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TRANSIÇÃO EM CURSO

Opinião  »  2017-11-29  »  Denis Hickel

"Do mundo para Torres Novas, que poderemos nós fazer? "

Nos dias que correm, quando falamos sobre o futuro das cidades, devemos acrescentar à lista dos problemas ambientais em curso o futuro robótico que se avizinha e o impacto geral que a tecnologia poderá trazer para as nossas vidas. Os Robôs já podem carregar coisas, dar saltos e fazer movimentos finos similares aos nossos. Soma-se aos movimentos complexos a inteligência artificial, e teremos todas as pessoas que trabalham em linhas de montagem, em serviços básicos de carga e seleção de mercadorias, serviços de atendimento, entre outros, a formar uma potencial massa de desempregados nas próximas décadas.

Neste contexto, o tradicional caminho escola-faculdade, competir e priorizar uma carreira já não traz respostas, pois é cada vez maior o fosso entre o que este oferece e a realidade que encontramos ao fim do caminho. O mundo já está cheio de doutores, arquitetos, advogados, engenheiros, entre outros profissionais liberais que neste mesmo futuro poderão, a partir de casa, ou de um espaço qualquer, prestar serviços para todo o mundo, sem sair do lugar e de forma barata e eficiente.

Enquanto isso, continuamos a escolarizar gerações de crianças na linha de produção, retroalimentando assim o mesmo paradigma linear e de separação que formou a nossa sociedade. Juntemos à nossa lista o pico energético e dos recursos naturais que sustentam a cultura do consumo, a poluição generalizada e a crise ecológica que levam à perda de biodiversidade e às alterações climáticas, afetando ecossistemas essenciais para nossa sobrevivência. Somam-se ainda os refugiados climáticos e os das disputas por recursos naturais, ou das tiranias que daí surgirão. Como ninguém vivendo entre os dois polos terrestres deverá escapar, deixo para cada um baralhar esta lista, acrescentar outros temas e criar o seu próprio cenário.

Do mundo para Torres Novas, que poderemos nós fazer? Sejam quais forem os diversos cenários, não adiantará erigir muros. Haverá uma alteração de paradigma na forma como as cidades podem promover o bem estar, novas formas de governança e agenciamento social e económico. Porém, mais do que uma agenda institucional, e para evitar a imposição de ideais, ou a velha disputa de lados, ou não depender de condutores de rebanho, eu apostaria na capacidade dos cidadãos em mobilizarem-se; porém sempre lembrando que ideias não mudam comportamentos, só comportamentos mudam comportamentos.

Por fim, não vim aqui julgar a tecnologia, apenas tentar mostrar que a interação humana tem resultados complexos, as nossas escolhas locais têm impactos globais e os fluxos globais têm impactos locais. Assim, deveríamos abrir os olhos e ver que o contexto cultural que temos como garantido está em mudança acelerada e deveríamos nos importar mais. O que vai determinar a nossa capacidade de lidar com esta transição é uma compreensão dos desafios à frente, a certeza de que temos as ferramentas certas à mão de semear e o maior número possível de pessoas capacitadas para tal. Tudo isto faz parte de uma agenda possível, onde, mais do que gestores e especialistas, deveríamos deixar vir os generalistas, regeneradores, os cuidadores, poetas, filósofos, artistas, hortelãos, carpinteiros entre outros facilitadores da transição.

 

 

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