Julgam-se donos disto tudo
Opinião
» 2026-06-20
» António Gomes
A luta que as populações travam contra a localização da fábrica de biometano em Árgea, ou noutras localidades de Portugal ou mesmo da Europa, é uma luta justa.
É uma luta em defesa da sua vida em comunidade, pela sua segurança, pelo seu futuro, pela sua qualidade de vida, pela sua saúde. Quem escolhe viver numa aldeia tem os mesmos direitos que quem escolhe viver numa cidade. Ninguém pode impor às comunidades que vivem no interior, seja este interior relativo ao país, seja relativo aos concelhos, que aceitem a instalação de indústrias que vão alterar radicalmente as suas condições de vida porque são velhos e estão mais frágeis, porque não têm a visibilidade dos grandes centros urbanos.
Estas pessoas têm o direito a serem respeitadas, pelos governantes nacionais ou locais, pelas instituições com poder na matéria, pelos administradores das empresas, pelos investidores que decidem como se fossem donos disto tudo.
Ninguém é dono da vida dos outros, para a poder alterar, modificar, suspender.
Decidiram contra a lei - o PDM -, decidiram contra os direitos das pessoas, decidiram contra a segurança e saúde de quem ali vive, decidiram contra o meio ambiente colocando em risco os aquíferos, as linhas de água, as hortas e os poços dos habitantes.
Apenas se preocuparam com os mapas e sinalizaram o que lhes interessa: onde passa o gasoduto, onde fica a autoestrada, onde estão as matérias-primas… nunca conseguiram ver, nos mesmos mapas, as aldeias, as populações e os seus modos de vida.
Dizem-nos: a produção de energias renováveis é fundamental para combater a dependência dos produtos petrolíferos e diminuir a carga dos gases com efeito de estufa. É verdade, é preciso travar também essa luta, mas não à custa das populações, muito menos das mais frágeis.
É preciso compatibilizar estes interesses e estes desígnios. Quem construiu gasodutos, linhas eléctricas ou estradas com milhares de quilómetros, também pode construir estas infraestruturas com apenas algumas dezenas de quilómetros de forma a respeitar as populações e assegurar o futuro do Planeta para as gerações vindouras.
Agora o povo tem direito à palavra, junto das instituições, na participação pública e na rua.
© 2026 • www.jornaltorrejano.pt • jornal@jornaltorrejano.pt
Julgam-se donos disto tudo
Opinião
» 2026-06-20
» António Gomes
A luta que as populações travam contra a localização da fábrica de biometano em Árgea, ou noutras localidades de Portugal ou mesmo da Europa, é uma luta justa.
É uma luta em defesa da sua vida em comunidade, pela sua segurança, pelo seu futuro, pela sua qualidade de vida, pela sua saúde. Quem escolhe viver numa aldeia tem os mesmos direitos que quem escolhe viver numa cidade. Ninguém pode impor às comunidades que vivem no interior, seja este interior relativo ao país, seja relativo aos concelhos, que aceitem a instalação de indústrias que vão alterar radicalmente as suas condições de vida porque são velhos e estão mais frágeis, porque não têm a visibilidade dos grandes centros urbanos.
Estas pessoas têm o direito a serem respeitadas, pelos governantes nacionais ou locais, pelas instituições com poder na matéria, pelos administradores das empresas, pelos investidores que decidem como se fossem donos disto tudo.
Ninguém é dono da vida dos outros, para a poder alterar, modificar, suspender.
Decidiram contra a lei - o PDM -, decidiram contra os direitos das pessoas, decidiram contra a segurança e saúde de quem ali vive, decidiram contra o meio ambiente colocando em risco os aquíferos, as linhas de água, as hortas e os poços dos habitantes.
Apenas se preocuparam com os mapas e sinalizaram o que lhes interessa: onde passa o gasoduto, onde fica a autoestrada, onde estão as matérias-primas… nunca conseguiram ver, nos mesmos mapas, as aldeias, as populações e os seus modos de vida.
Dizem-nos: a produção de energias renováveis é fundamental para combater a dependência dos produtos petrolíferos e diminuir a carga dos gases com efeito de estufa. É verdade, é preciso travar também essa luta, mas não à custa das populações, muito menos das mais frágeis.
É preciso compatibilizar estes interesses e estes desígnios. Quem construiu gasodutos, linhas eléctricas ou estradas com milhares de quilómetros, também pode construir estas infraestruturas com apenas algumas dezenas de quilómetros de forma a respeitar as populações e assegurar o futuro do Planeta para as gerações vindouras.
