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Propólis: um poderoso antibiótico natural

Opinião  »  2017-11-29  »  Juvenal Silva

As abelhas protegem com segurança o seu reduto, a colmeia: contra os fungos, os vírus e as bactérias que se formam com a decomposição dos bichos que tentam entrar nos seus enxames, como ratos, vermes, aranhas, etc. Para os combater, descobriram uma resina da casca das árvores que utilizam para fechar todas as fendas dos favos. A esta resina dá-se o nome de propólis, que contém propriedades antibióticas fantásticas. É desta forma que as abelhas protegem e mantêm numa completa higiene sanitária o seu mel dentro do seu favo. Na Grécia antiga, Aristóteles utilizava este remédio para vários tipos de enfermidades e Plínio, uma famoso naturalista da antiga Roma, utilizava o propólis para curar úlceras cutâneas.

Na era moderna, no tempo da guerra, utilizou-se muito um bálsamo composto de propólis e gel de petróleo para curar as infeções das feridas e investigadores russos, conjuntamente com investigadores polacos, descobriram que o propólis era eficaz contra o bacilo da tuberculose e também contra certos tipos de fungos persistentes como o cândida albicans. Já foi comprovado que uma das caraterísticas do propólis da abelha é a de reforçar as defesas do organismo ou sistema imunitário e que o torna duplamente eficaz em todo o tipo de infeções. Desde os anos 60 que existe um interesse muito grande, na Jugoslávia, no estudo deste produto e que se estendeu de seguida à Rússia e Polónia e, mais tarde, a várias partes do mundo. Entretanto, seria um cientista francês de nome Lavie, que em conjunto com um laboratório polaco, demonstraram a grande eficácia do propólis contra vários tipos de fungos e bactérias. O diretor do centro de investigação biótica Mitija, recomendou o propólis como sendo o primeiro agente antibacteriano não-tóxico, com demonstração clara e de evidente eficácia contra o vírus da gripe, revelando a sua composição: 55% de resinas e bálsamo, 25% de ceras, 10% de óleos essenciais, 5% de pólen e 5% de outros compostos (28) em que se destacam a quercetina, pinocembrina e pinobanksina, ácido cinâmico, ácido cafeico, Tetracrisina, Ácido ascórbico e ainda uma grande quantidade de minerais como, prata, bário, boro, cromo, cobre, estanho, ferro, magnésio, manganês, níquel, silício, selénio, zinco, etc.

Nas propriedades terapêuticas, destacam-se as antifúngicas, anti-inflamatória e cicatrizante, reforço do sistema imunitário, formação de anticorpos resistentes às infeções. Tem efeito antibiótico como bacteriostático enquanto bactericida, sendo muito ativo contra os staphylococus, streptococus, salmonelas, escherichia coli, bacilo de Koch e outros. A riqueza de compostos medicinais, que formam o propólis, torna-o apto para o tratamento de várias enfermidades tais como: anemias, arteriosclerose, infeções respiratórias, úlceras e aftas bucais, verrugas e papilomas (tratamento local), infeções por fungos, bactérias e vírus como herpes da pele, tricomoníase vaginal, acne, pólipos, otites, piorreias e gengivite, eczemas, úlceras varicosas, psoríase, etc.

Recentemente, foram feitas novas experiências e novas portas parecem abrir-se para tratamento em algumas doenças mais resistentes, como a distrofia neuromuscular progressiva, doença de Parkinson, insuficiência cerebrovascular, afeções da tiróide, febres reumáticas, etc. O fascínio por novas descobertas de produtos da abelha, com propósitos medicinais, já remonta aos primórdios da humanidade, sendo referidos nos textos antigos persas e hebreus e, também nos textos bíblicos.

 

 

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