »  Jorge Carreira Maia

Graças a um artigo de António Guerreiro, no Público, descobri dois versos extraordinários do realizador e poeta italiano Pier Paolo Pasolini. Deste, conheço alguns filmes, mas nunca li a sua poesia.
(ler mais...)


Ética »  2018-08-29  »  Inês Vidal

As novas tecnologias e a Internet - admirável mundo este que nos leva ao outro lado do globo num segundo - vieram mudar os nossos dias, rotinas, até o tom e a forma das nossas conversas. “O meio é a mensagem”, já anunciavam há muito alguns teóricos destas coisas da comunicação.
(ler mais...)


Agosto »  2018-08-29  »  José Mota Pereira

O mês de Agosto vai-se despedindo, a pouco e pouco, nestes dias e noites quentes.

Não há novidade nisto: Agosto ainda é o mês em que, por todo o país, se toma conta dos largos e se dança, canta, convive nas festas populares, trazendo vida aos territórios a que chamamos aldeias e de onde, se há notícias ao longo do ano, é para contar do abandono e da desertificação.
(ler mais...)


Uso e abuso de substancias químicas: a dependência de drogas e álcool »  2018-08-29  »  Juvenal Silva

O uso e abuso de substâncias químicas caracteriza-se por uma dependência, tanto psicológica como física, de drogas, incluindo-se medicamentos com receita médica e álcool.

O que é uma dependência química? Acontece quando um indivíduo necessita de uma droga para funcionar.
(ler mais...)

 Mais lidas - Opinião (últimos 10 dias)
»  2018-09-13  »  Jorge Carreira Maia O quarto milagre de Fátima