Agora, também às cegas - antónio gomes
Opinião
» 2024-06-11
» António Gomes
A Assembleia Municipal de Torres Novas inaugurou um novo método de decisão. Até agora, acontecia de quando em vez, sem debate ou contraditório, apenas decidia porque as maiorias absolutas assim votavam, assumindo-se como travão ao debate e à transparência.
Mas agora ainda foram mais longe, foram apresentados pedidos de autorização prévia de empréstimos bancários no valor de 6 milhões de euros. A Assembleia Municipal foi confrontada com estes números, sem debate, sem explicação e, mais grave, sem qualquer informação acerca dos projectos onde irá ser aplicado este dinheiro.
Decisão às cegas.
Todos os membros da Assembleia Municipal têm o direito a serem informados das propostas que são chamados a votar; além do direito, também têm o dever de votar devidamente informados, é uma regra básica da democracia. No caso em presença, a informação sobre os investimentos, muito incompleta, só apareceu por insistência dos autarcas do BE.
Também a mesa da Assembleia Municipal tem de zelar pelo funcionamento democrático da Assembleia - a falta de informação para decidir não pode ser aceite por ninguém, muito menos pela mesa.
Foi decidido autorizar o executivo camarário a pedir 2,8 milhões de euros para obras no Estádio Municipal. Pode-se concordar com os objectivos propostos, mas não existe memória descritiva que informe e esclareça o que se pretende fazer; falou-se em construir um campo relvado alternativo nas Lapas, mas o presidente informou, na própria sessão, que afinal o dito campo vai ser na Meia Via (?).
Ainda para esta rubrica, no Orçamento para 2024 está previsto um empréstimo de 1,5 milhões, mas agora acrescentaram-lhe mais 1,3 milhões, sem qualquer explicação: trabalhar assim não é muito sério.
Também foi votado 1,8 milhões para a pavimentação em São Pedro, no centro histórico da cidade, uma zona critica que precisa há muito de atenção.
Mas o que é isso de pavimentação? Sem memória descritiva rigorosa e explicativa não é fácil votar em consciência, nem a opinião pública sabe o que se vai passar nem tão pouco a Assembleia Municipal… Ficámos a saber que vão realizar-se obras na rua 1º de Dezembro e sabe-se que está previsto, é intenção, retirar a circulação automóvel de um dos tabuleiros na Ponte do Raro e no outro ter apenas um sentido. Talvez seja uma solução interessante, mas votar sem projectos aprovados, é votar às cegas.
Também a rede viária foi contemplada com 1,4 milhões, mas na informação prestada, à posteriori, apenas se sabe quanto dinheiro vai ser aplicado em cada freguesia, mais uma vez nada de projectos, nada de ruas/estradas a serem intervencionadas, nada de prioridades.
Bem sei que este dinheiro é a base para a campanha eleitoral das próximas eleições autárquicas, mas caramba, exige-se o mínimo de rigor, transparência e respeito pelos órgãos eleitos.
Assim foi inaugurado um novo paradigma para as decisões da Assembleia Municipal, sem informação, sem rigor, às cegas.
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Agora, também às cegas - antónio gomes
Opinião
» 2024-06-11
» António Gomes
A Assembleia Municipal de Torres Novas inaugurou um novo método de decisão. Até agora, acontecia de quando em vez, sem debate ou contraditório, apenas decidia porque as maiorias absolutas assim votavam, assumindo-se como travão ao debate e à transparência.
Mas agora ainda foram mais longe, foram apresentados pedidos de autorização prévia de empréstimos bancários no valor de 6 milhões de euros. A Assembleia Municipal foi confrontada com estes números, sem debate, sem explicação e, mais grave, sem qualquer informação acerca dos projectos onde irá ser aplicado este dinheiro.
Decisão às cegas.
Todos os membros da Assembleia Municipal têm o direito a serem informados das propostas que são chamados a votar; além do direito, também têm o dever de votar devidamente informados, é uma regra básica da democracia. No caso em presença, a informação sobre os investimentos, muito incompleta, só apareceu por insistência dos autarcas do BE.
Também a mesa da Assembleia Municipal tem de zelar pelo funcionamento democrático da Assembleia - a falta de informação para decidir não pode ser aceite por ninguém, muito menos pela mesa.
Foi decidido autorizar o executivo camarário a pedir 2,8 milhões de euros para obras no Estádio Municipal. Pode-se concordar com os objectivos propostos, mas não existe memória descritiva que informe e esclareça o que se pretende fazer; falou-se em construir um campo relvado alternativo nas Lapas, mas o presidente informou, na própria sessão, que afinal o dito campo vai ser na Meia Via (?).
