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Nós só queremos um parque na cidade. E porquê?

Opinião  »  2018-05-17  »  Nuno Curado

"Seria uma grande mais-valia para a cidade ter um parque urbano"

Existe actualmente a necessidade de complementar o desenvolvimento urbano clássico com elementos ecológicos e naturais. Isto passa não só pela correcta manutenção do arvoredo existente, como da criação de outras áreas de valor ecológico. Tradicionalmente, o conceito de espaço verde numa área urbana em Portugal (seja cidade, vila ou aldeia), passava pela existência de jardins ou de espaços arrelvados (ambos, pela sua definição e tipologia, de elevada necessidade de manutenção). Actualmente os parques urbanos ganham força e tornam-se cada vez mais necessários e pretendidos por quem vive em zonas urbanas, principalmente em cidades.

Ao contrário dos jardins, que têm um carácter essencialmente estético, os parques são espaços de fins múltiplos que combinam o usufruto pelas pessoas, com uma função ecológica importante. São tipicamente áreas arborizadas, com algumas clareiras, e por vezes elementos de água, como um rio ou um lago. São espaços onde os pais podem jogar á bola com os filhos, onde grupos de amigos fazem piqueniques e onde se pode estender uma toalha ao sol ou à sombra e simplesmente estar. Mas são igualmente áreas que devem trazer os processos naturais para dentro das cidades e, como tal, devem ser o mais sustentáveis possível e com a gestão humana apenas no essencial. E daqui vem outra vantagem: dando espaço aos processos naturais, os parques são mais baratos e fáceis de gerir que jardins.

A escolha correcta de árvores e arbustos a colocar nos parques é, portanto, de grande importância. As nossas espécies nativas estão mais adaptadas ao nosso clima e às condições locais, e portanto, exigem menos gastos de manutenção a curto, médio e longo prazo (consumo de água, podas, substituição regular, etc). A conjugação de diferentes espécies mediterrânicas - por exemplo, loendros, aroeiras, medronheiros, alecrim, alfazema, choupos, freixos, entre outros - permitiria ter folhagem verde e até flores durante quase todo o ano. E, inclusivamente, frutos e bagas comestíveis. Além disso, estar-se-ia a valorizar a biodiversidade nacional e local e a dar habitat e alimento a muitas espécies silvestres.

Por todas estas razões, um parque combina melhor as vertentes sociais, ecológicas e económicas exigidas de uma zona verde. Tem mais sombras (muito importante num país quente como o nosso), sendo mais convidativo ao usufruto pelo público, além de exigir menos manutenção, menos gastos em água, em ferramentas e em mão-de-obra. Dá mais espaço aos processos naturais e à biodiversidade. E ao ser uma área arborizada, contribui para a purificação do ar, para a diminuição da temperatura das cidades, para a diminuição do ruído, para a retenção de gases com efeito de estufa, e o aumento da saúde e bem-estar de quem lá vai.

O número de pessoas que aproveitou para passar esta Quinta-feira da Ascensão na Quinta de S. Gião, a fazer piqueniques, a jogar á bola ou a dar um passeio, demonstra que há vontade de ter um espaço destes em Torres Novas. Nem foi preciso um relvado, canteiros de flores com sistemas de rega, passadiços ou outros artificialismos. Apenas um espaço, com árvores e com sombra, onde estender as mantas e deixar os filhos correr. Seria, por isso, uma grande mais-valia para a cidade ter um parque urbano. Podia já começar com o futuro Parque Almonda (ainda que a sua área seja pequena), se este fosse implementado tendo por base este conceito, e não se tornando em mais um jardim caro e difícil de manter.

 

 

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