Agora o povo tem direito à palavra, junto das instituições, na participação pública e na rua.
A educação das massas
» 2026-08-08
» Acácio Gouveia
A esquerda tem uma explicação para a viragem à direita que tem assolado a Europa (e não só): a culpa é da governação da direita moderada que leva as massas, frustradas nas suas expectativas, a aderir ao discurso populista da extrema-direita. |
Ajuste de contas, ou apenas eventuais dificuldades?
» 2026-08-08
» António Gomes
As justificações que o presidente da Câmara de Torres Novas tem apresentado para as dificuldades da governação local prendem-se, sobretudo, com a herança que encontrou. “Estou a resolver casos com 20 anos e mais, se querem saber quais perguntem-me que eu digo. |
Caderneta completa
» 2026-08-08
» Carlos Paiva
Torres Novas está prestes a completar a caderneta. Faltava o Mercadona, ele aí vem. Acontece sempre uma sensação de excitação e plenitude quando finalmente o cromo em falta se revela ao abrir a saqueta. Claro que a defesa do comércio tradicional, argumento de vendas em várias campanhas e discursos, foi defendido heroicamente. |
Leituras de férias
» 2026-08-08
» Jorge Carreira Maia
Agosto, tempo de férias para muitos. Não tanto para mim, pois cheguei àquela fase da existência em que todos os tempos são de férias. Deixo, porém, algumas sugestões de leitura. Comecemos pela mais surpreendente. |
É tempo de mudança
» 2026-07-07
» António Mário Santos
Algo que deveria fazer parte da agenda de quem quer seguir a carreira política: não descer ao facilitismo de promessas. Muitas vezes, quando a inexperiência ainda não carreou o cimento necessário à estabilidade da actividade política, tenta-se acreditar que basta uma atitude mais assertiva para o que se encontra há muito emperrado ceder à pressão da urgência do desbloqueio, já que a sua manutenção, sem fim à vista, cria uma atitude de protesto e desagrado populacional, e gera um sem número de interrogações, onde os quem, os porquês, se misturam num diz-se diz-se dificilmente removíveis do desencanto público. |
É só uma fase
» 2026-07-07
» Carlos Paiva
O ciclo de vida de uma área de negócio (empresa, departamento, produto) compreende cinco fases: desenvolvimento, crescimento, maturidade, declínio e extinção. Algures durante a fase de maturidade é onde se deve intervir, com o objectivo de evitar as duas fases seguintes. |
Mundial de Futebol e Tour de França
» 2026-07-07
» Jorge Carreira Maia
Dois grandes acontecimentos desportivos: o Mundial de Futebol e o Tour de França, a começar dia 4. Não vou escrever sobre nenhum deles, nem sequer sobre o desempenho de Portugal, de que só conheço o da fase de grupos. |
Rio Almonda: uma masturbação torrejana - joão carlos lopes
» 2026-06-23
É só uma questão de fazermos comparações: o que falta para aí é equipas de três ou quatro pessoas a fazer tarefas inúteis ou para encher pneus, e ninguém se sobressalta. Pessoas que não têm culpa nenhuma, é claro. |
Seis meses já dão para refletir se há ou não mudança?
» 2026-06-20
» António Mário Santos
Tenho, no ano que corre, seguido com a maior atenção as sessões públicas, quer do executivo camarário, quer da Assembleia Municipal, algo que nunca fiz nas duas últimas décadas. A maioria absoluta do Partido Socialista, no município, criara uma mentalidade de arrogância autoritária, geradora, por um lado, dum distanciamento entre governantes e governados, e, por outro, na formação duma coorte de lambebotismo acéfalo, cujos interesses próprios ou familiares assentavam na oportunidade de emprego nos quadros do pessoal municipal, nas bem aventuranças de subsídios, na aprovação de projectos de obras nunca bem clarificados, em festas e publicidade a esmo, num despesismo rotineiro não fiscalizado, que deixava um rasto de dúvidas sobre a legalidade de muitos actos de gestão. |
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» 2026-08-08
» António Gomes
Ajuste de contas, ou apenas eventuais dificuldades? |
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» 2026-08-08
» Acácio Gouveia
A educação das massas |
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» 2026-08-08
» Carlos Paiva
Caderneta completa |
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» 2026-08-08
» Jorge Carreira Maia
Leituras de férias |