Agosto
Opinião
» 2018-08-29
» José Mota Pereira
"Em Agosto, antes que as folhas do outono tombem no chão, os largos e as praças são deste povo que assim se festeja"
O mês de Agosto vai-se despedindo, a pouco e pouco, nestes dias e noites quentes.
Não há novidade nisto: Agosto ainda é o mês em que, por todo o país, se toma conta dos largos e se dança, canta, convive nas festas populares, trazendo vida aos territórios a que chamamos aldeias e de onde, se há notícias ao longo do ano, é para contar do abandono e da desertificação.
Entre os serviços públicos que encerram (a escola, o posto de saúde, os correios, o multibanco), sobram casas que se fecham, ruas que vão ficando vazias, as atividades económicas que se somem num silêncio envelhecido que domina a paisagem que se diria triste.
Até que vem Agosto.
Nas canseiras de um ano de trabalho transpirado aqui neste retângulo peninsular, ou fora dele longe nas europas, américas e até nos dubais desta vida, renascem abraços, matam-se saudades, brinda-se à vida.
Tomar as praças, largos e ruas!
Reconquistá-las de vida e gente!
Chamem pimba ao convívio da nossa gente. Chamem pimbas aos bailes populares. Chamem o que quiserem. Em cada festa popular, no verão da nossa gente, há dezenas de pessoas que se mobilizam livremente, em trabalho voluntário e gratuito, em torno das colectividades do movimento associativo popular, ou até em comissões ad hoc, e que em trabalho colectivo erguem espaços de homenagem à vida e ao melhor dos seus valores comunitários - as festas.
Pode não se apreciar o ambiente. Ou o tipo de música que prolifera, a confusão, a agitação. Mas não se pode ficar indiferente a esta espécie de resistência ao abandono que cada festa de verão traz a cada uma das aldeias. No país, e aqui na nossa região também.
Em Agosto, antes que as folhas do outono tombem no chão, os largos e as praças são deste povo que assim se festeja. São as festas da vida, a nossa, a vida vida de quem constrói todo o ano, em suor e canseiras mil, o país que somos. Em Agosto, resistindo para o ano todo.
© 2019 • www.jornaltorrejano.pt • jornal@jornaltorrejano.pt
Agosto
Opinião
» 2018-08-29
» José Mota Pereira
Em Agosto, antes que as folhas do outono tombem no chão, os largos e as praças são deste povo que assim se festeja
O mês de Agosto vai-se despedindo, a pouco e pouco, nestes dias e noites quentes.
Não há novidade nisto: Agosto ainda é o mês em que, por todo o país, se toma conta dos largos e se dança, canta, convive nas festas populares, trazendo vida aos territórios a que chamamos aldeias e de onde, se há notícias ao longo do ano, é para contar do abandono e da desertificação.
Entre os serviços públicos que encerram (a escola, o posto de saúde, os correios, o multibanco), sobram casas que se fecham, ruas que vão ficando vazias, as atividades económicas que se somem num silêncio envelhecido que domina a paisagem que se diria triste.
Até que vem Agosto.
Nas canseiras de um ano de trabalho transpirado aqui neste retângulo peninsular, ou fora dele longe nas europas, américas e até nos dubais desta vida, renascem abraços, matam-se saudades, brinda-se à vida.
Tomar as praças, largos e ruas!
Reconquistá-las de vida e gente!
Chamem pimba ao convívio da nossa gente. Chamem pimbas aos bailes populares. Chamem o que quiserem. Em cada festa popular, no verão da nossa gente, há dezenas de pessoas que se mobilizam livremente, em trabalho voluntário e gratuito, em torno das colectividades do movimento associativo popular, ou até em comissões ad hoc, e que em trabalho colectivo erguem espaços de homenagem à vida e ao melhor dos seus valores comunitários - as festas.
Pode não se apreciar o ambiente. Ou o tipo de música que prolifera, a confusão, a agitação. Mas não se pode ficar indiferente a esta espécie de resistência ao abandono que cada festa de verão traz a cada uma das aldeias. No país, e aqui na nossa região também.
Em Agosto, antes que as folhas do outono tombem no chão, os largos e as praças são deste povo que assim se festeja. São as festas da vida, a nossa, a vida vida de quem constrói todo o ano, em suor e canseiras mil, o país que somos. Em Agosto, resistindo para o ano todo.
