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Autárquicas: “Estamos preparados para sermos a nova maioria”, Filipa Rodrigues

Sociedade  »  2017-09-26 

Candidata da CDU à câmara municipal de Torres Novas

A candidatura da CDU vai ser seriamente colocada à prova nestas eleições. Não sei se concorda. É que vinte e cinco anos depois, a CDU apresenta uma (natural) alternativa a Carlos Tomé que neste tempo todo conseguiu ser eleito e representar a coligação na câmara de Torres Novas. Ao encabeçar a lista da CDU, sente o peso dessa responsabilidade?
Concordo, até porque a dinâmica que tem envolvido a nossa candidatura é uma dinâmica de crescimento, que se nota, desde logo, na composição das nossas listas. Quem olhar atentamente para as listas da CDU, percebe que temos mais candidatos que concorrem pela primeira vez, e isso significa que há cada vez mais pessoas que se revêem no projecto autárquico da CDU, que querem participar nele e que querem exercer a sua cidadania ao nosso lado. Neste sentido, não é só a candidatura da CDU que vai ser “seriamente colocada à prova”, mas também, e principalmente, a candidatura de quem tem a maioria na câmara municipal nos últimos 25 anos.

Da nossa parte, estamos muito confiantes e seguros do trabalho que sempre desenvolvemos na câmara municipal, independentemente das pessoas que asseguraram o cargo de vereador/ a. Por isso, partimos para estas eleições com enorme sentido de responsabilidade, mas sem sentir qualquer peso, pois a nossa consciência está muito tranquila e serena quer no que respeita ao nosso projecto autárquico quer no que respeita à equipa de trabalho que apresentamos para governar a câmara municipal.

Neste momento, podemos afirmar, com determinação, que estamos preparados para ser a nova maioria na câmara municipal de torres novas e para assumir todas as responsabilidades que as torrejanas e os torrejanos nos quiserem atribuir. Qual será um bom resultado para a CDU, quer seja ao nível da câmara municipal ou das freguesias? Um bom resultado para a CDU será aquele que vamos conhecer no dia 1 de Outubro à noite. até porque acreditamos que “quem luta, nem sempre ganha, mas quem não luta, perde sempre”.

Ao longo deste mandato a Ana Filipa proferiu por diversas vezes, muitas aliás, a expressão “gestão incompetente da maioria socialista”, referindo-se a diversos assuntos: obra de restauro do antigo hospital, processo do Almonda Parque, entre outros. Como explica que a incompetência continue a ganhar eleições?
Essa expressão foi utilizada em momentos concretos, para definir situações específicas. Quer o Convento do Carmo quer o Almonda Parque foram problemas criados por quem gere a câmara municipal há 25 anos. a “solução” encontrada para cada um deles resultou em prejuízo para o erário público, em vários milhões de euros, sem que as populações tenham sido beneficiadas. Neste sentido, não se pode dizer que a gestão destes dois processos tenha sido competente.

Logo... sei que a expressão é agressiva, mas corresponde à realidade, e estes dois processos são paradigmáticos de um modelo de gestão que está mais que esgotado. Como é “que a incompetência continua a ganhar eleições”? Para responder a essa pergunta posso dar um exemplo concreto. Quando a CDU apresentou uma proposta para a construção de um novo edifício para as oficinas da câmara, denunciando uma situação absolutamente irregular por parte do município no que respeita às condições de trabalho, o Jornal torrejano publicou, de imediato, uma notícia que dizia que essas oficinas já estavam a ser construídas, desvalorizando a nossa proposta. Passados três anos, ainda não foi colocado um tijolo no terreno que o vosso jornal então apontava. Respondi à pergunta?

 Pedia para identificar os cinco principais problemas que procurará resolver se for eleita a próxima presidente de câmara?
1. Terminar, com carácter de urgência, a revisão do Plano Director Municipal (PDM), que é o instrumento legal para gestão do território, e que, no caso do nosso concelho, está com um atraso de 15 anos.

2. Trabalhar para a resolução de carências básicas, como o abastecimento de água, higiene urbana, saneamento e rede viária, sendo esta a prioridade de uma política de desenvolvimento que assume as pessoas como centro das preocupações. Neste sentido, propomos fazer, a título de exemplo, um levantamento dos problemas existentes na rede viária e, consecutivamente, elaborar uma lista de prioridades, a ser divulgada nas Juntas de Freguesia e respectivas populações, com o objectivo de implementar obras de pavimentação que facilitem a mobilidade e permitam o acesso seguro às diferentes áreas do concelho.

3. Incentivar a fixação de unidades produtivas, potenciando as zonas industriais, e dinamizar feiras e eventos que valorizem o tecido económico de base local, constituído maioritariamente por micro e pequenos empresários, como estratégia de combate à desertificação e de criação de emprego qualificado. No âmbito da dinamização do tecido económico gostaríamos ainda de desenvolver acções orientadas para os micro e pequenos produtores, de forma a valorizar e preservar as economias tradicionais do concelho (e.g. frutos secos, azeite, laranjas do Pafarrão), tendo em vista a sua consolidação e integração no mercado, assim como implementar projectos de desenvolvimento na área do turismo de natureza e do turismo cultural, afirmando estas áreas como motores de crescimento económico e de dinamização do comércio e serviços locais.

4. Na área do meio ambiente, pretendemos rever o Plano municipal do ambiente, tendo em vista a implementação imediata do plano de acção e monitorização dele decorrente. cremos que só desta forma se podem resolver problemas estruturais de poluição que ainda subsistem no concelho, entre os quais se encontra a ribeira da Boa Água.

5. Actuar para uma efectiva recuperação dos centros históricos de torres novas e lapas, estimulando a recuperação e ocupação de edifícios, revitalizando o comércio local, reorganizando o trânsito, criando bolsas de estacionamento e removendo barreiras arquitectónicas.

Pessoalmente, quais são as suas motivações para embarcar neste desafio, neste combate eleitoral? 
Em primeiro lugar, a percepção de que o concelho de torres novas cresceu de forma assimétrica, com a canalização de fundos para a execução de obras megalómanas na cidade (Palácio dos desportos e Piscinas municipais), quando nas aldeias ainda há carências básicas por resolver, designadamente ao nível da rede viária, do saneamento básico e abastecimento de água.

Neste plano, refira-se ainda que a própria cidade cresceu também de forma desigual e desordenada, verificando-se que entre grandes avenidas ladeadas de palmeiras está um centro Histórico com cerca de 50% dos prédios degradados, o que o torna já num caso de saúde pública. Em segundo lugar, a noção de que o concelho de torres novas tem um enorme potencial, decorrente quer da sua posição geoestratégica, quer da sua riqueza natural e patrimonial, que está completamente subaproveitado (por vezes, desconfio que quem tem gerido a câmara municipal nem se apercebe desse mesmo potencial!). Em terceiro lugar, o facto de estar muito bem acompanhada neste desafio.

A lista da CDU à câmara municipal de torres novas é uma lista de pessoas com provas dadas em diversas áreas de actividade, sendo a sua determinação o “selo de garantia” de uma gestão rigorosa que respeita, sobretudo, o interesse público.

 

 

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