• SOCIEDADE-  • CULTURA  • DESPORTO  • OPINIÃO
Directora: Inês Vidal   |     Quarta, 24 de Outubro de 2018
Pesquisar...
Sáb.
 17° / 10°
Períodos nublados
Sex.
 24° / 12°
Períodos nublados
Qui.
 26° / 12°
Períodos nublados
Torres Novas
Hoje  26° / 14°
Céu limpo
       #Alcanena    #Entroncamento    #Golega    #Barquinha    #Constancia 

Agências de rating

Opinião  »  2017-09-21  »  Jorge Carreira Maia

"Do ponto de vista político, a moralidade ou a imoralidade das agências de rating é um problema inútil. Não temos capacidade nem autonomia para viver sem esse juízo."

Há uma tendência – à esquerda do PS – para censurar continuamente as agências de rating e o papel que elas têm tido na dívida portuguesa. E como consequência dessa censura dizer-se que as avaliações delas não devem ser tidas em conta, o que interessa é a vida dos portugueses e não a opinião de agências de especuladores. Ora é aqui que devemos perceber a distinção entre o que a realidade é e aquilo que deveria ser.

Podemos questionar a moralidade ou não destas agências de rating. Ao olharmos para a sua história e para muitas das suas decisões, ficamos convencidos de que o mundo seria, na verdade, um sítio melhor se elas não existissem. Desconfiamos também que as suas decisões arbitrárias prejudicaram o país e os portugueses. Em resumo, do ponto de vista moral não é errado, antes pelo contrário, censurar as agências de rating e o seu papel.

Se isso não é errado, será correcto dizer que Portugal e os portugueses não devem prestar atenção aos juízos dessas agências? A resposta a esta pergunta é composta por duas outras perguntas. Portugal poderá sobreviver com avaliações muito negativas dessas agências? Os portugueses e as empresas nacionais poderiam viver melhor sem uma avaliação positiva da nossa dívida por parte dessas agências? A resposta a estas duas perguntas é uma só: não. Nem o país, nem os portugueses, nem as empresas portuguesas têm independência suficiente para serem indiferentes ao juízo desses agências.

Do ponto de vista político, a moralidade ou a imoralidade das agências de rating é um problema inútil. Não temos capacidade nem autonomia para viver sem esse juízo. Ele é-nos imposto tal como os fenómenos naturais. Por muito que protestemos, os dias de calor são dias de calor e os dias de frio são dias de frio. Quando se diz que o facto da agência Standard & Poor’s ter tirado a dívida portuguesa da categoria de lixo (uma metáfora que quer dizer mau investimento) não é muito importante e que Portugal não pode depender dessas agências para tomar decisões, está-se a mentir deliberadamente e a vender uma ilusão.

Não temos poder para manipular o clima, para evitar os dias de calor ou os dias de frio, mas podemos protegermo-nos do calor e do frio. Também não temos poder para nos libertar das agências de rating, mas podemos protegermo-nos delas. Como? Controlando o défice público (e o privado), não gastando mais do que é possível, gerindo com rigor a fazenda pública e pagando a dívida para nos irmos libertando dela. Não há outro caminho para nos protegermos da falta de moral das agências de rating. E é isso que todos devemos exigir que aconteça e não semear a ilusão de que não dependemos delas.

http://kyrieeleison-jcm.blogspot.pt/

 

 

 Outras notícias - Opinião


Casimiro Pereira… dedicação e simplicidade »  2018-10-12  »  Anabela Santos

Pego na caneta, no papel, sento-me na mesa do café e questiono-me: como me atrevo a escrever sobre este senhor? – Não sei, corro o risco, simplesmente.

Era uma miúda, criança mesmo, quando Casimiro Pereira começou a sua vida autárquica em Torres Novas.
(ler mais...)


Como prevenir e tratar infeções urinárias »  2018-10-12  »  Juvenal Silva

Como prevenir e tratar infeções urinárias

As infeções urinárias são muito incómodas e mais recorrentes nas mulheres, que as obrigam a consultas médicas algumas vezes ao ano. Normalmente, o tratamento consiste na toma de antibióticos, que matam a infeção presente, mas deixam a bexiga vulnerável a uma próxima invasão bacteriana.
(ler mais...)


Venha daí um refrigerante fresquinho! »  2018-10-12  »  Miguel Sentieiro

Sumol é um dos actuais alvos da implacável máquina fiscal. Essa refrescante bebida de laranja, com bolhinhas, que nos alivia o calor no pingo do verão, afinal é um vilão cheio de sacarose para nos envenenar.
(ler mais...)


Passa »  2018-10-12  »  Inês Vidal

A Golegã auto intitula-se capital do cavalo. Veiga Maltez gostava de cavalos, havia cavalos na vila, sacou daquela da cartola e um dia disse: “cavalos são na Golegã”. A ideia pegou, vendeu e hoje já não é só o presidente que lhe chama assim.
(ler mais...)


The Times They Are A-Changin` »  2018-10-12  »  Jorge Carreira Maia

Ouvida nos dias que correm, a canção de Bob Dylan não deixa de parecer uma singular ironia, uma ironia que atinge o cerne das crenças que estão no coração das gerações que fizeram da balada dylaniana um símbolo do caminho para o paraíso.
(ler mais...)


O papel dos cidadãos »  2018-09-27  »  Jorge Carreira Maia

No início do ano lectivo, costumo explicar aos meus alunos de Ciência Política que a política é o lugar do mal. No seguimento da lição de Thomas Hobbes, tento mostrar-lhes que a política existe porque nós não somos moralmente irrepreensíveis e, movidos por interesses egoístas, fazemos mal uns aos outros.
(ler mais...)


Suave cumplicidade »  2018-09-26  »  Carlos Tomé

Aqui há um ano, prometeram que o homem ia voltar e ele voltou mesmo. Nessa altura o homem era o José Afonso, e a sua música ecoou tão simples e tão pura no auditório do Hotel dos Cavaleiros que os LaFontinha conseguiram o milagre de ressuscitar o genial autor de geniais canções, que agora querem tratar como um vulgar herói nacional grato ao poder, e cuja gratidão o poder reconhece com o panteão, retirando-o da terra e do povo que ele sempre adorou.
(ler mais...)


Podemos ou não prevenir as doenças oncológicas »  2018-09-26  »  Juvenal Silva

Como ocorre em muitas outras doenças crónicas e mortais, e apesar de décadas de investigações e milhões de dólares investidos, a ciência ainda não consegue definir a causa do crescimento descontrolado das células tumorais.
(ler mais...)


Orçamento Participativo, alguém se lembra dele?.. »  2018-09-26  »  Nuno Curado

Vamos ter mais um ano sem um Orçamento Participativo (OP) aqui em Torres Novas. Lembrei-me disso ao ver a notícia dos recentes vencedores do OP em Abrantes. O ano passado, o OP não avançou no nosso concelho com o argumento de ser ano de eleições.
(ler mais...)


As caixas de correio e a liderança »  2018-09-26  »  António Gomes


A imagem que acompanha esta crónica pode ser o espelho da degradação do centro e da cidade de Torres Novas. Chegámos aqui por responsabilidade do PS: abandono, desleixo, insegurança.

A fotografia foi tirada há três anos, mas já tudo estava assim antes.
(ler mais...)

 Mais lidas - Opinião (últimos 10 dias)