Warning: file_get_contents(http://api.facebook.com/restserver.php?method=links.getStats&urls=jornaltorrejano.pt%2Fopiniao%2Fnoticia%2F%3Fn-cafde594): failed to open stream: HTTP request failed! HTTP/1.1 404 Not Found in /htdocs/public/www/inc/inc_pagina_noticia.php on line 148
Jornal Torrejano
 • SOCIEDADE-  • CULTURA  • DESPORTO  • OPINIÃO
  Segunda, 20 Abril 2026    •      Directora: Inês Vidal; Director-adjunto: João Carlos Lopes    •      Estatuto Editorial    •      História do JT
   Pesquisar...
Qui.
 25° / 9°
Períodos nublados
Qua.
 23° / 12°
Céu nublado
Ter.
 27° / 15°
Céu nublado com chuva fraca
Torres Novas
Hoje  28° / 11°
Períodos nublados
       #Alcanena    #Entroncamento    #Golega    #Barquinha    #Constancia 

CHEGA, UMA DAS CABEÇAS DA HIDRA - josé alves pereira

Opinião  »  2025-09-20  »  José Alves Pereira

Para o Chega, os problemas com que se debatem a sociedade e os portugueses só interessam na medida em que podem ser utilizados para produzir ruído de contornos populistas, explorando os ressentimentos e desconfianças, dando corda ao escarcéu mediático.

O facto de ter um grupo parlamentar, obtido através do voto popular, não o limpa de possuir na ourela a marca de ser uma organização politicamente mafiosa, atentatória da higiene pública e da decência democrática. Erigindo em slogan “Limpar Portugal”, bem se pode dizer que poderiam começar pela própria casa.

Denunciar a corrupção quando dentro de portas ela campeia, dizendo num dia e desdizendo no seguinte, vociferando a esmo numa berraria de quem parece combater algo importante, fazendo da arruaça, manipulação e mentira o seu modus vivendi.

Esbracejando para parecer que os poderosos não gostam deles, é no seu regaço que encontram o aconchego e o apoio financeiro e mediático que escondem.

Desde o grupo do Observador, ninho encubador do reaccionarismo intelectualizado, até aos canais televisivos sedentos de fait divers que lhe aumentem as audiências não olhando a meios para dar palco ao gauleiter, afirmando-se de anti-sistema mas sendo dele e para ele que trabalha. Em 2025, até ao final de julho, Ventura foi entrevistado, em exclusivo, 52 vezes nos vários canais de TV. No dia 19 de Agosto entrevista e comentários de 2 horas e 10 minutos no NOW; ainda no dia 28, na SIC Notícias foram 42 minutos; em 9 Setembro na CNN mais 50 minutos. E todos os dias sob qualquer pretexto as TVs amigas lhe concedem tempo de antena. Os registos de Agosto e Setembro foram ocasionais. É obra! Na guerra das audiências, as TVs quando precisam de um número circense, convocam o Ventura para largar umas intrujices e dar umas piruetas verbais.

O Chega explora medos, ressentimentos e frustrações sociais de sectores que devido às políticas de direita, com múltiplos enlaces e responsáveis, não vêem os seus problemas resolvidos; em contrapartida, silencia-se e dá cobertura às manobras dos predadores da riqueza produzida pelos trabalhadores portugueses e também pelos imigrantes, que os cheguistas perseguem.

O Chega nada tem para apresentar de substantivo para obstar a essas políticas. Racismo, xenofobia, ódio antidemocrático contra sectores socialmente mais débeis ou marginalizados. Não nos iludamos. O Chega é a guarda avançada da tropa fandanga dos poderes políticos, económicos, financeiros, ideológicos e mediáticos que pretendem rever a história, fazendo-nos retroceder aos negros tempos de má memória, num ajuste de contas com os segmentos sociais que se revêem no 25 de Abril de 1974.

Com uma simulada ingenuidade interrogava-se um conhecido comentador: “O que quer o Chega?” Independentemente dos resultados imediatos, a vozearia radicalizada empurra o discurso para os limites da irracionalidade, aprofundando a erosão social, descentrando o cerne dos problemas com que os cidadão se debatem. Este comportamento serve os sectores da direita para representarem o papel de responsáveis e moderados. A cedência política e ideológica de franjas da direita tradicional, caso do PSD e do CDS, com adaptação ao discurso do Chega, prenuncia não uma resistência à deriva reaccionária, mas uma capitulação a essa deriva. Se nalguns casos essa acção parece a contragosto, noutros é evidente um comprazimento pelo alinhamento. Outro elemento negativo reporta a elementos do PS que por ambições pessoais estão a engrossar as hostes cheguistas em listas eleitorais.

O Chega é a cabeça mais visível da hidra filofascista albergando no seu seio arrivistas políticos e sociais desavindos com os seus partidos.

São múltiplos os sinais que se vão manifestando sob diversos disfarces, de forma clara ou subliminar. Isso é perceptível nas declarações de alguns juízes com assento no TC para quem os votos de não apoio, de outros juízes, a uma medida governamental só pode ter motivações ideológicas. Motivações que, evidentemente, são apenas dos outros. O fascismo de antes de Abril também tinha os seus juízes e os seus julgadores não ideológicos. A forma como os argumentos de alguns sectores responsáveis vão escorregando para a lengalenga do Chega é preocupante.

