Obras públicas concelhias
Opinião
» 2026-05-18
» António Gomes
Deviam ser levadas a sério, com rigor e transparência. Mas não, em Torres Novas parece que é tudo ao contrário.
Muitos se lembrarão ainda do que foi o calvário para concluir o edifício do antigo hospital, hoje Paços do Concelho, e mais recentemente o “bairro dos pobres”, bairro na Calçada António Nunes, entre outros… fez-se este caminho e parece que vai continuar.
Agora somos confrontados com o adiamento das obras na piscina por mais 50 dias (esperemos que fique por aqui), embora o presidente da Câmara já tivesse afirmado, ou melhor comprometido em assembleia municipal que “de costas ou barriga”, em Junho tudo estaria a funcionar. Mas o espanto maior vai para o Pavilhão de Riachos, cuja empreitada foi prolongada por mais 215 dias (!).
Não são 30 ou 50 dias, mais um atraso que, com esforço, se podia compreender e aceitar. São 215 dias e este adiamento é feito de forma graciosa, ou seja o construtor não está sujeito a qualquer custo adicional por via dos atrasos.
Acontece que esta obra deveria ter ficado concluída em 2023, foi assinado um contrato como acontece em todas as obras com os empreiteiros, com obrigações das partes, prazos estabelecidos, cronograma definido e aceite por ambas as partes. Ao que assistimos é verdadeiramente escandaloso, não se conhecem justificações para tal, nem se pedem responsabilidades, nem se aplica a lei em caso de incumprimento do acordado. Parece que existe mesmo uma prática municipal de deixa andar, aonde os intervenientes se sentem confortáveis.
O campo de futebol da Meia Via é outra história para digerir, agora que o campo está terminado e bonito descobre-se que faltam balneários e sanitários públicos. Dificilmente se poderá praticar desporto sem que essas infraestruturas estejam operacionais como é óbvio. Em nome do rigor cabe aqui dizer que o Bloco de Esquerda, na Assembleia de Freguesia da Meia Via, alertou atempadamente para a situação, mas como se vê caiu em saco roto.
Bem sei que estas obras são de mandatos anteriores. Mas uma coisa é certa, a gestão da coisa pública tem que mudar de forma radical e convém que não leve muito tempo a verem-se sinais nesse sentido.
© 2026 • www.jornaltorrejano.pt • jornal@jornaltorrejano.pt
Obras públicas concelhias
Opinião
» 2026-05-18
» António Gomes
Deviam ser levadas a sério, com rigor e transparência. Mas não, em Torres Novas parece que é tudo ao contrário.
Muitos se lembrarão ainda do que foi o calvário para concluir o edifício do antigo hospital, hoje Paços do Concelho, e mais recentemente o “bairro dos pobres”, bairro na Calçada António Nunes, entre outros… fez-se este caminho e parece que vai continuar.
Agora somos confrontados com o adiamento das obras na piscina por mais 50 dias (esperemos que fique por aqui), embora o presidente da Câmara já tivesse afirmado, ou melhor comprometido em assembleia municipal que “de costas ou barriga”, em Junho tudo estaria a funcionar. Mas o espanto maior vai para o Pavilhão de Riachos, cuja empreitada foi prolongada por mais 215 dias (!).
Não são 30 ou 50 dias, mais um atraso que, com esforço, se podia compreender e aceitar. São 215 dias e este adiamento é feito de forma graciosa, ou seja o construtor não está sujeito a qualquer custo adicional por via dos atrasos.
Acontece que esta obra deveria ter ficado concluída em 2023, foi assinado um contrato como acontece em todas as obras com os empreiteiros, com obrigações das partes, prazos estabelecidos, cronograma definido e aceite por ambas as partes. Ao que assistimos é verdadeiramente escandaloso, não se conhecem justificações para tal, nem se pedem responsabilidades, nem se aplica a lei em caso de incumprimento do acordado. Parece que existe mesmo uma prática municipal de deixa andar, aonde os intervenientes se sentem confortáveis.
