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Nova Augusta: para uma história da cultura em Torres Novas, segundo António Mário Santos

Cultura  »  2018-11-22 

 

Um dossier sobre a Grande Guerra, no ano em que se celebra o Armistício, e um caderno especial dedicado ao centenário do jornal O Almonda, com três artigos de Elvira Marques, são os traços dominantes da edição número 30 da “Nova Augusta”, uma revista de cultura patrocinada pelo município de Torres Novas mas que abre cada vez mais as suas páginas aos investigadores da história local dos concelhos vizinhos e que foi apresentada no domingo no museu municipal.

Ana Maria Marques, técnica da área cultural do município, apresentou a edição, que integra, para além dos dossiers, artigos de António Mário Santos, Luis Batista, Manuela Poitout, Lia Ribeiro, Manuel Mourão e da própria Ana Marques, entre outros, que dão corpo, como é habitual, a secções de história, estudos culturais e arqueologia.

O discurso em nome dos colaboradores coube este ano a António Mário Lopes dos Santos, que ainda este ano deu à estampa a sua monumental obra “Anais Torrejanos -1850/1910” e que aproveitou a ocasião para se deter, de relance, numa análise do trabalho de intervenção cultural em Torres Novas ao longo do tempo.

Acerca do tempo anterior à década de 50, o  historiador refuta a tese do “vazio” para recordar a censura feroz sobre tudo o que se escrevia ou fazia, mesmo em instituições sobreviventes como o Montepio, os Bombeiros, o Orfeão Torrejano.

Depois, diz António Mário, partir da década de 50 do século passado, e também ao contrário do que às vezes se pensa, não se assistiu a um período tão pobre já que diversas iniciativas e movimentos (fundação do núcleo campista Raiar da Aurora, as actividades culturais e literárias desenvolvidas por alunos do colégio Andrade Corvo, a publicação de páginas culturais no jornal O Almonda, a criação do Cine Clube e uns anos a seguir do Choral Phydellius) traziam em si, já no final daquela década, a génese daquilo que foi mais evidente na década de 60 e princípio da seguinte, com a explosão da actividade de muitas mais colectividades e a criação do MIC (Movimento Inter Colectividades), que deu visibilidade e dimensão cívica e mesmo política ao trabalho associativo.

António Mário defendeu mesmo que a criação do grupo Pró-Torres Novas, na década de 50, por protagonistas próximos do regime mas que integrou também gente fora dessa órbita e realizou um conjunto vasto de actividades culturais e acções de valorização do património torrejano, se bem que com o apoio directo das instituições oficiais, foi uma tentativa de as forças afectas ao poder responderem ao que já se vislumbrava e se evidenciou com clareza logo no início da década de 60: uma juventude culturalmente mais aberta aos ventos novos e à contestação política da situação e, portanto, permeável às tendências culturais que sopravam das universidades e do próprio contexto internacional.

O historiador admitiu que logo a seguir ao 25 de Abril e durante uns bons anos seguintes o trabalho cultural em Torres Novas adormeceu um pouco, em virtude de todas as energias e recursos estarem dirigidos ao intenso trabalho político de implantação da democracia e das instituições do poder local, que mobilizou toda a gente, incluindo os activistas culturais que se tinham destacado nos tempos anteriores.

António Mário refere que nos finais dos anos 80, com a contratação do primeiro técnico de cultura para a autarquia, João Carlos Lopes, tudo mudaria e a vida cultural ressurgiu, com as comemorações do VIII Centenário do Foral e do que se lhe seguiu: “Goste-se ou não, tudo o que se passou a fazer no trabalho com as colectividades, a instalação do museu, a biblioteca, a criação do GEPE, a Nova Augusta e as edições do município, tem a sua marca. É uma história que um dia há-de ser feita e fica aqui o registo para que não se esqueça”, rematou o investigador.

O antigo professor pediu ainda ao presidente da câmara, presente na sessão, que continuasse a apoiar o trabalho feito pelo gabinete editorial, tendo o autarca registado as palavras de António Mário, “sem querer distinguir ninguém em particular”.

 

 

 

 

 

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