Natércia Torrinha quer reabilitar uma casa histórica, mas esta há mais de uma ano à espera de resposta do urbanismo
Sociedade » 2026-02-22
Natércia Torrinha, descendente de uma família histórica do Moinho da Fonte que durante décadas explorou moinhos naquela povoação junto à nascente do rio Almonda, quer recuperar uma casa de habitação herança desses tempos da saga familiar ligada à moagem.
A casa, vê-se nas fotografias antigas, era a última construção do casario daquela pequena povoação da freguesia de Pedrógão, onde estavam instalados cinco moinhos, dois lagares e casas do seus proprietários e famílias.
Com a expansão da fábrica de papel instalada no local, que iniciou a laboração em 1940, o aglomerado de Moinho da Fonte foi sendo desarticulado e as casas e moinhos demolidos, sobrando da antiga povoação, para além da casa de Natércia, mais um outro prédio situado antes do largo onde termina a estrada pública do Moinho da Fonte.
A casa de Natércia Torrinha foi habitada, de renda, até finais dos anos 70. Depois ficou desabitada e foi entrando em ruína. E é a casa que Natércia Torrinha quer reabilitar, como forma de homenagear os seus antepassados e contribuir para a requalificação do espaço que envolve a nascente do rio Almonda e a sua represa, construída nos anos 1940 pela fábrica, para substituir outra que antes disso servia todos os moinhos e lagares existentes na margem esquerda do rio.
De certo modo e do ponto de vista patrimonial, é uma casa histórica, pois é das poucas que resta como testemunho da antiga povoação de Moinho da Fonte, engolida pela expansão industrial.
A proprietária meteu o requerimento para as obras de reabilitação da casa no Verão de 2024, no departamento de urbanismo da Câmara de Torres Novas. Com o pedido, entregou as plantas desenhadas da reabilitação da casa, fotografias e outra documentação do local, as plantas de implantação, os termos de responsabilidade dos técnicos envolvidos na obra, a memória descritiva, tudo respeitante a uma construção com uns fabulosos 40 ou 50 metros quadrados de implantação.
Recebido o pedido, a Câmara reenviou o processo para avaliação da CCDRLVT, em Lisboa, uma vez que a casa se encontra na área de protecção da gruta da nascente do Almonda, um imóvel de interesse público assim classificado desde 1993, não fosse Natércia querer construir ali um arranha-céus de 10 andares em vez da reconstrução da casa que ali está há mais de 100 anos.
Da CCDRLVT veio uma resposta a assinalar um vasto conjunto de elementos a acrescentar pela requerente, que a Câmara comunicou à própria. Em Dezembro de 2024, foram entregues novas versões da documentação solicitada no urbanismo de Torres Novas e pensar-se-ia que estava tudo a postos para que Natércia Torrinha pudesse iniciar as obras de simples reabilitação da casa. Em Dezembro de 2025 passou um ano. Passaram entretanto mais dois meses. Um ano e dois meses para comunicar a autorização para o início das obras.
O JT confrontou a Câmara de Torres Novas, por mail datado de 10 de Janeiro, no sentido de pedir esclarecimentos por tamanha demora na resposta a umas simples obras de reabilitação de uma pequena casa e demais informação sobre o desenvolvimento do processo, depois de uma proposta de indeferimento que foi ultrapassada pela entrega da documentação decorrente da avaliação da CCDRLVT. Até à data, não obtivemos qualquer resposta.
Os leitores lembram-se de um determinado processo para construção de uma delegação bancária na avenida 8 de Julho, em Torres Novas, que em 24 horas conseguiu ter todas os pareceres e despachos, desde a entrada na secretaria, passando por técnicos e arquitectos, até à assinatura final do vereador do urbanismo?
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Natércia Torrinha quer reabilitar uma casa histórica, mas esta há mais de uma ano à espera de resposta do urbanismo
Sociedade » 2026-02-22
Natércia Torrinha, descendente de uma família histórica do Moinho da Fonte que durante décadas explorou moinhos naquela povoação junto à nascente do rio Almonda, quer recuperar uma casa de habitação herança desses tempos da saga familiar ligada à moagem.
A casa, vê-se nas fotografias antigas, era a última construção do casario daquela pequena povoação da freguesia de Pedrógão, onde estavam instalados cinco moinhos, dois lagares e casas do seus proprietários e famílias.
Com a expansão da fábrica de papel instalada no local, que iniciou a laboração em 1940, o aglomerado de Moinho da Fonte foi sendo desarticulado e as casas e moinhos demolidos, sobrando da antiga povoação, para além da casa de Natércia, mais um outro prédio situado antes do largo onde termina a estrada pública do Moinho da Fonte.
A casa de Natércia Torrinha foi habitada, de renda, até finais dos anos 70. Depois ficou desabitada e foi entrando em ruína. E é a casa que Natércia Torrinha quer reabilitar, como forma de homenagear os seus antepassados e contribuir para a requalificação do espaço que envolve a nascente do rio Almonda e a sua represa, construída nos anos 1940 pela fábrica, para substituir outra que antes disso servia todos os moinhos e lagares existentes na margem esquerda do rio.