Ventura é um farsolas habilidoso, tresandando ao fedor fascistóide, fabricante de rábulas, manipulador contumaz, intriguista e mentiroso, não olhando a meios para atingir os fins, desprezando as mais elementares regras de convivência cívica. A Assembleia da República assistiu há dias ao espectáculo grotesco, pela iniciativa dos cheguistas, de uma votação em rebanho daqueles parlamentares em apoio a uma declarada aldrabice do Ventura.

Mais cedo que tarde, muitos dos seus seguidores, sejam eleitores ou simples apoiantes de algumas das suas posições populistas, vão perceber o quanto de perigoso encerra este conto do vigário político que é o Chega.

Ventura é um trumpezinho em versão caseira, comandando uma hoste de gente destituída de moral e carácter democrático. O Chega é o ovo onde incuba o embrião da serpente fascista.

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 Outras notícias - Opinião


Alívio, decadência e sensatez »  2026-04-18  »  Jorge Carreira Maia

Um suspiro de alívio. Há muito que a União Europeia não recebia uma boa notícia. Teve-a no domingo com a derrota, nas eleições húngaras, de Viktor Orbán. Mais do que a vitória de Péter Magyar, o importante foi a derrota de um claro opositor ao projecto europeu, amigo de dois grande inimigos da União Europeia, Putin e Trump.
(ler mais...)


Miau »  2026-04-18  »  Carlos Paiva

Se eu tiver 20 ovelhas e o meu vizinho nenhuma, em média, cada um de nós tem 10 ovelhas. Sem análise crítica, a estatística pode espelhar tudo e qualquer coisa, menos a realidade. Mas são necessários números para iniciar todo o processo.
(ler mais...)


Celebremos o 25 de Abril, lutemos pela dignidade no trabalho »  2026-04-18  »  António Gomes

Poucos são os que entendem e menos ainda os que concordam com as alterações à legislação do trabalho que o governo do Montenegro quer impor a toda a força.

Ninguém pediu, ninguém reivindicou alterações legislativas para as relações do trabalho, nem sequer as confederações patronais, a coligação que apoia o governo não apresentou essas ideias em campanha eleitoral, não foram por isso sufragadas, não têm legitimidade.
(ler mais...)


Bloqueio infinito... »  2026-04-14  »  Hélder Dias

Este gajo é maluco... »  2026-04-14  »  Hélder Dias

O castelo fácil »  2026-04-05  »  Carlos Paiva

Uma estratégia comercial converteu-se em moda social. Não é propriamente inédito, diversas tentativas de estimular o consumo fizeram-no inúmeras vezes. Refiro-me especificamente à "experiência". Produtizou-se a "experiência" com o intuito de revitalizar turismo, restauração, hotelaria, entretenimento e cultura.
(ler mais...)


Até quando, passado, abusarás da nossa paciência? »  2026-04-05  »  António Mário Santos

Numa ida ao museu municipal Carlos Reis, no último sábado, a fim de participar numa acção cultural com a pintora torrejana Conceição Lopes, ouvi, dum interlocutor, ao defender a construção do museu de arqueologia industrial, que «quem não está atento e não respeita o seu passado, não está a contribuir para a construção do futuro».
(ler mais...)


Constituição, Saramago e Crueldade »  2026-04-03  »  Jorge Carreira Maia

Constituição. A Constituição portuguesa faz cinquenta anos. Tem marcas da época, isto é, do processo de ruptura com o regime autoritário do Estado Novo e da intensa luta política que se seguiu.
(ler mais...)


Escolas e influenciadores »  2026-03-22  »  Jorge Carreira Maia

Provocou alarido a investigação do Público sobre a presença, em espaço escolar, de influenciadores tidos como pouco recomendáveis. Foram detectados 80 casos. Discutiu-se o papel dos directores, mas também do Ministério da Educação, no controlo das entradas nas escolas.
(ler mais...)


Painéis fotovoltaicos ou a identidade patrimonial de uma cidade »  2026-03-22  »  António Gomes

Provavelmente já vamos tarde, tal é o número de atentados ao património, à paisagem urbana e arquitetónica do centro histórico de Torres Novas.

Quase tudo começou com o desleixo e o abandono de centenas de imóveis que hoje ou são ruínas em perigo para quem passa ou em alguns casos são espaços vazios emparedados fruto da intervenção forçada do município.
(ler mais...)

 Mais lidas - Opinião (últimos 30 dias)
»  2026-04-14  »  Hélder Dias Este gajo é maluco...
»  2026-04-14  »  Hélder Dias Bloqueio infinito...
»  2026-03-22  »  António Gomes Painéis fotovoltaicos ou a identidade patrimonial de uma cidade
»  2026-04-05  »  António Mário Santos Até quando, passado, abusarás da nossa paciência?
»  2026-03-22  »  António Mário Santos Falemos de cultura e do que o município pode criar