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ATIVIDADE FÍSICA É UM MEIO DE PREVENÇÃO REGULADOR DA VIDA

Opinião  »  2018-04-20  »  Juvenal Silva

"Mais do que nunca, é necessário conhecer os elos existentes entre o movimento e as funções cardiovasculares"

Cada vez se verifica mais que grande parte das pessoas se poderia tratar e curar, exercitando-se todos os dias ao ar puro. Podemos citar, entre outros tipos de doenças a obesidade, diabetes, colesterol, depressão, sistema cardiovascular, respiratório, etc. Contudo, quando aconselhamos, ouvimos como resposta: eu sei, mas não tenho tempo para caminhar, nem para fazer exercício, porque tenho uma vida muito preenchida. Ou são os filhos, ou reuniões, ou os horários incompatíveis, ou porque está frio, ou porque está a chover, enfim, tudo serve de pretexto.Mas, então, o que pretende uma grande parte das pessoas? Ou o que procuram? Remédios que tratem da saúde e sejam eficazes, em detrimento do movimento físico. Mas, na verdade, não há remédio algum que possa substituir a atividade física.

Todo aquele que deixa “enferrujar” os seus órgãos e os seus músculos, corre sérios riscos de enfraquecer o seu organismo e cair doente. Nos dias de hoje, todas as medicinas reconhecem o valor terapêutico do movimento e, desde há largos anos, isto é salientado pelos especialistas de tratamentos e recuperação desportivos.

Existem algumas doenças que resistem a medicações, sejam químicas ou naturais, mas que podem ser eficazmente combatidas e curadas por meio de atividades físicas. Temos, como exemplo, diversas formas de reumatismos articulares, bursites, asma, afeções pulmonares, obesidade, perturbações cardiovasculares e circulatórias, etc.

Porque deve a atividade física tornar-se um fator de saúde e de cura? Não faltam factos que nos transportam a esta conclusão.

Fruto da vida moderna, é sabido desde há muitos anos que as afeções cardiovasculares são muito mais frequentes nas pessoas que têm um modo de vida sedentário do que naquelas que se exercitam, tanto pelo caracter da profissão, como pela atividade desportiva.

Mais do que nunca, é necessário conhecer os elos existentes entre o movimento e as funções cardiovasculares e verificar que as novas tecnologias como mecanização, automatização, robótica e informática, dispensaram o homem de um grande número de esforços físicos. O ser humano tornou-se num “enfermo do movimento”. Não é por acaso, que nos dias de hoje, os médicos prestam cada vez mais importância ao exercício e movimento para a manutenção da saúde.

A atrofia muscular por falta de exercício físico pode potenciar uma série de doenças. É o que acontece frequentemente com trabalhadores intelectuais que se queixam de enxaquecas, de melancolia, cansaço, prisão de ventre e hemorroidas, insónias, distúrbios cardiovasculares, reumatismo e perturbações metabólicas.

Todo aquele que exerça uma atividade profissional em que esteja sentado, faz tão poucos movimentos que até deixa de respirar profundamente. Se a isto adicionarmos os efeitos nocivos de uma alimentação desequilibrada da vida moderna e do tabaco, fácilmente se desenvolvem fatores de estados doentios. Este tipo de pessoas necessita como tratamento de base o exercício sistemático. Obviamente que um passeio de vez em quando, ou alguns trabalhos caseiros, não são suficientes para manter a forma dos músculos do nosso corpo, os ossos, os tendões e as articulações.

Para além da caminhada, são importantes os exercícios musculares, porque provocam uma estimulação sobre os nossos órgãos internos. Segundo a Lei de Weber, o movimento dilata primeiramente os vasos dos músculos em atividade.

Depois, a estimulação geral da circulação e a aceleração dos batimentos cardíacos provocam uma melhor irrigação dos músculos inativos dos órgãos internos e do cérebro. O movimento determina, não só o transporte de sangue puro para os tecidos e órgãos, mas também torna possível a evacuação dos resíduos pelo sangue venoso.

O coração bombeia o sangue que irá percorrer até aos capilares de todo o nosso organismo.

 

 

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