De certo modo e do ponto de vista patrimonial, é uma casa histórica, pois é das poucas que resta como testemunho da antiga povoação de Moinho da Fonte, engolida pela expansão industrial.
A proprietária meteu o requerimento para as obras de reabilitação da casa no Verão de 2024, no departamento de urbanismo da Câmara de Torres Novas. Com o pedido, entregou as plantas desenhadas da reabilitação da casa, fotografias e outra documentação do local, as plantas de implantação, os termos de responsabilidade dos técnicos envolvidos na obra, a memória descritiva, tudo respeitante a uma construção com uns fabulosos 40 ou 50 metros quadrados de implantação.
Recebido o pedido, a Câmara reenviou o processo para avaliação da CCDRLVT, em Lisboa, uma vez que a casa se encontra na área de protecção da gruta da nascente do Almonda, um imóvel de interesse público assim classificado desde 1993, não fosse Natércia querer construir ali um arranha-céus de 10 andares em vez da reconstrução da casa que ali está há mais de 100 anos.
Da CCDRLVT veio uma resposta a assinalar um vasto conjunto de elementos a acrescentar pela requerente, que a Câmara comunicou à própria. Em Dezembro de 2024, foram entregues novas versões da documentação solicitada no urbanismo de Torres Novas e pensar-se-ia que estava tudo a postos para que Natércia Torrinha pudesse iniciar as obras de simples reabilitação da casa. Em Dezembro de 2025 passou um ano. Passaram entretanto mais dois meses. Um ano e dois meses para comunicar a autorização para o início das obras.
O JT confrontou a Câmara de Torres Novas, por mail datado de 10 de Janeiro, no sentido de pedir esclarecimentos por tamanha demora na resposta a umas simples obras de reabilitação de uma pequena casa e demais informação sobre o desenvolvimento do processo, depois de uma proposta de indeferimento que foi ultrapassada pela entrega da documentação decorrente da avaliação da CCDRLVT. Até à data, não obtivemos qualquer resposta.
Os leitores lembram-se de um determinado processo para construção de uma delegação bancária na avenida 8 de Julho, em Torres Novas, que em 24 horas conseguiu ter todas os pareceres e despachos, desde a entrada na secretaria, passando por técnicos e arquitectos, até à assinatura final do vereador do urbanismo?
Trincão Marques põe fim a uma intrujice que durou 20 anos
» 2026-04-19
Durante cerca de um século e três gerações de torrejanos, nunca ninguém em tempo algum se lembrou ou se lembraria de chamar “convento” ao edifício que vemos na fotografia, o hospital da Misericórdia, construído no final do século XIX no local onde em tempos recuados existira um convento de que não ficou uma pedra ou um prego para amostra com a sua demolição total. |
25 de Abril: comemorações em Torres Novas, Alcanena, Entroncamento, Ourém...
» 2026-04-18
O Município de Torres Novas assinala o 52.º aniversário do 25 de Abril de 1974 com um conjunto de iniciativas que celebram os valores da liberdade, da democracia e da participação cívica. O programa tem início às 10h30, com o hastear da bandeira nacional na Praça 5 de Outubro, seguido de uma arruada pela Sociedade Filarmónica União Matense até ao Teatro Virgínia, onde decorrerá a sessão solene evocativa do Dia da Liberdade (11h). |
CAROLA PASSA A INDEPENDENTE, CHEGA FORA DA CÂMARA DE TORRES NOVAS
» 2026-04-16
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Caminhada: “A Bom Ritmo” nas Grutas de Lapas e Tufos Calcários
» 2026-04-15
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1 de Maio: Caminhada solidária dos Bombeiros Voluntários
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O município de Torres Novas vai ser palco, no próximo dia 1 de Maio, da “Caminhada Solidária Da Terra Farmácia.Torres Novas - Bombeiros Voluntários Torrejanos”, uma iniciativa aberta a toda a população e apoiada pela Câmara Municipal local. |
OURÉM: Albardeira recria álbum de José Afonso em espectáculo colectivo
» 2026-04-15
No âmbito das celebrações do 25 de Abril, a “Albardeira Associação Cultural” apresenta “Enquanto há força”, um concerto-espectáculo que recria integralmente o álbum homónimo de José Afonso, editado em 1978. |
Torreshopping reforça o compromisso com a sustentabilidade através do projecto “Vamos Verde”
» 2026-04-10
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“Another Day in Paradise!” celebra 25 anos do Teatro Meia Via
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No próximo dia 19 de Abril (domingo), às 16h00, o Teatro Maria Noémia, na Meia Via, recebe o espectáculo “Another Day in Paradise!”, uma criação da Associação Porta 37, integrada nas comemorações do 25. |
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Cimeira “mulheres que criam” » 2026-04-08 A cimeira “Mulheres que Criam Futuro” é uma iniciativa “de âmbito regional e projecção nacional dedicada ao empreendedorismo feminino, ao desenvolvimento humano e ao impacto social”. Terá lugar a 13 de Junho na região do Médio Tejo e reúne mulheres empreendedoras, líderes e futuras criadoras de projectos, num espaço de partilha, inspiração e capacitação prática. |
Nersant lança projecto de mais de 767 mil euros para acelerar a descarbonização das empresas ribatejanas
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