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E a Fabrióleo, o “infractor” militante: ainda não se esqueceu, pois não senhor ministro?

Opinião  »  2018-01-30  »  António Gomes

"É preciso que o Ministério do Ambiente não se fique por decisões “temporárias” "

Finalmente, os esforços da população, de várias associações e particularmente de Arlindo Consolado Marques, obtiveram a visibilidade necessária para que o poder político interviesse directamente na poluição do rio Tejo. Já podia ter acontecido se tivesse sido aprovada a proposta do BE para redução da produção da Celtejo, coisa que agora aconteceu. Foi preciso um assustador manto de espuma para que algo fosse feito.

A Celtejo, que colocou em tribunal Arlindo Consolado, corre o risco de ver a produção encerrada, palavras do Ministro do Ambiente.

A Fabrióleo, que colocou em tribunal António Gameiro e Pedro Triguinho, quer amedrontar-nos a todos. Não o conseguirá. Lembremos aqui que o mesmo ministro qualificou a Fabrióleo de “infractor militante”, e com razão, o sofrimento das populações e a água do Almonda estão ai para o provar.

Há muito que se percebeu que é preciso afrontar o poder económico dos poluidores para que as pessoas possam ter a qualidade de vida a que têm direito e o meio ambiente seja respeitado. Só a política o pode fazer, enfrentar as Celtejo e as Fabrióleo, obrigá-los a respeitar a lei e a respeitar as pessoas.

Só dessa forma pode haver economia, só assim pode haver emprego, só assim pode haver capacidade de atracção de empresas e de potenciais residentes.
O Ministério do Ambiente conhece a situação real da poluição da Ribeira da Boa Água, sabe que não existe mais nenhuma solução a não ser a deslocalização daquela empresa, sabe que assumiu um compromisso, até ao início do verão passado, para resolver este grave problema e sabe que não cumpriu.

O resultado da recente inspecção às instalações da Fabrióleo deve ser conhecido em breve e o que todos esperam é que se faça justiça, já chega de tanto sofrimento, já chega de tanto poluir.

É preciso que o Ministério do Ambiente não se fique por decisões “temporárias” e se tomem as medidas que permitam, de facto e de forma permanente, combater a poluição. Ainda serão precisas mais evidências?

 

 

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