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A importância do sono nas doenças do sistema nervoso

Opinião  »  2017-01-31  »  Juvenal Silva

"Ora, o sono sob o ponto de vista biológico, é de natureza ativa"

Desde os tempos mais longínquos que a humanidade conhece o enorme benefício de um sono reparador e desde sempre os médicos se têm preocupado com os seus doentes, de forma a desfrutaram desse grande benefício para saúde que é um sono renovador.
Nos dias de hoje, esta questão torna-se imperiosa, pelo estilo de vida que as pessoas têm, sem horários, sem tempo para se cuidarem, com solicitações de toda a natureza. As estatísticas revelam que nunca se recorreu tanto aos químicos para dormir como nos tempos modernos. Não é surpresa para ninguém que tanto a Farmacopeia Médica, como a Medicina Natural, recorrem cada vez mais aos soporíferos, em múltiplas formas e abordagens. Todavia, há uma situação que nos deve merecer algumas interrogações. Porque existe uma diversidade tão grande e tanta abundância de remédios com publicidade diária, seja na rádio, televisão, revistas e jornais? Não será motivo para suspeitarmos? Se regularmente existem novos remédios e novas formulações, será que os que existem no mercado funcionam? Infelizmente o mal existe, mas não é o comprimido milagroso que resolve. O problema terá que ser encarado de forma mais profunda, ou seja, estudar as causas e repará-las. Doutra forma, se a causa não for reparada, perdurará…
A imensa maioria dos soníferos derivam de um reduzido número de combinações químicas, que provocam o complexo efeito narcótico e hipnótico, ou seja, que o seu principal resultado é a paralisação do cérebro com perda de conhecimento.
Ora, o sono sob o ponto de vista biológico, é de natureza ativa e de nenhum modo uma paralisação do cérebro e das regiões cerebrais mais profundas, como a que é produzida pelos soporíferos. Durante o sono, devem recuperar-se as energias consumidas durante o dia, porque é no decurso dessa atividade que se desenrolam poderosos e eficazes processos de recuperação. Essa nova acumulação de energia é absolutamente necessária.
Neste sentido, é importante evitar o consumo destes produtos ao menor sintoma de insónia, uma vez que esta, conhecida a causa, é curável com métodos simples e naturais.
Por exemplo, se a insónia tem origem em esforço intelectual excessivo, tem um tipo de tratamento, ou se tem origem de excitações externas procedentes do mundo exterior, ou alimentar, ou excesso de exercício, o tratamento será diferente.
A insónia não é uma doença, mas apenas e tão só, um sintoma.
Se considerarmos que este sintoma poderá ser o início de enfermidades cardiovasculares, depressão, ansiedade, angústia, stress, diabetes, obesidade, é caso para ficarmos atentos e, tratarmos a origem da causa, como por exemplo:
- Suprimir todo o tipo de estimulantes do nosso quotidiano.
- Equilibrar a alimentação tanto em proteínas, como minerais e vitaminas e, baseá-la em produtos de fácil digestão
- Proporcionar ao organismo momentos de diversão e, horas livres de lazer e repouso.
- Exercitar o organismo com atividades e físicas ao livre.
Com a devida vénia, cito o saudoso Dr. Bernard Detmar: “Até onde nos é dado ver, há forças na Natureza que nos impelem para a saúde, para o pleno desenvolvimento e maturidade, e isto tanto no que diz respeito ao homem como aos animais.
Quando verificamos que um homem nos seus melhores anos de rendimento decai e adoece, podemos concluir com absoluta segurança que foi vencido por algum poder estranho à natureza e inimigo desta.”

 

 

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