• SOCIEDADE-  • CULTURA  • DESPORTO  • OPINIÃO
  Sexta, 27 Novembro 2020    |      Directora: Inês Vidal    |      Estatuto Editorial    |      História do JT
   Pesquisar...
Seg.
 18° / 9°
Períodos nublados
Dom.
 16° / 7°
Períodos nublados com chuva fraca
Sáb.
 16° / 7°
Céu nublado com chuva moderada
Torres Novas
Hoje  17° / 8°
Períodos nublados
       #Alcanena    #Entroncamento    #Golega    #Barquinha    #Constancia 

Água - antónio gomes

Opinião  »  2020-11-21  »  António Gomes

A água é um recurso escasso, não é infinito e não podemos viver sem ela. O acesso à água é um direito humano.
Muito se tem escrito e muito se vai continuar a escrever sobre a exploração e utilização da água, mas medidas concretas para rentabilizar a sua utilização são ainda são escassas e decisões políticas são a excepção.
Na última reunião, a câmara municipal de Torres Novas tomou uma decisão importante que abre caminho a uma política sustentada de aproveitamento da água: decidiu propor à empresa Águas do Ribatejo que realize um “estudo para aferir da viabilidade de um projeto no âmbito da ApR – Águas para Reutilização” (decreto-lei 119/2019).
Esta proposta, apresentada pelo BE, teve os votos favoráveis do proponente e do PSD e a abstenção do PS. O PS lá foi dizendo que estava de acordo, mas na hora do voto decidiu retirar força à proposta.
Sabemos que existe uma pressão forte sobre os recursos hídricos e sobre as fontes de captação, pois as secas são cada vez mais e com maior intensidade. Também o consumo tem vindo a aumentar, para agricultura, indústria e usos recreativos. Chegará o momento em que as medidas serão drásticas porque não acautelámos atempadamente o futuro das novas gerações.
A reutilização da água é uma estratégia que tem vindo a ser debatida e aplicada já em algumas cidades e localidades, promovendo a sua circularidade e aproveitando o investimento que é feito no tratamento de águas residuais nas ETAR.
Acontece que no concelho de Torres Novas existem duas ETAR de construção recente que, à priori, nos dão a garantia de um funcionamento pleno. Ou seja, as águas lançadas no meio hídrico têm um tratamento de qualidade e situam-se em espaços propícios ao aproveitamento da água tratada (agricultura ou até aprovisionamento da mesma para fins vários).
Os projectos de reutilização de água ApR, para que possam ser licenciados, têm vários condicionalismos, o que se compreende - a sua viabilidade, fiabilidade e a protecção da saúde e meio ambiente são alguns desses condicionalismos.
É condição primeira para se avançar para um projecto de reutilização de água “avaliar o potencial de reutilização”, ou seja, saber da capacidade de produção e do potencial dos seus usos.
Esperamos agora que esta importante decisão política tenha continuidade, pois não podemos continuar a falar muito e a fazer muito pouco e que o PS não se esqueça que está vinculado a fazer cumprir esta decisão da Câmara, apesar da sua abstenção.

 

 

 

 

 Outras notícias - Opinião


Onde pára o PS? - josé mota pereira »  2020-11-21  »  José Mota Pereira

Vivi algum tempo nos Açores, onde contactei com uma realidade social e política muito diversa daquela a que estava habituado por estas paragens. Nesse período, a transição do poder político passava de Carlos César para o seu sucessor, Vasco Cordeiro, de forma absolutamente tranquila, com o PS exercendo uma maioria eleitoral que a toda a gente parecia vir a ser eterna.
(ler mais...)


Gatos »  2020-11-21  »  Rui Anastácio

A “Rosa dos Gatos” foi uma das personagens que habitou a minha infância. Na verdade a minha infância foi habitada por uma miríade de personagens. Escolhi a Rosa não sei bem porquê.

A Rosa alimentava vinte gatos, tinha muito mau feitio para as crianças mas um imenso amor pelos gatos.
(ler mais...)


[Breve ensaio para uma carta ao futuro] - margarida trindade »  2020-11-21  »  Margarida Trindade

Aquele era o tempo do contágio. O tempo em que da ordem nasceu a desordem. O tempo da separação e da angústia. O tempo asséptico. O tempo final. O tempo do medo. O tempo da rebelião e de todos os perigos latentes.
(ler mais...)


Ser Torrejano - josé ricardo costa »  2020-11-21  »  José Ricardo Costa

Desço a rua dos Anjos quando o meu cérebro é de repente apoquentado por uma radical e inquietante questão. Não o pavor diante do silêncio e escuridão do espaço cósmico ou por não saber se quando esticar o pernil irei dar com a Audrey Hepburn a cantar o Moon River numa matiné de domingo no Virgínia ou com um cenário de Bosch.
(ler mais...)


Pandemia e a vantagem do meio termo - jorge carreira maia »  2020-11-21  »  Jorge Carreira Maia

Depois de uma pequena acalmia, a pandemia de COVID-19 escalou. Contágios, internamentos, utilização de cuidados intensivos e mortes, tudo isso apresenta números que são já assustadores. É fácil criticar os governos, difícil, porém, é ter, com os recursos existentes e com os conhecimentos disponíveis, respostas que agradem a todos ao mesmo tempo.
(ler mais...)


Generalizar, apontar, julgar - inês vidal »  2020-11-21  »  Inês Vidal

Digo isto com frequência. Quem melhor me conhece, já o ouviu dezenas de vezes. Ainda hoje, ao jantar, dizia à minha filha que não podemos viver no preconceito. A vida não é a preto e branco, tem antes milhares de nuances.
(ler mais...)


Mais rápido que a própria sombra - carlos paiva »  2020-11-21  »  Carlos Paiva

As árvores, além de produzirem oxigénio e servirem de lar para uma série de bicharada, têm num dos efeitos colaterais à sua existência, o arrefecimento do ar. Onde há árvores, fica mais fresquinho.
(ler mais...)


Voltemos ao comércio local - antónio gomes »  2020-11-06  »  António Gomes

A situação de pandemia agrava-se aos olhos de toda a gente e as consequências desta situação são evidentes: no emprego/desemprego, na actividade económica, na transacção de mercadorias, em particular no comércio local.
(ler mais...)


FUI LÁ ATRÁS, VOLTO JÁ - josé mota pereira »  2020-11-06  »  José Mota Pereira

Passados três meses da sua aquisição, o smartphone decidiu entregar a alma ao criador, pelo que o cronista teve que o substituir temporariamente, aguardando a devida recuperação do paciente tecnológico. Sendo a doença temporária e recuperável no prazo razoável de três semanas, decidiu o cronista investir a modesta quantia de cerca de vinte moedas de euros na aquisição de um aparelho telefónico portátil, a que dantes chamávamos telemóvel, para permitir o seu contacto com os outros humanos do Mundo.
(ler mais...)

 Mais lidas - Opinião (últimos 30 dias)
»  2020-11-21  »  José Mota Pereira Onde pára o PS? - josé mota pereira
»  2020-11-21  »  José Ricardo Costa Ser Torrejano - josé ricardo costa
»  2020-11-06  »  Jorge Carreira Maia Hiperpolitização - jorge carreira maia
»  2020-11-21  »  Carlos Paiva Mais rápido que a própria sombra - carlos paiva
»  2020-11-06  »  José Mota Pereira FUI LÁ ATRÁS, VOLTO JÁ - josé mota pereira