“Destroços de uma Bomba Atómica”: disco de Siul Sotnas vai estar disponível em inícios de Abril
Cultura » 2017-02-20Novo trabalho marca uma certa viragem no percurso musical e artístico de Luís Santos
Não vai ser o fim do mundo, nem há nada de especialmente apocalíptico no novo disco de Siul Sotnas, “Destroços de uma bomba atómica”, que verá a luz do dia no próximo mês de Abril, águas mil que todos os anos faz recordar o dia inicial, inteiro e limpo da nossa história recente.
Mas vamos à outra história: Luís Santos, um multifacetado e já veterano músico riachense (em rapaz fez as primeiras deambulações pelos Nozyvozes, como muitos da sua geração e das seguintes), integrou “grupos de garagem” na fase gloriosa da música moderna de finais dos anos 90 e esse experimentalismo sedimentou-se sobretudo em “Os Outros”, uma banda que, de certo modo, marcou a paisagem da música local dos últimos anos.
Entretanto, Luís Santos meteu-se em trabalhos com o projecto conceptual “A Máquina” que correu palcos e auditórios e atingiu uma apreciável notoriedade: tratava-se de um trabalho fortemente performativo que aliava aos gritos da guitarra de Luís Santos as palavras cheias de rebelião e protesto ditas pela actriz Maria Jeromito, numa espécie de manifesto contra estes anos de chumbo de uma atmosfera política marcada pelo desencanto, mais um, de todos quantos teimam em perseguir uma utopia salvadora. Desse trabalho, resultou um disco homónimo que atingiu o êxito comercial possível nesta nossa escala local e regional e alternativa, sem alavancas de marketings e a almofada de multinacionais.
Agora, “Destroços de uma bomba atómica” traz com ele “uma certa mudança no registo da sonoridade”, admite Luís Santos, que gravou o disco com a ajuda de alguns músicos amigos. Por sua conta ficaram as vozes e as guitarras, ukuleles, teclados, baixos, efeitos sonoros com a voz, copos de vidro com água e vinho, e alguns apontamentos de percussão. Chamou um baixista, Joel Madeira, “para outras coisas mais exigentes” e fez o mesmo para os teclados e baterias.
Siul Sotnas conta que, no meio deste processo, teve um convite para um concerto e reuniu uma banda para tocar ao vivo e que, a partir daí, achou que fazia sentido que todos esses músicos deixassem uma marca no novo disco. Por isso, há no alinhamento uma canção em que todos eles dão a sua participação, uma canção em que tocaram todos. “Eu não estava satisfeito com a canção, faltava-lhe vida, então combinei com todos os músicos e gravámo-la em live, naturalmente em pistas separadas, mas com todos a tocar em simultâneo”, revela o músico.
Com lançamento previsto para início de Abril, “Destroços de uma Bomba Atómica” inclui dez músicas, com destaque para os dois singles já lançados, “Praia dos lilases” e “A rapariga sentada numa pedra” e o épico instrumental de 11 minutos intitulado “A longa batalha pela humanidade”.
Luís Santos refere que “fazer o disco em casa permitiu ter mais liberdade, quer de horários, quer de tempo, logística e de ideias. Não sei se teria neste disco um instrumental de onze minutos, com sons de copos, explosões atómicas e ventos radioactivos feitos com a boca. Não só eu, mas os restantes músicos envolvidos, não sentimos pressões de tempo, e só assim foi possível”.
A apreciação mais circunstanciada do novo disco, para o público e para os mais atentos da cena musical da região fica agendada, portanto, para Abril. Fica-se, por agora, certamente com a promessa de uma apresentação pública para os amigos e público, particularmente riachense e torrejano que tem seguido o percurso de Luís Santos, para podermos ouvir as dez peças que dão forma aos destroços da desconstrução deste tempo e deste espaço que o músico, à sua maneira, empreendeu coma sua música, numa tentativa, que é afinal a de toda a arte, de construir uma narrativa coerente para comunicar com os outros. A longa batalha pela Humanidade, pt, Feira das vaidades, Vende-te, A rapariga sentada numa pedra, Uma canção de Natal, Intervalo, Tu & eu , Praia dos lilases, A viagem, A longa batalha pela Humanidade, pt2, são os temas que dão corpo ao disco.
FICHA TÉCNICA - Luís Santos/Siul Sotnas: composição, produção, captação, guitarras eléctricas e acústicas, voz, beats, ukuleles, campainhas, copos, teclados, efeitos sonoros, baixos, artwork do disco; Maria Jeromito, produção executiva, melódicas, vozes; Patrícia Pinto e Dora Santos, vozes; Joel Madeira, baixo; Edgar Ferreira, teclados; Pedro Dias e David Santos, bateria; Alexandre Ribeiro, guitarra; Miguel Serra, mistura e masterização; edição, Paralelo 39.
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“Destroços de uma Bomba Atómica”: disco de Siul Sotnas vai estar disponível em inícios de Abril
Cultura » 2017-02-20Novo trabalho marca uma certa viragem no percurso musical e artístico de Luís Santos
Não vai ser o fim do mundo, nem há nada de especialmente apocalíptico no novo disco de Siul Sotnas, “Destroços de uma bomba atómica”, que verá a luz do dia no próximo mês de Abril, águas mil que todos os anos faz recordar o dia inicial, inteiro e limpo da nossa história recente.