O campo de futebol da Meia Via é outra história para digerir, agora que o campo está terminado e bonito descobre-se que faltam balneários e sanitários públicos. Dificilmente se poderá praticar desporto sem que essas infraestruturas estejam operacionais como é óbvio. Em nome do rigor cabe aqui dizer que o Bloco de Esquerda, na Assembleia de Freguesia da Meia Via, alertou atempadamente para a situação, mas como se vê caiu em saco roto.
Bem sei que estas obras são de mandatos anteriores. Mas uma coisa é certa, a gestão da coisa pública tem que mudar de forma radical e convém que não leve muito tempo a verem-se sinais nesse sentido.
A encíclica de Leão XIV - jorge carreira maia
» 2026-06-07
» Jorge Carreira Maia
A primeira encíclica do Papa Leão XIV – Magnifica Humanitas – toca em duas áreas fulcrais para a humanidade. A área da tecnologia e a área política. A Inteligência Artificial (IA) não é rejeitada pelo Vaticano. |
Minudências que consomem - carlos paiva
» 2026-06-07
» Carlos Paiva
A micro gestão, em inglês micromanagement, é um dos erros de gestão mais combatido nas estruturas empresariais. Caracterizada pela centralização de decisões, ausência de delegação de tarefas e responsabilidades, obsessão com detalhes e comunicação unilateral entre camadas hierárquicas. |
O precipício ao virar da esquina - antónio mário
» 2026-06-07
» António Mário Santos
Algo vem ganhando força e expressão, nos últimos tempos, a nível nacional: a consciência da ingovernabilidade do sistema político. O aumento do descontentamento popular, ante a realidade sociopolítica da degradação da qualidade de vida no mundo do capitalismo neoliberal, alimentou o crescimento da extrema-direita. |
A verdade dos números - antónio gomes
» 2026-06-07
» António Gomes
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Labregos & rufiões - acácio gouveia
» 2026-06-07
» Acácio Gouveia
(...) e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os chifres dez diademas, e sobre as cabeças um nome de blasfémia” - Apocalipse S. João 13.1 Parece mesmo um argumento de filme apocalíptico, saído dos estúdios de Holywood, candidato a um sucesso de bilheteira. |
O rio que maltratamos mata-nos a sede
» 2026-05-18
» António Mário Santos
Em 20 de Março último publiquei, neste periódico, um artigo intitulado «Falemos de Cultura e do que o Município pode criar». Apontava, entre outros aspectos, um dos erros que, na minha opinião, menorizava a dimensão da actividade, neste sector específico do município: a sua municipalização, assente na pura opção dos seus técnicos, sem atenção ao que, na comunidade, se ia construindo. |
Da importância da redenção
» 2026-05-18
» Jorge Carreira Maia
Descansemos do triste estado do mundo e falemos de outra coisa. Façamos mesmo como os jogadores de Xadrez do poema de Ricardo Reis: Ouvi contar que outrora, quando a Pérsia /Tinha não sei qual guerra, / Quando a invasão ardia na Cidade / E as mulheres gritavam, / Dois jogadores de xadrez jogavam / O seu jogo contínuo. |
Todo bem vestido e sem sítio para ir
» 2026-05-18
» Carlos Paiva
Existirá sempre um leque de temas infelizes, más decisões, incompetências, desleixos, corrupção, para alimentar qualquer cronista em qualquer jornal local. A abundância temática por vezes é tal que se perde o foco no essencial e deriva-se para o acessório. |
A aposta na mobilidade não pode parar
» 2026-05-04
» António Gomes
Comemorámos o 25 de Abril e foi uma grande comemoração. Fiquei um pouco mais descansado quanto ao futuro da nossa Liberdade, a rua em 1974 foi o que decidiu o desfecho daquela data e agora, no 52.º aniversário, a rua voltou a não deixar dúvidas absolutamente nenhumas, tantas foram as pessoas por esse País fora que quiseram dizer presente para assegurar a Democracia e a Liberdade. |
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» 2026-05-18
» Jorge Carreira Maia
Da importância da redenção |
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» 2026-05-18
» Carlos Paiva
Todo bem vestido e sem sítio para ir |
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» 2026-05-18
» António Gomes
Obras públicas concelhias |
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» 2026-05-18
» António Mário Santos
O rio que maltratamos mata-nos a sede |
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» 2026-06-07
» Jorge Carreira Maia
A encíclica de Leão XIV - jorge carreira maia |