Autárquicas em Torres Novas - jorge carreira maia
Opinião
» 2025-10-18
» Jorge Carreira Maia
Trincão Marques. O PS perdeu 1533 votos (diminui 7,7%) e dois vereadores. Uma vitória risível, quase uma derrota de Trincão Marques? Pelo contrário. A candidatura socialista tinha contra si 3 factores importantes: 1. 32 anos de governação socialista cansam até o mais paciente dos munícipes; 2. Havia, no concelho, um descontentamento significativo com a governação da Câmara; 3. A crise nacional que atinge a esquerda, incluindo o Partido Socialista. Estava na hora dos eleitores trocarem de orientação. Trincão Marques conseguiu segurar parte suficiente do eleitorado para conquistar a Câmara e dar a si mesmo um futuro, que pode ser longo, na Presidência. Uma vitória maior do que parece.
Tiago Ferreira. A coligação PSD/CDS ganhou 3312 votos (cresce 17,3%) e ganha dois vereadores. Uma derrota com sabor a vitória? Só em aparência. Foi uma derrota dolorosa por dois motivos: 1. Perdeu por 83 votos; 2. Perdeu o tempo oportuno: o fim do consulado de Pedro Ferreira e o cansaço dos eleitores era o momento ideal para trocar de cor na Presidência da Câmara. Pode ter hipotecado no domingo a sua possibilidade de chegar um dia a presidente.
André Ventura. Ganha 1925 votos (cresce 10,4%). O seu objectivo era consolidar, no concelho, a sua imagem e a marca Chega. Parte dos eleitores torrejanos estiveram mais interessados nisso do que no destino do município. Ventura não irá, todavia, sentar-se nas reuniões da Câmara e ofereceu a Presidência ao PS.
MPTN. Perdeu 2023 votos (diminui 11,9%) e o vereador. O movimento estava e está escorado na figura de António Rodrigues. Sem o criador, a criatura definha sem glória.
BE e CDU. Ambos perdem poucos votos e pouca percentagem, mas já tinham, em 2021, poucos votos e pouca percentagem. Têm um conflito com as aspirações do eleitorado. O seu discurso satisfaz muito os militantes, mas, a cada dia que passa, afasta os eleitores. Apesar de Helena Pinto ser politicamente muito competente, o partido onde está deixou de a ajudar. A realidade social do concelho mudou, mas BE e CDU mantêm-se firmes no passado.
Munícipes. Foram os grandes vitoriosos das eleições. Livraram-se de um maioria absoluta e não caíram noutra. As maiorias absolutas criam uma sobranceria nos eleitos, que a certa altura pensam ser os donos dos votos e do concelho. Trincão Marques tem uma dura tarefa pela frente, mas se for humilde, se se dispuser a negociar com seriedade com as oposições poderá ajudar o concelho a sair da modorra em que caiu. As oposições parecem compostas por pessoas com quem se pode dialogar, de modo frutuoso, para bem de todos. A humildade é fundamental, de todos os lados. Os munícipes agradecem.
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Autárquicas em Torres Novas - jorge carreira maia
Opinião
» 2025-10-18
» Jorge Carreira Maia
Trincão Marques. O PS perdeu 1533 votos (diminui 7,7%) e dois vereadores. Uma vitória risível, quase uma derrota de Trincão Marques? Pelo contrário. A candidatura socialista tinha contra si 3 factores importantes: 1. 32 anos de governação socialista cansam até o mais paciente dos munícipes; 2. Havia, no concelho, um descontentamento significativo com a governação da Câmara; 3. A crise nacional que atinge a esquerda, incluindo o Partido Socialista. Estava na hora dos eleitores trocarem de orientação. Trincão Marques conseguiu segurar parte suficiente do eleitorado para conquistar a Câmara e dar a si mesmo um futuro, que pode ser longo, na Presidência. Uma vitória maior do que parece.
Tiago Ferreira. A coligação PSD/CDS ganhou 3312 votos (cresce 17,3%) e ganha dois vereadores. Uma derrota com sabor a vitória? Só em aparência. Foi uma derrota dolorosa por dois motivos: 1. Perdeu por 83 votos; 2. Perdeu o tempo oportuno: o fim do consulado de Pedro Ferreira e o cansaço dos eleitores era o momento ideal para trocar de cor na Presidência da Câmara. Pode ter hipotecado no domingo a sua possibilidade de chegar um dia a presidente.
André Ventura. Ganha 1925 votos (cresce 10,4%). O seu objectivo era consolidar, no concelho, a sua imagem e a marca Chega. Parte dos eleitores torrejanos estiveram mais interessados nisso do que no destino do município. Ventura não irá, todavia, sentar-se nas reuniões da Câmara e ofereceu a Presidência ao PS.
MPTN. Perdeu 2023 votos (diminui 11,9%) e o vereador. O movimento estava e está escorado na figura de António Rodrigues. Sem o criador, a criatura definha sem glória.
