O País arde; Governo promete retorno da Fórmula 1 ao Algarve - antónio mário santos
Sociedade » 2025-08-25
O país arde, de norte a sul. Principalmente, no Norte e Centro. Aldeias em perigo. Casas devastadas pelo fogo. Populações deslocadas. As televisões nacionais reportam os acontecimentos, em cima da hora, com repórteres no local. À dimensão da tragédia junta-se a coragem dos populares, também a sua revolta. Os bombeiros, procuram, dias a seguir a dias, com os meios que têm ao seu dispor, travar as arrancadas do monstro de fogo à solta, ansiando por apoios aéreos internacionais, que a ministra da Administração Interna disse, em entrevista televisiva, a certa altura, não serem necessários solicitar.
Ao sul, no Algarve turístico, Presidente da República e primeiro-ministro deleitam-se com as temperaturas mais amenas do Atlântico, mantêm-se em silêncio até ao celebrar-se o início da época política da AD, na festa do Pontal.
O primeiro-ministro Montenegro disse que, mesmo em férias, o governo estava atento e controlava o difícil combate aos fogos. As imagens do Pontal da AD , em contraste com as das populações defendendo os seus bens e vidas, caíram mal no país.
No dia seguinte, um secretário de Estado respondeu aos jornalistas, expondo a sua actuação como membro do governo, ante o silêncio televisivo (comprometido) do presidente da república, do primeiro- ministro e da ministra da Administração Interna. Foi então reconhecido a necessidade de apoio internacional, e a vinda para Portugal nesse fim de semana de dois aviões suecos, para combate dos fogos.
Os meios de informação dão a conhecer que as duas principais figuras, Presidente e primeiro-ministro, interromperam as férias, para assumirem as responsabilidades políticas dum país que arde todos os anos, sem que haja uma política séria de alteração da floresta portuguesa, mas que deixa no ar os interesses e os negócios que o fogo possibilita.
Do Pontal retive uma fotografia de gente alegre e divertida em redor de Montenegro, as reticências sobre a independência do poder judicial por causa da considerada inconstitucional lei da emigração, e da acção crítica da informação jornalística e televisiva em relação ao governo (Trump é cada vez mais influente na direita liberal portuguesa e europeia), e a notícia do possível regresso da Fórmula 1 ao Algarve, em 2027, o que irá custar ao Estado um investimento de algumas dezenas de milhões.
Para quem não consegue um projecto de resolução dos problemas básicos do país, habitação, saúde, emprego com salário digno, ambiente, educação, emigração dos quadros jovens e trabalhadores profissionalizados, estruturas públicas para melhorar a qualidade de vida à terceira idade, este projecto responde a que necessidade de desenvolvimento nacional?
O mal-estar, que se tornou visível nas populações enfrentando o anual inimigo dos seus bens, não só cobriu de cinzas da floresta ígnea portuguesa o desejado vitorioso regresso da AD, neste mês de Agosto, na festa do Pontal, como pôs a nu o divórcio entre os interesses da classe política liberal e os reais problemas do país.
Enquanto o país arde, a burguesia governativa portuguesa diverte-se no reino legislativo do Chega, estruturado na exploração dos emigrantes que, por ordenados de miséria, os servem nos restaurantes, hotéis, casinos, clubes nocturnos, por aí fora, do novo Eldorado Financeiro Internacional.
O mal-estar visível do descontentamento popular pode ser que ganhe coragem e assuma o seu desconforto nas próximas eleições municipais.
Se o não fizer, é o país que continua a arder…
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O País arde; Governo promete retorno da Fórmula 1 ao Algarve - antónio mário santos
Sociedade » 2025-08-25O país arde, de norte a sul. Principalmente, no Norte e Centro. Aldeias em perigo. Casas devastadas pelo fogo. Populações deslocadas. As televisões nacionais reportam os acontecimentos, em cima da hora, com repórteres no local. À dimensão da tragédia junta-se a coragem dos populares, também a sua revolta. Os bombeiros, procuram, dias a seguir a dias, com os meios que têm ao seu dispor, travar as arrancadas do monstro de fogo à solta, ansiando por apoios aéreos internacionais, que a ministra da Administração Interna disse, em entrevista televisiva, a certa altura, não serem necessários solicitar.
Ao sul, no Algarve turístico, Presidente da República e primeiro-ministro deleitam-se com as temperaturas mais amenas do Atlântico, mantêm-se em silêncio até ao celebrar-se o início da época política da AD, na festa do Pontal.
O primeiro-ministro Montenegro disse que, mesmo em férias, o governo estava atento e controlava o difícil combate aos fogos. As imagens do Pontal da AD , em contraste com as das populações defendendo os seus bens e vidas, caíram mal no país.
No dia seguinte, um secretário de Estado respondeu aos jornalistas, expondo a sua actuação como membro do governo, ante o silêncio televisivo (comprometido) do presidente da república, do primeiro- ministro e da ministra da Administração Interna. Foi então reconhecido a necessidade de apoio internacional, e a vinda para Portugal nesse fim de semana de dois aviões suecos, para combate dos fogos.
Os meios de informação dão a conhecer que as duas principais figuras, Presidente e primeiro-ministro, interromperam as férias, para assumirem as responsabilidades políticas dum país que arde todos os anos, sem que haja uma política séria de alteração da floresta portuguesa, mas que deixa no ar os interesses e os negócios que o fogo possibilita.
