EDITORIAL: O ponto sem retorno
Sociedade » 2025-09-06
Quando se ouve a dizer, a uma pessoa que integra a máquina autárquica, defendendo-se (?) do mar de críticas sobre o miserável estado a que chegou o corredor ecológico do Almonda, justificando a não limpeza das ervas e outra vegetação que invadiu tudo, quando se ouve esse alguém dizer que “são terrenos privados”, acabámos de chegar ao ponto máximo do cinismo, da hipocrisia e da intrujice mais desbragada.
Vejamos: a autarquia concretizou um trilho de vários quilómetros para passeio e lazer junto às margens do rio, delimitou e pavimentou caminho, limpou ervas e vegetação, semeou, instalou bancos e pérgulas, limpou e regularizou margens (competência que na verdade, pertencia aos proprietários que assim viram a autarquia fazer-lhes o trabalho a que são por lei obrigados), instalou sinalética, tudo isto com a autorização e colaboração de proprietários de terrenos privados ao longo do “corredor”. Os proprietários aceitaram e colaboraram em tudo isto. Vem agora um megafone da (ainda) maioria insinuar, como quem diz, “a gente não pode limpar aquilo porque são terrenos privados”.
Chegámos, pois, ao ponto sem retorno da espantosa lata de quem acha que está a tratar com 35 mil parvos ou atrasados mentais e pode fazê-lo a respeito de tudo e mais alguma coisa, como aliás foi feito àcerca da “descarga poluente” fantasma que motivou a mortandade de peixes como nunca se vira nos tempos mais recentes e que, como se previa, nunca seria provada e se deixaria cair no esquecimento – é essa a táctica - sem se assacar as responsabilidades sobre o que sucedeu.
Estes e outros exemplos são sintomas e sinais da miséria moral a que chegou uma gestão autárquica incompetente, errática, incapaz, que trabalha no modo cada um para seu lado, para o show-off das festas e das sardinhadas, dos foguetórios e das paródias, que são pretexto para overdoses de patéticas selfies com que empanturram a paciência dos munícipes, ao mesmo tempo que se abandona uma cidade onde tudo está desmazelado e mal enjorcado: espaços públicos, equipamentos, jardins, estruturas, ruas e calçadas, perante a condenação generalizada e conformada dos habitantes, conformada porque sentem que esta (con)gestão autárquica já mostrou que é realmente incapaz e incompetente e, mais que isso, faz gala dessa indigência com um surpreendente sentimento de impunidade.
Coisas sérias, trabalho a sério, não é assunto que lhe assista, como demonstra a vergonhosa proposta de revisão do PDM, onde pequenos e mesquinhos interesses particulares e familiares são devidamente acomodados, ao mesmo tempo que se verga a espinha perante os grandes interesses, numa manta de retalhos sem propósito, sem visão, sem definição de um horizonte claro e coerente para o futuro do concelho.
Na edição de 1 de Agosto chamávamos a atenção para o estado vergonhoso em que se encontrava o memorial aos combatentes mortos na Grande Guerra. Não é uma coisa qualquer. A equipa camarista não é obrigada a ler jornais. Mas essa perspectiva piora a abordagem. Que dizer que ninguém anda em lado nenhum a ver o que se passa na cidade ou, andando, não quer saber. Passados mais de 20 dias, tudo está na mesma. A falta de respeito não é para jornais ou para quem faz reparos. É para a memória dos combatentes, para os munícipes, é para quem passa no coração da cidade e se depara com semelhante espectáculo. Trata-se apenas de um pequeno mais significativo exemplo da miséria em que se tornou esta cidade no que toca à conservação e manutenção dos espaços públicos, ande-se por onde se andar.
A direcção editorial do JT
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EDITORIAL: O ponto sem retorno
Sociedade » 2025-09-06
Quando se ouve a dizer, a uma pessoa que integra a máquina autárquica, defendendo-se (?) do mar de críticas sobre o miserável estado a que chegou o corredor ecológico do Almonda, justificando a não limpeza das ervas e outra vegetação que invadiu tudo, quando se ouve esse alguém dizer que “são terrenos privados”, acabámos de chegar ao ponto máximo do cinismo, da hipocrisia e da intrujice mais desbragada.
Vejamos: a autarquia concretizou um trilho de vários quilómetros para passeio e lazer junto às margens do rio, delimitou e pavimentou caminho, limpou ervas e vegetação, semeou, instalou bancos e pérgulas, limpou e regularizou margens (competência que na verdade, pertencia aos proprietários que assim viram a autarquia fazer-lhes o trabalho a que são por lei obrigados), instalou sinalética, tudo isto com a autorização e colaboração de proprietários de terrenos privados ao longo do “corredor”. Os proprietários aceitaram e colaboraram em tudo isto. Vem agora um megafone da (ainda) maioria insinuar, como quem diz, “a gente não pode limpar aquilo porque são terrenos privados”.
Chegámos, pois, ao ponto sem retorno da espantosa lata de quem acha que está a tratar com 35 mil parvos ou atrasados mentais e pode fazê-lo a respeito de tudo e mais alguma coisa, como aliás foi feito àcerca da “descarga poluente” fantasma que motivou a mortandade de peixes como nunca se vira nos tempos mais recentes e que, como se previa, nunca seria provada e se deixaria cair no esquecimento – é essa a táctica - sem se assacar as responsabilidades sobre o que sucedeu.