Ainda para esta rubrica, no Orçamento para 2024 está previsto um empréstimo de 1,5 milhões, mas agora acrescentaram-lhe mais 1,3 milhões, sem qualquer explicação: trabalhar assim não é muito sério.
Também foi votado 1,8 milhões para a pavimentação em São Pedro, no centro histórico da cidade, uma zona critica que precisa há muito de atenção.
Mas o que é isso de pavimentação? Sem memória descritiva rigorosa e explicativa não é fácil votar em consciência, nem a opinião pública sabe o que se vai passar nem tão pouco a Assembleia Municipal… Ficámos a saber que vão realizar-se obras na rua 1º de Dezembro e sabe-se que está previsto, é intenção, retirar a circulação automóvel de um dos tabuleiros na Ponte do Raro e no outro ter apenas um sentido. Talvez seja uma solução interessante, mas votar sem projectos aprovados, é votar às cegas.
Também a rede viária foi contemplada com 1,4 milhões, mas na informação prestada, à posteriori, apenas se sabe quanto dinheiro vai ser aplicado em cada freguesia, mais uma vez nada de projectos, nada de ruas/estradas a serem intervencionadas, nada de prioridades.
Bem sei que este dinheiro é a base para a campanha eleitoral das próximas eleições autárquicas, mas caramba, exige-se o mínimo de rigor, transparência e respeito pelos órgãos eleitos.
Assim foi inaugurado um novo paradigma para as decisões da Assembleia Municipal, sem informação, sem rigor, às cegas.
ISTO É O RIO ALMONDA - vamos ver quem é que é homem!
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Da ponte do Moinho da Fonte, com a fábrica velha da Renova nas costas, é esta a visão do rio Almonda: um regato com um palmo de água e o leito invadido por canaviais de um lado, arbustos do outro. Daqui para a frente, na Azenha, no Casal da Pinheira, no Choupal, na Ribeira antes da ponte, os cenários são de horror. |
A Fraude - I
» 2026-10-05
» Acácio Gouveia
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Do diáfano do imaginário à aridez da realidade
» 2026-10-05
» António Mário Santos
Numa conversa recente, motivada pelos exames e o futuro da educação concelhia, veio ao de cima o actual desencanto da juventude, que, após o fim do secundário, ou entra numa universidade, ou sem posses para as mesmas, sedeadas nas principais cidades do país, opta pelo ensino superior tecnológico, diversificado no Médio Tejo, em Abrantes, Tomar ou Santarém. |
Esposas, mães, filhas, irmãs, mulheres
» 2026-10-05
Para escrever as crónicas no Jornal Torrejano, habitualmente faço previamente um périplo pela imprensa regional para me inteirar da realidade, ficar a saber o que se passa. Nem sempre o tema seleccionado é o mais relevante da actualidade, depende da inspiração para escrever, depende de factores, muitas vezes, aleatórios. |
Cinismo e humilhação - jorge carreira maia
» 2026-10-05
» Jorge Carreira Maia
A recente visita do Presidente da China, Xi Jinping, aos Estados Unidos, é, por parte do presidente chinês, um exercício de cinismo e de humilhação do país anfitrião. Não fora Donald Trump o presidente em exercício, e seria duvidoso que a atitude de Jinping fosse a mesma. |
Biometano versus solar e eólico
» 2026-09-19
» António Gomes
O Governo aprovou recentemente o “Mapa Verde” para as energias renováveis, ou seja, criou as chamadas Zonas de Aceleração das Energias Renováveis (ZAER), uma espécie de autoestrada para os projectos de energia com origem no solar e no eólico. |
A liberdade de informação e o poder político
» 2026-09-19
» António Mário Santos
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Salve-se quem puder
» 2026-09-19
» Carlos Paiva
A evolução na postura da autarquia aconteceu, é um facto. Quando Pedro Ferreira, anterior edil, era confrontado, por vezes atropelado, por factos da vida real, respondia o clássico "Eu não sabia de nada!", Trincão Marques, actual edil, em situações idênticas, responde "Sim, é um problema!". |
O Princípio da Realidade
» 2026-09-19
» José Ricardo Costa
Na anterior edição do JT, não pude deixar de notar com júbilo a notícia sobre a formação de um núcleo intermunicipal Entroncamento-Torres Novas, do partido Livre. Declaração de desinteresse: não tenho partido e, para o caso, é irrelevante o partido em questão. |
Educação, PISA e cultura escolar
» 2026-09-19
» Jorge Carreira Maia
O alarido com os resultados do PISA (Programme for International Student Assessment) trouxe-me de novo à Educação. A queda dos resultados de Portugal foi substancial, embora muitos países ocidentais também tivessem maus resultados, o que gerou uma grande debate político sobre as causas e os culpados desta queda dos estudantes portugueses. |
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