BE apresentou candidatos: Helena Pinto quer voltar à Câmara
Sociedade » 2025-08-02
Depois de um interregno de quatro anos no executivo camarário, o Bloco de Esquerda quer voltar a ocupar o lugar mais à esquerda da mesa de sessões do município de Torres Novas. Helena Pinto, que foi vereadora eleita por oito anos, volta a ser a cabeça-de-lista àquele órgão executivo. A candidatura, já antes conhecida, foi oficialmente apresentada ontem, dia 1 de Agosto, no anfiteatro do Jardim da Fontinha (vulgo “rosas”). Algumas dezenas de militantes e simpatizantes marcaram presença na sessão de apresentação e aplaudiram a ideia de um regresso do Bloco às decisões autárquicas.
Nas eleições de 2021, o Bloco de Esquerda perdeu o seu vereador, mas garantiu dois elementos na Assembleia Municipal, Rui Alves Vieira e Roberto Barata. Poucos, mas fundamentais, já que, segundo Helena Pinto, foram mais oposição à maioria PS do que os partidos com assento no executivo camarário (PSD e Movimento Pela Nossa Terra).
Continuar a cumprir o papel de elemento fiscalizador de uma eventual maioria ou do partido vencedor das eleições de 12 de Outubro, bem como apostar em medidas que consideram fulcrais para a melhoria das condições de vida dos torrejanos, são objectivos da candidatura bloquista. Um caminho que se avizinha difícil, admite Helena Pinto: “Não negamos as dificuldades da esquerda e não negamos as dificuldades do Bloco de Esquerda, mas sabemos que é aqui que estão as soluções. Este novo ciclo tem responsabilidades acrescidas: são precisas respostas sociais para os idosos, mais creches e escolas para acolher todas as crianças, habitação a preços justos e mobilidade por todo o concelho”.
Isto, quando Portugal assiste ao cenário mais complexo desde o 25 de Abril, como continua a candidata bloquista: “Iniciamos um novo ciclo, com um Governo de direita, que cede à extrema-direita, em que os nossos direitos nos são retirados e em que nos querem convencer que a culpa é dos imigrantes. São tempos que exigem resistência e persistência”, sublinha Helena Pinto.
Do mandato que agora termina e que não contou com o Bloco de Esquerda na mesa da vereação, a candidata chama a atenção para a viabilização dos orçamentos municipais pela oposição, o mau aproveitamento dos fundos comunitários que, uma vez não usados, se perdem e limitam o número de projectos que poderiam ser concretizados. Helena Pinto recorda ainda que se não fosse a intervenção do Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal, actualmente Torres Novas teria um mupi eletrónico em plena praça 5 de Outubro e ninguém teria questionado o investimento de 700 mil euros no projecto Vila Digital, que alegadamente visa promover o comércio tradicional do centro histórico. Pinto lembra também que o Bloco de Esquerda foi a única força política a ter uma intervenção estruturada e concreta da revisão do Plano Director Municipal, um documento há três décadas em análise.
Diogo Gomes, o jovem candidato à Assembleia Municipal, focou o seu discurso nisso mesmo: na juventude. Em causa, a dificuldade dos jovens em encontrar habitação e sair de casa dos pais e a falta de investimento do município em áreas como o desporto, a cultura e o emprego, que acaba por afastar os mais novos para longe de Torres Novas. Diogo Gomes quer uma maior atenção dos órgãos autárquicos torrejanos a questões como a violência doméstica, no acompanhamento das pessoas LGBT, no acesso à habitação e na continuidade dos transportes gratuitos (uma vitória que o Bloco sente como sua). Quanto ao órgão a que se candidata, Diogo Gomes acusa: “A maioria que se senta na Assembleia Municipal esqueceu-se de que está ali para fiscalizar”, lamentou. O candidato sente ainda que a sua idade é uma mais-valia: “Quando a juventude se levantar, a cidade nunca mais será a mesma”, concluiu.
O Bloco de Esquerda apresenta candidaturas à Câmara e Assembleia municipais e a cinco das dez juntas de freguesia do concelho
Candidatos à Câmara Municipal: Helena Pinto, André Lopes, Maria José, António Ribeiro, Gina Gouveia, Mariana Varela, João Canuto, Nivolau Brecht, Roberto Barata, António Mário dos Santos; Assembleia Municipal: Diogo Gomes, Ana Luísa Miranda, Margarida Pereira, Lia Ribeiro, Ana Alves, Pedro Abreu, Fátima Diegues, Miguel Fanha; Candidatos às Juntas de Freguesia: UF São Pedro, Ribeira e Lapas: Carlos Centeio; UF Santa Maria, Santiago e Salvador: Dina Sá; Olaia e Paço: Ascensão Pereira; Meia Via: Cristina Paixão e Riachos: Jorge Simões Nuno.