Estes e outros exemplos são sintomas e sinais da miséria moral a que chegou uma gestão autárquica incompetente, errática, incapaz, que trabalha no modo cada um para seu lado, para o show-off das festas e das sardinhadas, dos foguetórios e das paródias, que são pretexto para overdoses de patéticas selfies com que empanturram a paciência dos munícipes, ao mesmo tempo que se abandona uma cidade onde tudo está desmazelado e mal enjorcado: espaços públicos, equipamentos, jardins, estruturas, ruas e calçadas, perante a condenação generalizada e conformada dos habitantes, conformada porque sentem que esta (con)gestão autárquica já mostrou que é realmente incapaz e incompetente e, mais que isso, faz gala dessa indigência com um surpreendente sentimento de impunidade.
Coisas sérias, trabalho a sério, não é assunto que lhe assista, como demonstra a vergonhosa proposta de revisão do PDM, onde pequenos e mesquinhos interesses particulares e familiares são devidamente acomodados, ao mesmo tempo que se verga a espinha perante os grandes interesses, numa manta de retalhos sem propósito, sem visão, sem definição de um horizonte claro e coerente para o futuro do concelho.
Na edição de 1 de Agosto chamávamos a atenção para o estado vergonhoso em que se encontrava o memorial aos combatentes mortos na Grande Guerra. Não é uma coisa qualquer. A equipa camarista não é obrigada a ler jornais. Mas essa perspectiva piora a abordagem. Que dizer que ninguém anda em lado nenhum a ver o que se passa na cidade ou, andando, não quer saber. Passados mais de 20 dias, tudo está na mesma. A falta de respeito não é para jornais ou para quem faz reparos. É para a memória dos combatentes, para os munícipes, é para quem passa no coração da cidade e se depara com semelhante espectáculo. Trata-se apenas de um pequeno mais significativo exemplo da miséria em que se tornou esta cidade no que toca à conservação e manutenção dos espaços públicos, ande-se por onde se andar.
A direcção editorial do JT
Torres Novas concentra quase 80% do alargamento proposto para o PNSAC
» 2026-10-05
Torres Novas concentra quase 80% dos 3.734 hectares que o ICNF propõe acrescentar ao Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, concretizando uma reivindicação do município iniciada em 2019 para proteger integralmente a Escarpa do Arrife. |
Torres Novas: Câmara adjudica recolha de resíduos apesar das críticas
» 2026-10-05
A câmara de Torres Novas adjudicou por cerca de quatro milhões de euros à SUMA um novo contrato de três anos para recolha de resíduos e limpeza urbana, apesar das críticas do executivo ao serviço actualmente prestado pela empresa. |
ULS Médio Tejo inicia vacinação sazonal com mais de 51 mil vacinas contra a gripe disponíveis
» 2026-10-01
A Unidade Local de Saúde do Médio Tejo (ULS Médio Tejo) iniciou, esta quarta-feira, 30 de Setembro, a campanha de vacinação sazonal, com 51.402 doses de vacina contra a gripe disponíveis para a sua área geográfica. |
PCP INCRÉDULO: CÂMARA COMEMOROU O DIA DO TURISMO NA RENOVA!
» 2026-09-28
«Lembramo-nos das promessas do agora presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, quando candidato, de resolução da questão da Nascente do Almonda. Chegou inclusive a falar em expropriação. Devolver a nascente do Rio Almonda ao domínio público», recorda o PCP em comunicado. |
“UM COLECTIVO” FOI À NASCENTE DO RIO ALMONDA RECORDAR O QUE FALTA CUMPRIR
» 2026-09-26
Hoje, dia 26 de Setembro, o grupo ambientalista “Um Colectivo” promoveu uma acção na nascente do rio Almonda no momento em que se realizava, nas instalações da fábrica velha da Renova, um passeio organizado pelo município de Torres Novas. |
PCP em Árgea contra o biometano » 2026-09-21 A Comissão Concelhia do PCP de Torres Novas informa em comunicado de imprensa que, no próximo dia 26 de Setembro, terá lugar nas instalações da Sociedade Instrutiva, Recreativa e Musical Argense (SIRMA), pelas 16h00 horas, uma sessão pública de rejeição da unidade de biometano junto às populações, nomeadamente naquela localidade, Árgea. |
MORREU JOSÉ ADRIANO DE JESUS, “ZECA”, VELHA GLÓRIA DO DESPORTIVO
» 2026-09-16
Natural de Torres Novas, tufeirense de gema, nascido em1945, morreu hoje Zeca, José Adriano de Jesus, antigo atleta do Clube Desportivo de Torres Novas e conhecido funcionário da Câmara Municipal de Torres Novas desde 1972 até à sua reforma. |
PSD questiona contrato de publicidade de 10 mil euros no jornal “O Mirante”
» 2026-09-11
Os vereadores com assento na Câmara Municipal de Torres Novas decidiram questionar oficialmente o executivo socialista face à contratação, pelo presidente da Câmara, de serviços de publicidade no valor de 10. |
Crédito Agrícola junta-se ao “TERRA’26” para impulsionar a agricultura regenerativa
» 2026-09-10
O Crédito Agrícola é Parceiro Diamante do “TERRA’26”, o primeiro grande encontro profissional inteiramente dedicado à agricultura regenerativa em Portugal, reforçando o seu posicionamento como parceiro financeiro de referência na transição para uma agricultura mais sustentável, resiliente e competitiva, refere o banco em comunicado de imprensa. |
Transparência autárquica a hesitar
» 2026-09-10
1. “Afirmar a autarquia local como agente da democracia (…) fortalecer o poder local como instância aberta e confiável, pautando o seu funcionamento por critérios éticos de transparência”. Estas palavras, enfatizadas depois na campanha eleitoral, fazem parte do programa de campanha de José Trincão Marques, hoje presidente da Câmara. |
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» 2026-09-07
ASSIM NÃO VAMOS LÁ |
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» 2026-09-11
PSD questiona contrato de publicidade de 10 mil euros no jornal “O Mirante” |
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» 2026-09-10
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» 2026-09-16
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» 2026-09-10
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