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“Fizemos um trabalho de grande seriedade”, Jorge Faria

Sociedade  »  2017-09-26 

Candidato do Partido Socialista à Câmara Municipal do Entroncamento

Há quatro anos o Partido Socialista “roubou” a câmara municipal ao PSD, que estava no poder há 12 anos. Manter o poder vai ser mais fácil?
No dia 1 de Outubro as pessoas vão votar e fazer uma escolha e, seja qual for, nós vamos respeitá- la, como é evidente. É verdade que quero ganhar as eleições e entendo que tenho uma dinâmica, um programa e uma equipa que traz valor acrescentado à nossa cidade. Agora, a escolha será das pessoas.

Não sei se é mais fácil ou difícil... nestes quatro anos fizemos um trabalho de grande seriedade e não tivemos especialmente preocupados com os votos. As pessoas farão a sua avaliação e se entenderem votar na nossa candidatura, como nós esperamos, tudo faremos para honrar esse compromisso.

Que balanço faz do seu mandato?
Nem tudo correu bem, como deve calcular mas, em termos globais, foi um mandato muito positivo e de grande empenho de toda a minha equipa. Pegámos num câmara que, como se diz, estava pelas ruas da amargura, não tinha dinheiro, projecto ou estratégia, mas tinha dívidas. Temos paulatinamente recuperado a câmara e a cidade e temos um projecto. Há investimentos que não se iniciaram mais cedo porque estamos muito dependentes dos fundos comunitários e, como sabe, só em meados do ano passado ficaram disponíveis e, nestas coisas, quando não há dinheiro não se fazem milagres.

Mesmo assim, realizamos níveis de investimento semelhantes ao passado, apoiámos as pessoas carenciadas, aumentámos o apoio social, investimos na educação, no saneamento, nas acessibilidades, procurámos recuperar a autoridade em todos os territórios da cidade, assumimos que há problemas de segurança e estamos a enfrentá- los e vamos resolvê-los. Na educação, começámos por oferecer os manuais escolares a todos os miúdos do ensino básico - agora como Governo, felizmente, também oferece, e nós facultamos as fichas de estudo -, todos os estudantes até ao 9.º ano têm um vale de 30 euros para fazer face às despesas de educação, num esforço da câmara para ajudar as famílias numa área tão importante como é a educação.

Reduzimos o IMI, foi uma promessa eleitoral e cumprimo-la, como aliás cumprimos na generalidade as que fizemos. Tenho desafiado as pessoas a consultarem o nosso programa eleitoral de há quatro anos e a compararem-no com o que fizemos. Não aumentamos tarifas, reduzimos algumas taxas e, no entanto, a câmara tem solidez financeira, paga a menos de 60 dias - quando tomámos posse pagava a 137 dias -, e não temos pagamentos em atraso, diferente do que aconteceu em anos anteriores em que chegou a haver 2 milhões de euros de pagamentos em atraso. Só não vê quem não quiser. Falou da recuperação da autoridade em toda a cidade. Inevitavelmente, está a falar das intervenções feitas ao longo destes quatro anos no Bairro Frederico Ulrich.

Demonstrou uma certa dose de coragem pois deu a cara nessas iniciativas. Nunca temeu pela sua própria segurança?
Quando nós assumimos responsabilidades públicas, assumimo-las para o bom e para o que é menos bom, e temos de as assumir de acordo com aquilo que é o nosso projecto. Obviamente que as pessoas têm receio, eu também tenho, mas isso não obsta a que enfrente essas situações com objectividade. Vivemos numa sociedade democrática, com instituições e sistemas que funcionam, e é assim que tem de ser.

Ninguém deve conseguir impor o seu poder pelo medo e nós reagimos a isso sempre com o apoio das forças de segurança. Felizmente nunca sofri retaliações e houve até consequências curiosas depois de algumas acções: houve pessoas que foram regularizar as duas dívidas, por exemplo. Continuaremos de forma determinada a enfrentar esses problemas e a tentar resolvê-los.

Se for reeleito, como espera, quais são as prioridades para os próximos quatro anos?
Há projectos já anunciados, como a requalificação do cine-teatro ou o mercado municipal. A reabilitação do cine-teatro vai ser realizada independentemente de quem for o próximo presidente de câmara. O projecto e financiamento estão aprovados, a empreitada está lançada e só falta o visto do Tribunal de Contas. É uma obra essencial para a cidade e vamos com certeza concretizá-la. Não sei se vai começar em Setembro, mas se não for, começará em Outubro, o mais tardar em princípio de Novembro. A remodelação do mercado está na mesma situação, só falta o visto do TC.

Temos outros projectos para a cidade, mas sobretudo temos a ideia de que é necessário promover um maior desenvolvimento económico, criar riqueza e emprego de qualidade de modo a que possamos fixar os nossos jovens. Queremos manter os níveis de desenvolvimento da regeneração urbana de forma sustentada, melhorar a mobilidade suave no sentido de permitir mais transportes amigos do ambiente e temos um desígnio, de que não desistimos, que é a intervenção na estação, embora não dependa de nós mas sim das Infraestruturas de Portugal e do Governo central.

Defendemos uma passagem inferior de acesso à estação, pedonal e ciclável, que ligue as duas partes da cidade. Uma obra que permita o acesso à estação de forma segura e fácil e, já agora, que permita fechar a rede de ciclovias, porque queremos uma rede em toda a cidade e que seja ligada por essa passagem inferior.

Disse que não correu tudo bem. Se lhe pedir para identificar algum desses aspectos, vai falar por exemplo do incidente político que aconteceu entre o presidente da Assembleia Municipal e o presidente Jorge Faria?
Não valorizo isso porque não me parece que tenha acontecido nada de especial. Houve uma postura do presidente da Assembleia Municipal que não compreendo. Nunca houve nenhum diferendo mas a verdade é que tomou posições pessoais, e continua a tomar, que eu respeito mas não entendo. Obviamente que tem contribuído para passar uma imagem de menos eficácia no nosso trabalho, mas eu não valorizo isso. São pormenores...

 

 

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