Inês Vidal
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BE apresentou candidatos: Helena Pinto quer voltar à Câmara
Sociedade » 2025-08-02
Depois de um interregno de quatro anos no executivo camarário, o Bloco de Esquerda quer voltar a ocupar o lugar mais à esquerda da mesa de sessões do município de Torres Novas. Helena Pinto, que foi vereadora eleita por oito anos, volta a ser a cabeça-de-lista àquele órgão executivo. A candidatura, já antes conhecida, foi oficialmente apresentada ontem, dia 1 de Agosto, no anfiteatro do Jardim da Fontinha (vulgo “rosas”). Algumas dezenas de militantes e simpatizantes marcaram presença na sessão de apresentação e aplaudiram a ideia de um regresso do Bloco às decisões autárquicas.
Nas eleições de 2021, o Bloco de Esquerda perdeu o seu vereador, mas garantiu dois elementos na Assembleia Municipal, Rui Alves Vieira e Roberto Barata. Poucos, mas fundamentais, já que, segundo Helena Pinto, foram mais oposição à maioria PS do que os partidos com assento no executivo camarário (PSD e Movimento Pela Nossa Terra).
Continuar a cumprir o papel de elemento fiscalizador de uma eventual maioria ou do partido vencedor das eleições de 12 de Outubro, bem como apostar em medidas que consideram fulcrais para a melhoria das condições de vida dos torrejanos, são objectivos da candidatura bloquista. Um caminho que se avizinha difícil, admite Helena Pinto: “Não negamos as dificuldades da esquerda e não negamos as dificuldades do Bloco de Esquerda, mas sabemos que é aqui que estão as soluções. Este novo ciclo tem responsabilidades acrescidas: são precisas respostas sociais para os idosos, mais creches e escolas para acolher todas as crianças, habitação a preços justos e mobilidade por todo o concelho”.
Isto, quando Portugal assiste ao cenário mais complexo desde o 25 de Abril, como continua a candidata bloquista: “Iniciamos um novo ciclo, com um Governo de direita, que cede à extrema-direita, em que os nossos direitos nos são retirados e em que nos querem convencer que a culpa é dos imigrantes. São tempos que exigem resistência e persistência”, sublinha Helena Pinto.
Do mandato que agora termina e que não contou com o Bloco de Esquerda na mesa da vereação, a candidata chama a atenção para a viabilização dos orçamentos municipais pela oposição, o mau aproveitamento dos fundos comunitários que, uma vez não usados, se perdem e limitam o número de projectos que poderiam ser concretizados. Helena Pinto recorda ainda que se não fosse a intervenção do Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal, actualmente Torres Novas teria um mupi eletrónico em plena praça 5 de Outubro e ninguém teria questionado o investimento de 700 mil euros no projecto Vila Digital, que alegadamente visa promover o comércio tradicional do centro histórico. Pinto lembra também que o Bloco de Esquerda foi a única força política a ter uma intervenção estruturada e concreta da revisão do Plano Director Municipal, um documento há três décadas em análise.
Diogo Gomes, o jovem candidato à Assembleia Municipal, focou o seu discurso nisso mesmo: na juventude. Em causa, a dificuldade dos jovens em encontrar habitação e sair de casa dos pais e a falta de investimento do município em áreas como o desporto, a cultura e o emprego, que acaba por afastar os mais novos para longe de Torres Novas. Diogo Gomes quer uma maior atenção dos órgãos autárquicos torrejanos a questões como a violência doméstica, no acompanhamento das pessoas LGBT, no acesso à habitação e na continuidade dos transportes gratuitos (uma vitória que o Bloco sente como sua). Quanto ao órgão a que se candidata, Diogo Gomes acusa: “A maioria que se senta na Assembleia Municipal esqueceu-se de que está ali para fiscalizar”, lamentou. O candidato sente ainda que a sua idade é uma mais-valia: “Quando a juventude se levantar, a cidade nunca mais será a mesma”, concluiu.
O Bloco de Esquerda apresenta candidaturas à Câmara e Assembleia municipais e a cinco das dez juntas de freguesia do concelho
Candidatos à Câmara Municipal: Helena Pinto, André Lopes, Maria José, António Ribeiro, Gina Gouveia, Mariana Varela, João Canuto, Nivolau Brecht, Roberto Barata, António Mário dos Santos; Assembleia Municipal: Diogo Gomes, Ana Luísa Miranda, Margarida Pereira, Lia Ribeiro, Ana Alves, Pedro Abreu, Fátima Diegues, Miguel Fanha; Candidatos às Juntas de Freguesia: UF São Pedro, Ribeira e Lapas: Carlos Centeio; UF Santa Maria, Santiago e Salvador: Dina Sá; Olaia e Paço: Ascensão Pereira; Meia Via: Cristina Paixão e Riachos: Jorge Simões Nuno.
Inês Vidal
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