BE e CDU. Ambos perdem poucos votos e pouca percentagem, mas já tinham, em 2021, poucos votos e pouca percentagem. Têm um conflito com as aspirações do eleitorado. O seu discurso satisfaz muito os militantes, mas, a cada dia que passa, afasta os eleitores. Apesar de Helena Pinto ser politicamente muito competente, o partido onde está deixou de a ajudar. A realidade social do concelho mudou, mas BE e CDU mantêm-se firmes no passado.
Munícipes. Foram os grandes vitoriosos das eleições. Livraram-se de um maioria absoluta e não caíram noutra. As maiorias absolutas criam uma sobranceria nos eleitos, que a certa altura pensam ser os donos dos votos e do concelho. Trincão Marques tem uma dura tarefa pela frente, mas se for humilde, se se dispuser a negociar com seriedade com as oposições poderá ajudar o concelho a sair da modorra em que caiu. As oposições parecem compostas por pessoas com quem se pode dialogar, de modo frutuoso, para bem de todos. A humildade é fundamental, de todos os lados. Os munícipes agradecem.
Alívio, decadência e sensatez
» 2026-04-18
» Jorge Carreira Maia
Um suspiro de alívio. Há muito que a União Europeia não recebia uma boa notícia. Teve-a no domingo com a derrota, nas eleições húngaras, de Viktor Orbán. Mais do que a vitória de Péter Magyar, o importante foi a derrota de um claro opositor ao projecto europeu, amigo de dois grande inimigos da União Europeia, Putin e Trump. |
Miau
» 2026-04-18
» Carlos Paiva
Se eu tiver 20 ovelhas e o meu vizinho nenhuma, em média, cada um de nós tem 10 ovelhas. Sem análise crítica, a estatística pode espelhar tudo e qualquer coisa, menos a realidade. Mas são necessários números para iniciar todo o processo. |
Celebremos o 25 de Abril, lutemos pela dignidade no trabalho
» 2026-04-18
» António Gomes
Poucos são os que entendem e menos ainda os que concordam com as alterações à legislação do trabalho que o governo do Montenegro quer impor a toda a força. Ninguém pediu, ninguém reivindicou alterações legislativas para as relações do trabalho, nem sequer as confederações patronais, a coligação que apoia o governo não apresentou essas ideias em campanha eleitoral, não foram por isso sufragadas, não têm legitimidade. |
Bloqueio infinito...
» 2026-04-14
» Hélder Dias
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Este gajo é maluco...
» 2026-04-14
» Hélder Dias
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O castelo fácil
» 2026-04-05
» Carlos Paiva
Uma estratégia comercial converteu-se em moda social. Não é propriamente inédito, diversas tentativas de estimular o consumo fizeram-no inúmeras vezes. Refiro-me especificamente à "experiência". Produtizou-se a "experiência" com o intuito de revitalizar turismo, restauração, hotelaria, entretenimento e cultura. |
Até quando, passado, abusarás da nossa paciência?
» 2026-04-05
» António Mário Santos
Numa ida ao museu municipal Carlos Reis, no último sábado, a fim de participar numa acção cultural com a pintora torrejana Conceição Lopes, ouvi, dum interlocutor, ao defender a construção do museu de arqueologia industrial, que «quem não está atento e não respeita o seu passado, não está a contribuir para a construção do futuro». |
Constituição, Saramago e Crueldade
» 2026-04-03
» Jorge Carreira Maia
Constituição. A Constituição portuguesa faz cinquenta anos. Tem marcas da época, isto é, do processo de ruptura com o regime autoritário do Estado Novo e da intensa luta política que se seguiu. |
Escolas e influenciadores
» 2026-03-22
» Jorge Carreira Maia
Provocou alarido a investigação do Público sobre a presença, em espaço escolar, de influenciadores tidos como pouco recomendáveis. Foram detectados 80 casos. Discutiu-se o papel dos directores, mas também do Ministério da Educação, no controlo das entradas nas escolas. |
Painéis fotovoltaicos ou a identidade patrimonial de uma cidade
» 2026-03-22
» António Gomes
Provavelmente já vamos tarde, tal é o número de atentados ao património, à paisagem urbana e arquitetónica do centro histórico de Torres Novas. Quase tudo começou com o desleixo e o abandono de centenas de imóveis que hoje ou são ruínas em perigo para quem passa ou em alguns casos são espaços vazios emparedados fruto da intervenção forçada do município. |
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» 2026-04-14
» Hélder Dias
Este gajo é maluco... |
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» 2026-04-14
» Hélder Dias
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» 2026-03-22
» António Gomes
Painéis fotovoltaicos ou a identidade patrimonial de uma cidade |
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» 2026-04-05
» António Mário Santos
Até quando, passado, abusarás da nossa paciência? |
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» 2026-03-22
» António Mário Santos
Falemos de cultura e do que o município pode criar |