Brasil, China, Entre-os-Rios e Novo Banco
» 2019-03-09
» Jorge Carreira Maia
1. A DOENÇA DO BRASIL. Apesar de sermos latinos e de permitirmos coisas inaceitáveis nos países do centro e do norte da Europa, ainda é difícil para os portugueses compreender a doença que ataca com virulência inusitada o Brasil. |
Remodelação, Bloco, Greves e Exames
» 2019-02-22
» Jorge Carreira Maia
1. REMODELAÇÃO DO GOVERNO. A importância da remodelação do governo ocorrida no início da semana é, do ponto de vista da orientação política, tendencialmente nula. |
Mulher
» 2019-02-21
» Margarida Oliveira
Se é adquirido que com o 25 de Abril de 1974, as mulheres alcançaram o reconhecimento dos seus direitos mais fundamentais, exigindo a igualdade na vida, entre mulheres e homens, certo é, que fora o que seria obrigatório conceder, com o objectivo de serenar os ânimos reivindicativos femininos, praticamente tudo continua por fazer. |
Em suma, não se fotografa o que se come, come-se para fotografar.
» 2019-02-21
» José Ricardo Costa
Por estranho que pareça, houve um tempo em que se ia ao restaurante sobretudo para comer. Sim, também para conviver, comemorar, fazer negócios, mas sempre com o prazer da boa mesa como alvo. Nós, portugueses, para além de comer adoramos falar sobre o que comemos, nem que seja para lembrar, com a expressão lúbrica do lobo dos desenhos animados, o maravilhoso cabrito com grelos que comemos há 20 anos. |
Aero… coisa, mas muito séria
» 2019-02-21
» António Gomes
A noticia teve origem na informação prestada em reunião de câmara pelo vice-presidente da mesma: aeroporto internacional, 4 Kms de pista, 160 voos/dia, 200 milhões de investimento, etc.. E foi apresentada com pompa e circunstância, uma grande mais valia para Torres Novas e arredores. |
Opções
» 2019-02-21
» Anabela Santos
E de repente, quando somos agradavelmente surpreendidos por um montante razoável em euros de que não estávamos à espera, a reação é de espanto e de alegria. Faz falta, é sempre bem vindo. A partir do momento em que recebemos tão agradável notícia, impõe-se um pensamento … o que fazer com todo o dinheiro recebido? |
Para quê tanto vermelho?
» 2019-02-21
» Ana Sentieiro
O Dia de São Valentim é, à semelhança do Carnaval, do Dia da Mulher, do Dia da Aproximação do Pi ou do próprio Dia do Pi, uma celebração à qual não foi atribuída o estatuto de feriado e, como tal, não é respeitada no agregado de festividades. |
Beija o chão e abraça a humilhação
» 2019-02-15
» Ana Sentieiro
Olá! O meu nome é Ana, mas podes tratar-me por “caloira” num tom agressivo e um tanto incomodativo ou, se preferires, “besta”, acompanhado com “Enche vinte!” entoado de um modo pouco sugestivo. |
Caixa, Marcelo, Venezuela e Papa
» 2019-02-08
» Jorge Carreira Maia
1. CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS. O que se tem vindo a saber da Caixa Geral de Depósitos dá razão aos que, na União Europeia, julgam ser necessário impor uma espécie de protectorado aos países do sul da Europa. |
Lisboetas?
» 2019-02-07
» Inês Vidal
Tento fazer este exercício: o que é que as pessoas que não conhecem Torres Novas ficaram a saber sobre o nosso concelho, depois de lerem o artigo publicitário disfarçado de reportagem, que saiu no sábado numa alegada revista, de um honrado semanário nacional? Ora bem. |
|
» 2019-02-22
» Jorge Carreira Maia
Remodelação, Bloco, Greves e Exames |
|
» 2019-02-21
» Anabela Santos
Opções |
|
» 2019-02-21
» António Gomes
Aero… coisa, mas muito séria |
|
» 2019-02-21
» José Ricardo Costa
Em suma, não se fotografa o que se come, come-se para fotografar. |
|
» 2019-02-21
» Margarida Oliveira
Mulher |