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Jornal Torrejano
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Os dois caminhos que as eleições municipais assumirão

Opinião  »  2025-09-06  »  António Mário Santos

Ainda mal se passou da aprovação das listas candidatas e dos seus mandatários pelo tribunal e já nas páginas concelhias individuais e ou partidárias das redes sociais de desenrolam defesas, ataques e acintes, bem comprovativos de que se começa a descer ao facciosismo dos comentadores que enxameiam as televisões da nossa deseducação nacional e à sobrevalorização do ridículo ou acidental, em vez do debate sobre o que se quer e pretende que o concelho de Torres Novas, rural e urbano, venha a ser.

Pôr em causa juridicamente um concorrente duma determinada lista partidária, porque, na prática, se teme a sua influência eleitoral, é algo infelizmente já muito rotineiro e que enche páginas da informação nacional diária. Mas, quase sempre, a justiça (por vezes por ela mesmo cometida) desmente a ilegalidade, e o feitiço vira-se contra o feiticeiro, dando oportunidade à lista acusada de tirar dividendos junto da população votante, num oportunismo eleitoralista, diga-se, também pouco digno, já que o protesto se multiplica por cada elemento da lista, inclusive do próprio acusado, e se transforma num cartaz publicitário de caça ao voto, num jogo de berlinde em que se tenta com habilidade ficar na posse do maior número. Só se cria um ambiente de discórdia e de mixordeira, algo que o Chega de Ventura é pródigo e será, por este partido da extrema-direita, o tema da sua programação concelhia. Querem apostar?

O que, para mim - que também participo, como independente, numa lista concorrente do Bloco de Esquerda às eleições municipais no concelho - importa levar aos eleitores, são os problemas que afectam o município e os caminhos para o seu desenvolvimento futuro.

Um dos instrumentos que condicionam esse desenvolvimento, no curto, médio e longo prazo, é o Plano Director Municipal (PDM), publicado em 1997, entrando em revisão logo em 2001, e que esteve, neste ano de 2025, nos meses de Junho e Julho, até 14, em discussão pública. Documento fundamental, por isso, que deveria ter merecido a atenção de todos os partidos políticos, para uma melhor compreensão dos objectivos da maioria socialista no executivo camarário, promotora da sua revisão, que obedece (ou deveriam obedecer) a uma ordenação estrutural do território do concelho e da cidade, para o seu futuro. Desconhece-se, além de dois importantes artigos publicados em o Jornal Torrejano (6/6; 4/7), duma notícia sobre a sua discussão na Assembleia Municipal, em O Mirante (10/7), e um artigo do deputado municipal do BE António Gomes (J.T,4/7), qualquer outra intervenção, quer individual, quer sindical, quer associativa, quer partidária, o que demonstra como uma política de maioria absoluta municipal durante mais de duas décadas e meia, conduziu a um alergia e a uma indiferença populacionais, que se encasularam num cada vez maior divórcio entre a vida partidária e os munícipes, por sua vez progressivamente descrentes e cansados da pouca obra e muita publicidade de que os executivos socialistas foram responsáveis.

As futuras eleições municipais deveriam servir para sérios debates sobre o que se pretende fazer para que o concelho não seja um parente pobre do Médio Tejo, e vá perdendo mais valias e desenvolvimento ante as outras cidades do agrupamento. As Câmaras têm hoje inúmeras competências: planeamento urbano, obras públicas, administração de escolas, devolução do IRS, actividades económicas, recolha do lixo e saneamento, segurança e protecção civil, cultura e desporto (vide Público, 15/8/2025). O PDM engloba toda o esqueleto que enche o corpo do município. Quais as ferramentas para a construção do concelho? A entrega aos eleitos por quatro em quatro anos? Ou uma construção que dependa da acção colectiva das próprias populações, intervenientes na discussão e defesa de concretização das suas próprias necessidades?

Por último, um tema que, infelizmente, com as redes sociais, foi perdendo a importância e que num passado não muito longínquo sempre teve: a informação concelhia.

O encerramento de O Almonda e a política de excomunhão que o município fez ante os outros órgãos de informação que não controla, o Jornal Torrejano e o Riachense, ao contrário da Rádio Local, por aquele subsidiado, tem criado uma fantasia entre a realidade municipal e o que o executivo socialista, através de boletins e revistas pagas pelo orçamento de todos os contribuintes, procurou publicitar. O cidadão municipal, que tem as portas do mundo abertas nas rádios e televisões nacionais, pouco sabe do seu concelho, dos problemas que exigem acção colectiva, do que se poderia ter conseguido e nunca passou de aviões de papel com que se publicitou combater as carências e o retrocesso da vida económica e social concelhias. Leia-se no JT, de 24 de Agosto, O Ponto Sem Retorno, da direção editorial do jornal, e fica-se a compreender como as próximas eleições municipais podem ser encaradas. Há duas opções: a estagnação ou o desenvolvimento. O deixa andar ou a participação dinâmica das colectividades. A ameaça dum regresso ao passado ou a defesa das conquistas democráticas.

Para mim, só a segunda permite um conselho dinâmico, activo, estruturalmente capaz de se defender e de definir o seu futuro.

A escolha (e as consequências), munícipe, é sua.

 


 

 

 

 

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