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“A Escola Prática de Polícia é um dos pilares da formação contínua da estrutura da PSP”

Sociedade  »  2015-04-24 

Abílio Pinto Vieira, de 49 anos, é o director da Escola Prática de Polícia (EPP) desde Outubro de 2012. É natural de Angola, as suas raízes familiares encontram-se na zona do Porto, mas vive em Coimbra, com a mulher e três filhos, de 17, 22 e 25 anos. A convite do JORNAL TORREJANO, o superintendente gentilmente aceitou ser entrevistado e falou sobre a instituição que dirige, o trabalho que ali é realizado e sobre a conexão da EPP à cidade de Torres Novas. No seu entender, a EPP “é indissociável da vida da cidade”.

Em cada curso que passa, tem sido sucessivamente enaltecido o aumento qualitativo dos módulos de formação, bem como a capacidade de integrar novas áreas formativas na procura de se dar a melhor formação aos agentes. Esse continua a ser um desafio permanente para próximos cursos?

Esta escola sempre se dedicou à formação básica dos elementos policiais. Convém recordar que antes da criação do Instituto Superior de Ciências Policiais de Segurança Interna, até os oficiais de polícia começavam a carreira pelo escalão de agentes e só depois iam progredindo. Portanto, esta é uma casa dedicada ao ensino e o ensino tem de se adaptar às exigências da sociedade. As funções da PSP são cada vez mais complexas, fruto da evolução da própria sociedade e, como tal, a formação dos seus agentes tem de se adaptar a essa realidade. Penso que esta casa tem primado pela exigência e pela inovação, na tentativa de encontrar os melhores métodos para formar os agentes e isso passa por lhes dar as ferramentas básicas para enfrentar qualquer situação que possa ocorrer na rua.

Temos consciência que a realidade é sempre muito mais imponderável do que qual quer caso de estudo que se possa aqui apresentar aos alunos e por isso importa que estejam preparados e munidos das ferramentas para poder encarar qualquer situação e saber reagir. É esse o grande desafio que esta casa enfrenta sempre, que é preparar o melhor os agentes para cumprirem a complexidade da missão policial.

As formações são dadas por formadores afectos à PSP ou também recorre à sociedade civil?

Neste momento, toda a formação que é dada na EPP, seja para o curso de formação de agentes ou para o curso de promoção a chefe de polícia, é assegurada por formadores da PSP. Há no entanto uma parte extra-curricular em que se faz uso da colaboração com outras entidades. Mas todo o corpo de formadores dos cursos é constituído por profissionais da PSP.

Em matéria de inovação, que exemplos destaca nas últimas formações dadas nesta casa?

A grande inovação que fizemos, em 2009, foi na alteração ao modelo de formação. Passou a ser adoptado um modelo de formação por competências, ou seja, o ensino na EPP era essencialmente um ensino de sala, de transmissão de conhecimentos teóricos e notava-se que havia pouca execução prática. O que se entendeu fazer? Em vez de formar pessoas para determinadas matérias, elencamos um conjunto de sete competências básicas que entendemos ser o essencial para o exercício da função policial e adequamos a formação de modo a que qualquer elemento que saia daqui esteja apto a exercer essas competências. Os cursos estão actualmente organizados com uma parte teórica e há uma parte de competências em que os alunos têm de aplicar à prática o quadro teórico que receberam.

Quais são essas competências básicas?

As sete competências básicas são saber como executar uma patrulha, policiar uma equipa de intervenção rápida, fazer a gestão de trânsito, efectuar o atendimento e acolhimento de vítimas de crime, fazer a gestão de um local de crime e damos algumas competências específicas, nomeadamente na parte de armas e explosivos, da segurança privada e da detecção de engenhos explosivos.

A renovação da PSP é uma matéria sensível. Como se entende que os cursos de formação cada vez tenham menos agentes? O último, por exemplo, teve 100 elementos...

A fixação do número de vagas para os cursos é feita anualmente e decorre do despacho conjunto dos ministro da Administração Interna e das Finanças. O quadro dos últimos anos não será alheio ao momento específico que o país atravessa e no fundo as vagas são abertas em função de estudos que determinam as necessidades da PSP. Agora, é um facto real que neste momento a PSP sofre de um certo envelhecimento.

A renovação de agentes não tem acompanhado essa tendência?

Neste momento, podemos dizer que o número de agentes que formamos nos últimos dois anos não colmatou de forma adequada esse envelhecimento.

O ex-ministro do MAI, Miguel Macedo, quando cá esteve em Outubro disse esperar poder anunciar com brevidade um novo curso de formação na PSP, com mais elementos. Já tem informação para quando o próximo curso de formação.

Vai começar no próximo dia 11 de Maio o 11.º curso de formação de agentes e estão a ser chamados 300 alunos.

E cursos de subchefes? Disse na sua última intervenção que a PSP tem um grande défice na carreira de chefe.

É difícil, neste momento, prever. A intenção é, eventualmente, num quadro de dois em dois anos, haver cursos de promoção a chefe para colmatar também um grande défice que temos nessa categoria. Formámos há dias 201 chefes.

Este curso decorreu depois de terminado em Outubro o último curso de formação de agentes...

Não, chegaram a coexistir os dois. A capacidade existente na escola, não impede que tenhamos de terminar um curso para fazer outro. Temos capacidade para ter mil alunos ao mesmo tempo e, nesse quadro, podem decorrer dois ou mais cursos distintos ao mesmo tempo.

