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Não há volta a dar. Não há volta a dar? - antónio mário santos

Opinião  »  2026-01-14  »  António Mário Santos

Não há volta a dar.

Trump aplicou a doutrina Monroe e mais do que ela, segundo afirmou na conferência de imprensa sobre a captura de Maduro e de quem é quem no governo venezuelano. Os Estados Unidos da América irão governar, até haver uma transição, quando a considerarem, a seu interesse, possível. «O papel de protector e guardião do continente americano contra qualquer influência externa «é muito importante» e não voltará a ser esquecido», como o descreve a jornalista Ana Brito, no seu artigo do Público, de 4 de Janeiro. A política do MAGA (Make Again Great America), que assentava numa política de não intervenção militar, caiu de rastos ante os interesses do petróleo venezuelano, que irão ser entregues às empresas norte-americanas, como monopólio absoluto.

Ficou definido o aviso: o planeta está sob controlo de três potências, os Estados Unidos, a Rússia e a China, que se odeiam, mas temem-se no seu poder económico e bélico.

Nesta fase histórica encerrou-se de vez a fase do constitucionalismo democrático, dos direitos humanos, da liberdade e do direito inalienável dos países ao seu governo próprio e às suas alianças, da ONU como garantia da manutenção da paz e dos direitos dos povos à autodeterminação respeitada como valor essencial da estrutura política dos pós 2ª Guerra Mundial?

O poder está, agora, no direito do mais forte, dos seus interesses, na execução dos mesmos, pela ameaça ou pela intervenção militar. O conceito de apoio ao desenvolvimento é substituído pelo da legalidade da invasão em nome dos interesses materiais do país invasor e da consequente gestão neocolonial, em nome dos princípios que se defendem como bons na esfera de acção da sua zona do controlo?

O medo do comunismo extinguiu-se com a ascensão do nuclear e da sua multiplicação. O problema da extinção da humanidade transformou-se no 11º mandamento do mundo judaico-cristão-muçulmano. As guerras religiosas passaram da pedra, ao metal, deste ao electromagnético, e daí à fusão nuclear. Cada vez mais são ignorados os direitos dos povos à independência. A igualdade, fraternidade e liberdade, que nos finais do século XVIII, anunciaram, com a revolução industrial, o início duma nova época de desenvolvimento das sociedades humanas, e no século XX, após a 2ª Guerra Mundial, dividiram o mundo em duas formas estruturais, o capitalismo liberal e o comunismo, ortodoxo ou reformado, cederam, ante a evolução do ciência nuclear e do consequente desenvolvimento tecnológico, pela tecnologia do digital, a robotização, a inteligência artificial, a uma divisão estruturada pela posse dos bens planetários por minorias, que partilham entre si, e contra os interesses das populações, que manipulam e controlam, pelos meios tecnológicos que dominam.

As ideologias políticas ruíram ante a especulação pragmática dos interesses.

Um quarto poder, o da Europa Ocidental, desfez-se, no século XX, sob a ameaça do nazismo, do comunismo e do capitalismo americano. Com o apoio deste último, conseguiu superar o primeiro e conter a ambição do segundo. Aprendeu que a união era a sua única forma de suster os outros poderes, daí a união económica transformada depois na união política, com base na democracia liberal e nos direitos do homem e do cidadão. Mas descurou a sua independência, subordinando-se à tutoria americana, que a tornou dependente da sua tecnologia, da sua economia, dos seus humores, dos seus exércitos. Hoje, ao ser menosprezada e ameaçada pelo seu antigo aliado, vê-se reunida numa união económica, social e política, de vários rostos e evolução, sem identidade capaz de responder aos três blocos, a que poderia fazer frente, mas cuja falta de consciência unitária ante a egoísmo dos estados-nação que a informam prejudica a sua continuidade e ameaça de forma real a sua implosão e consequente desagregação.

Ou a Europa se torna um poder regional no actual contexto mundial, ou, cedendo às falsas promessas do nacionalismo que a ameaça em cada um dos países que a definem como União Europeia, transformar-se-á, uma vez mais, numa caterva de países facilmente absorvidos e digeridos pelos interesses das actuais três potências mundiais.O mundo que Trump, Putin e Xi Jinping protagonizam, assenta no totalitarismo policial e na transformação da humanidade nos novos escravos dos impérios que intentam construir, onde o racismo e a pureza de sangue são, como o foram sempre na história da Humanidade, simples pretextos para o domínio dos matérias primas e riquezas dos povos conquistados.

A Venezuela é hoje, apenas mais um dos exemplos, que não fazem esquecer o Iraque, o Afeganistão, mas também a Ucrânia, Gaza, a Síria, a Nigéria, o Sudão, Taiwan, o Tibete, o istmo do Panamá, a Gronelândia, o Ártico e as suas rotas, e por aí fora, onde o interesse se sobreponha ao direito civilizacional, a invasão à lei internacional.

Não há volta a dar?

 

 

 

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