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Antiga Fábrica de Fiação e Tecidos: sonho ou possível realidade?

Opinião  »  2019-08-25  »  Anabela Santos

"E o rio Almonda? Com um bom aproveitamento das margens do rio, seria maravilhoso"

Falar da valorização de um espaço que é tão importante para uma grande parte dos torrejanos é imperativo mas não é novidade.
Já muitos falaram e escreveram sobre o assunto, desejando que alguma mente iluminada e com vontade de fazer o melhor pela cidade tome alguma iniciativa no sentido de valorizar o património arquitectónico e histórico de uma fábrica que deu tanto à nossa cidade.
Serei mais uma a escrever e a escolha do assunto deste texto não surgiu só porque sim, porque acordei com vontade de fazer uma crítica ou deixar uma sugestão ao nosso executivo camarário.

Na realidade, eu estava fora de Torres Novas quando me lembrei da antiga fábrica de Fiação e Tecidos. Estava na capital. Lisboa é uma cidade de cantos, recantos e encantos e é essa a razão que me faz ir e voltar, e voltar e voltar àquela que já foi eleita a cidade mais bonita do mundo.

Assim, no início do mês de agosto, lá andava eu com a minha querida amiga Natércia a passear pelas ruas do bairro de Benfica, quando decidimos entrar no palácio Baldaya para beber um café. Este é um novo espaço cultural que convida a visitar, a estar e a voltar. Graças ao empenho da junta de freguesia de Benfica, foi transformado num espaço de cultura preparado para acolher várias atividades culturais como exposições, pequenos concertos, tertúlias, entre outras. Um espaço de conhecimento para quem quer usufruir da sua biblioteca e ludoteca e, ainda, um espaço que transmite uma imensa tranquilidade para quem passeia pelo seu lindo jardim ou simplesmente se senta na esplanada da cafetaria, a observar a beleza de todo aquele local.
Ali respira-se cultura e história.

E foi nessa tal esplanada, sentada tranquilamente, num dia maravilhoso, abençoado por Zéfiro, a brisa suave, a desejar que aquele momento passasse lentamente, com vontade de ficar e voltar que, entretanto, me lembrei que, apesar de gostar muito de Torres Novas, falta-me um espaço assim. Eu quero um “Palácio Baldaya” na minha cidade.
É verdade que não temos o palácio, mas lembrei-me que temos a inactiva fábrica de Fiação e Tecidos. Porque não transformá-la num centro cultural composto por salas de exposições temporárias, salas polivalentes para organização de eventos, um auditório, uma cafetaria, uma linda esplanada, um espaço pedonal, espaço infantil, zonas verdes, floridas e tão importante, uma biblioteca/ludoteca ou livraria?

E o rio Almonda? Com um bom aproveitamento das margens do rio, seria maravilhoso. Acredito que seria um espaço muito utilizado pelos Torrejanos e traria vários visitantes à cidade, sendo, assim, uma mais valia, pois melhorava a dinâmica turística, económica e social do concelho.

Este investimento na cultura, tal como fez a junta de Benfica, é possível. Vamos reabilitar um espaço querido sem deixar esquecer as marcas do passado, respeitando sempre o património existente.
Não precisa de ser só um sonho e uma grande vontade de que se torne realidade.

Mas, como já referi, o que escrevi é mais do mesmo, não é novidade. Não vamos esquecer Maria Neves Correia, que apresentou na sua dissertação de mestrado um projeto fantástico para os edifícios da antiga fábrica e todo o espaço envolvente. Parabéns à Maria pelo seu trabalho que, infelizmente, penso ter caído no esquecimento.

No entanto, a esperança é a última a morrer e somos tantos a querer que algo seja feito em prol da cidade, da cultura, da história e do ambiente, que vamos esperar e acreditar.
Entretanto, para mim vai existindo o Palácio Baldaya.

 

 

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