Nos períodos em que não há formações, a EPP serve exactamente para quê?

A EPP é um dos pilares da formação contínua da PSP. Anualmente, decorrem aqui muitas das acções de formação da formação contínua da Polícia de Segurança Pública. Trata-se de formação que é orientada pelo departamento de formação ou departamentos específicos da Direcção Nacional da PSP, como o departamento de armas e explosivos, departamento de segurança privada, de investigação criminal, de gestão e liderança, entre outros.

Em termos de formação contínua, há um plano de formação anual que visa exactamente o aperfeiçoamento dos profissionais da PSP. Os comandos elencam junto do dispositivo nacional necessidades que tenham em determinadas acções de formação e, com base numa análise, é efectuado um plano de formação. Neste momento, no âmbito do plano de 2015 começou hoje (dia 20 de Abril) um curso de formação de gestão e controlo de projectos policiais e estão cá mais dois cursos, no âmbito desta formação contínua.

Portanto, na EPP, quer esteja a decorrer formação específica da responsabilidade da escola, ou não, a escola tem como obrigação apoiar a formação contínua na PSP.

Reconhece que os cursos de formação de agentes, aos olhos da comunidade torrejana, é a parte mais visível do trabalho da EPP?

Sim, sobretudo pelo número de pessoas que envolve.

De Torres Novas saem para todo o país agentes policiais. Admitindo que os novos agentes receberam a melhor formação e a mais adequada, há ex-alunos da EPP que, por melhor aproveitamento que possam ter tido, podem não ser bons profissionais?

O erro de casting pode sempre ocorrer. A nossa grande preocupação é que sejam bons profissionais e para isso damos-lhes as ferramentas técnicas para o bom desempenho da profissão. Mas também somos uma escola de valores e como tal transmitimo-los e fazemos com que saiam daqui imbuídos desses valores. Mas é natural que haja um ou outro que por qualquer motivo possa não conseguir atingir o rendimento que é esperado no exterior.

A estrutura da PSP tem capacidade para fazer esse acompanhamento inicial?

Depois de os alunos concluírem o curso de formação de agentes, passam por um ano de período experimental em que têm um desempenho acompanhado, e portanto, toda a estrutura da organização da PSP, para além de ser uma estrutura de comando e de controlo, também é uma estrutura de acompanhamento exactamente para detectar e corrigir dificuldades. E isso pode passar pelo reenvio de qualquer um para a escola.

A grande massa humana da PSP, assim como de outras estruturas policiais ou militares, continua a ser composta por homens. Entende que esta é uma profissão, pela sua natureza, mais direccionada para os homens do que para as mulheres?

Não, naturalmente que não. Talvez por razões históricas e culturais, porque terá sido assim durante muitos anos... mas actualmente não. Em termos legais, até somos obrigados a promover todas as condições de igualdade de oportunidades em função do género. Mas, independentemente disso, a PSP foi a primeira força policial a admitir mulheres. Foi uma grande evolução quando se dizia que estas funções eram para os homens. Julgo que já se esbateu esse estereótipo de que a profissão de polícia era para homens. O próximo curso de agentes irá contar, se não estou errado, com 34 mulheres, estamos a falar de 11 por cento. No 9.º curso teve uma taxa de 13 por cento de mulheres.

Já conhecia ou tinha qualquer ideia da cidade de Torres Novas antes de ter sido nomeado director da EPP?

Em 1990 estive cá a dar formação e lembro-me vagamente de uma cidade que considerava pequena. Dizíamos, entre nós, que em 10 minutos dávamos a volta à cidade. É essa a memória que tenho.

Que reacção teve quando chegou agora? O que lhe pareceu a cidade?

Foi interessante chegar aqui, novamente, e ver as diferenças. Aliás, já tinha notado numa ou outra vez que aqui tinha passado, por motivos profissionais... os acessos rodoviários já eram diferentes, assim como a própria cidade, que está maior e mais desenvolvida.

Uma instituição como a EPP assume uma enorme importância ao nível local, mais do que numa grande cidade como Porto ou mesmo Coimbra. Apercebeu-se de como a cidade sente a importância de acolher a EPP?

Ouço muitas vezes as pessoas perguntarem ‘quando chegam os alunos’. Julgo que a existência da EPP é indissociável da vida de Torres Novas. Acho que a escola é importante para o movimento da cidade.

Ao longo dos anos tem-se cimentado uma grande cooperação entre a EPP e a autarquia e diversas colectividades do concelho. Essa política de abertura da EPP à comunidade vai continuar nos mesmos moldes?

Temos parcerias com o corpo de bombeiros: cedemos-lhes o nosso pavilhão gimnosdesportivo e espaço para alguma formação que façam e em contrapartida, quando precisamos de algum apoio estão disponíveis. Com o município as relações de cooperação também são boas. Há um protocolo já com bastantes anos que foi recentemente estendido. No fundo, partilhamos apoios mútuos na partilha de instalações e valências. Já tivemos também um protocolo com o IPT e estamos sempre abertos para analisar outras parcerias. A EPP sente-se como parte de Torres Novas e, como tal, dentro das suas limitações e condições, está sempre pronta a colaborar.

Como avalia as condições das instalações da EPP?

São razoáveis. Temos vários edifícios de grande dimensão e com alguma complexidade de manutenção, mas ao longo dos anos têm recebido as manutenções mínimas e os melhoramentos possíveis, de modo que, julgo, temos edifícios com condições para a execução da formação que aqui damos.

 

 

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