Do Pontal retive uma fotografia de gente alegre e divertida em redor de Montenegro, as reticências sobre a independência do poder judicial por causa da considerada inconstitucional lei da emigração, e da acção crítica da informação jornalística e televisiva em relação ao governo (Trump é cada vez mais influente na direita liberal portuguesa e europeia), e a notícia do possível regresso da Fórmula 1 ao Algarve, em 2027, o que irá custar ao Estado um investimento de algumas dezenas de milhões.
Para quem não consegue um projecto de resolução dos problemas básicos do país, habitação, saúde, emprego com salário digno, ambiente, educação, emigração dos quadros jovens e trabalhadores profissionalizados, estruturas públicas para melhorar a qualidade de vida à terceira idade, este projecto responde a que necessidade de desenvolvimento nacional?
O mal-estar, que se tornou visível nas populações enfrentando o anual inimigo dos seus bens, não só cobriu de cinzas da floresta ígnea portuguesa o desejado vitorioso regresso da AD, neste mês de Agosto, na festa do Pontal, como pôs a nu o divórcio entre os interesses da classe política liberal e os reais problemas do país.
Enquanto o país arde, a burguesia governativa portuguesa diverte-se no reino legislativo do Chega, estruturado na exploração dos emigrantes que, por ordenados de miséria, os servem nos restaurantes, hotéis, casinos, clubes nocturnos, por aí fora, do novo Eldorado Financeiro Internacional.
O mal-estar visível do descontentamento popular pode ser que ganhe coragem e assuma o seu desconforto nas próximas eleições municipais.
Se o não fizer, é o país que continua a arder…
PSD questiona contrato de publicidade de 10 mil euros no jornal “O Mirante”
» 2026-09-11
Os vereadores com assento na Câmara Municipal de Torres Novas decidiram questionar oficialmente o executivo socialista face à contratação, pelo presidente da Câmara, de serviços de publicidade no valor de 10. |
Crédito Agrícola junta-se ao “TERRA’26” para impulsionar a agricultura regenerativa
» 2026-09-10
O Crédito Agrícola é Parceiro Diamante do “TERRA’26”, o primeiro grande encontro profissional inteiramente dedicado à agricultura regenerativa em Portugal, reforçando o seu posicionamento como parceiro financeiro de referência na transição para uma agricultura mais sustentável, resiliente e competitiva, refere o banco em comunicado de imprensa. |
Transparência autárquica a hesitar
» 2026-09-10
1. “Afirmar a autarquia local como agente da democracia (…) fortalecer o poder local como instância aberta e confiável, pautando o seu funcionamento por critérios éticos de transparência”. Estas palavras, enfatizadas depois na campanha eleitoral, fazem parte do programa de campanha de José Trincão Marques, hoje presidente da Câmara. |
ASSIM NÃO VAMOS LÁ
» 2026-09-07
A musealização dos restos arqueológicos dos moinhos e lagar do caldeirão, na sequência da requalificação do Almonda Parque, foi um detalhe de grande qualidade inserido na beleza do próprio jardim. |
LIVRE vai ter Núcleo Intermunicipal Entroncamento - Torres Novas
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Em nota de imprensa, o Núcleo Distrital de Santarém do Partido LIVRE e os seus membros informam que, no passado dia 29 de Agosto de 2026 iniciou-se o processo de criação de um Núcleo Territorial Intermunicipal do Partido LIVRE que congregará os municípios do Entroncamento e Torres Novas. |
Câmara vai admitir um economista para as obras » 2026-08-29 A Câmara Municipal de Torres Novas vai admitir para os seus quadros um economista (técnico superior de economia/finanças/gestão de empresas para o departamento de obras. A nova admissão surge a pedido da directora daquele departamento, Patrícia Anacleto, que justifica a necessidade de contratação com o “aumento do volume de trabalho” e o “reforço da equipa” daquela estrutura. |
Piscinas de verão abriram hoje, sexta-feira
» 2026-08-28
Os tanques de verão das piscinas municipais abriram ao público hoje, dia 28, sem qualquer aviso prévio da autarquia a não ser um informal anúncio numa rede social americana. Bruno e Eduardo, atletas do Clube de Natação de Torres Novas, foram os dois jovens a quem coube a honra de inaugurar este equipamento, logo pelas dez horas da manhã. |
Crédito Agrícola com nova campanha de Crédito Pessoal
» 2026-08-27
Dando continuidade ao mote “Os meus projectos já saíram da gaveta. E os seus?”, o Crédito Agrícola lança uma nova campanha CA Soluções de Crédito Pessoal que disponibiliza soluções de financiamento ajustadas às diferentes necessidades dos clientes que pretendem concretizar projetos pessoais que têm sido adiados, anuncia o banco em comunicado de imprensa. |
Renova abre a sua fábrica fundacional à criação contemporânea com residência artística de Igor Jesus
» 2026-08-27
A Renova acolhe, desde Junho e até meados de Setembro, uma residência artística de Igor Jesus na sua fábrica, em Torres Novas. É neste espaço industrial que o artista está a desenvolver um novo conjunto de obras, a apresentar em outubro na Cordoaria Nacional, em Lisboa. |
Diz a Quercus: mega centros de dados em Abrantes poderão ultrapassar em 19 vezes o consumo energético anual do concelho
» 2026-08-26
Consumo intensivo de água dos data centers é preocupante perante previsões de 40% de índice de escassez hídrica no rio Tejo para o período 2028-2033 Os centros de dados continuam a ganhar terreno no nosso país, levantando sérias dúvidas sobre os seus impactes ambientais, nomeadamente no que respeita ao consumo energético; à qualidade e disponibilidade dos recursos hídricos; ao uso/ocupação do solo; à poluição sonora e à criação de ilhas de calor. |