Mas vamos à outra história: Luís Santos, um multifacetado e já veterano músico riachense (em rapaz fez as primeiras deambulações pelos Nozyvozes, como muitos da sua geração e das seguintes), integrou “grupos de garagem” na fase gloriosa da música moderna de finais dos anos 90 e esse experimentalismo sedimentou-se sobretudo em “Os Outros”, uma banda que, de certo modo, marcou a paisagem da música local dos últimos anos.
Entretanto, Luís Santos meteu-se em trabalhos com o projecto conceptual “A Máquina” que correu palcos e auditórios e atingiu uma apreciável notoriedade: tratava-se de um trabalho fortemente performativo que aliava aos gritos da guitarra de Luís Santos as palavras cheias de rebelião e protesto ditas pela actriz Maria Jeromito, numa espécie de manifesto contra estes anos de chumbo de uma atmosfera política marcada pelo desencanto, mais um, de todos quantos teimam em perseguir uma utopia salvadora. Desse trabalho, resultou um disco homónimo que atingiu o êxito comercial possível nesta nossa escala local e regional e alternativa, sem alavancas de marketings e a almofada de multinacionais.
Agora, “Destroços de uma bomba atómica” traz com ele “uma certa mudança no registo da sonoridade”, admite Luís Santos, que gravou o disco com a ajuda de alguns músicos amigos. Por sua conta ficaram as vozes e as guitarras, ukuleles, teclados, baixos, efeitos sonoros com a voz, copos de vidro com água e vinho, e alguns apontamentos de percussão. Chamou um baixista, Joel Madeira, “para outras coisas mais exigentes” e fez o mesmo para os teclados e baterias.
Siul Sotnas conta que, no meio deste processo, teve um convite para um concerto e reuniu uma banda para tocar ao vivo e que, a partir daí, achou que fazia sentido que todos esses músicos deixassem uma marca no novo disco. Por isso, há no alinhamento uma canção em que todos eles dão a sua participação, uma canção em que tocaram todos. “Eu não estava satisfeito com a canção, faltava-lhe vida, então combinei com todos os músicos e gravámo-la em live, naturalmente em pistas separadas, mas com todos a tocar em simultâneo”, revela o músico.
Com lançamento previsto para início de Abril, “Destroços de uma Bomba Atómica” inclui dez músicas, com destaque para os dois singles já lançados, “Praia dos lilases” e “A rapariga sentada numa pedra” e o épico instrumental de 11 minutos intitulado “A longa batalha pela humanidade”.
Luís Santos refere que “fazer o disco em casa permitiu ter mais liberdade, quer de horários, quer de tempo, logística e de ideias. Não sei se teria neste disco um instrumental de onze minutos, com sons de copos, explosões atómicas e ventos radioactivos feitos com a boca. Não só eu, mas os restantes músicos envolvidos, não sentimos pressões de tempo, e só assim foi possível”.
A apreciação mais circunstanciada do novo disco, para o público e para os mais atentos da cena musical da região fica agendada, portanto, para Abril. Fica-se, por agora, certamente com a promessa de uma apresentação pública para os amigos e público, particularmente riachense e torrejano que tem seguido o percurso de Luís Santos, para podermos ouvir as dez peças que dão forma aos destroços da desconstrução deste tempo e deste espaço que o músico, à sua maneira, empreendeu coma sua música, numa tentativa, que é afinal a de toda a arte, de construir uma narrativa coerente para comunicar com os outros. A longa batalha pela Humanidade, pt, Feira das vaidades, Vende-te, A rapariga sentada numa pedra, Uma canção de Natal, Intervalo, Tu & eu , Praia dos lilases, A viagem, A longa batalha pela Humanidade, pt2, são os temas que dão corpo ao disco.
FICHA TÉCNICA - Luís Santos/Siul Sotnas: composição, produção, captação, guitarras eléctricas e acústicas, voz, beats, ukuleles, campainhas, copos, teclados, efeitos sonoros, baixos, artwork do disco; Maria Jeromito, produção executiva, melódicas, vozes; Patrícia Pinto e Dora Santos, vozes; Joel Madeira, baixo; Edgar Ferreira, teclados; Pedro Dias e David Santos, bateria; Alexandre Ribeiro, guitarra; Miguel Serra, mistura e masterização; edição, Paralelo 39.
Barquinha Jazz regressa ao Centro Cultural de 4 a 6 de Setembro
» 2026-08-06
O Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha recebe, entre os dias 4 e 6 de Setembro, mais uma edição do Barquinha Jazz, iniciativa promovida pelo Município em parceria com o Clube de Instrução e Recreio Extuna, que volta a afirmar-se como um espaço privilegiado para a divulgação do jazz e da música improvisada, reunindo artistas de referência nacional e projetos de elevada qualidade artística. |
Alqueidão: “A quem vier”, de Filipe Branco
» 2026-08-06
A Casa do Povo de Alqueidão encheu por completo, na tarde deste domingo, 26 de Julho, para a apresentação do livro “A Quem Vier”, da autoria de Filipe V. Branco. Familiares, amigos, habitantes da aldeia e visitantes responderam em grande número ao convite, num momento marcado pela emoção, pela partilha e pela celebração das raízes de Alqueidão. |
Riachos: livros de David Garcia e Luís Mota
» 2026-08-06
A Feira d’Artes de Riachos serviu de palco no 28 de Julho para a apresentação do livro “Por Caminhos de Riachos”, da autoria de David Garcia. Fiel ao seu propósito de "não escrever por escrever, mas escrever com sentido", David Garcia explicou que cada texto do livro carrega uma mensagem, um desafio e um tributo à terra. |
UM ROTEIRO CAMONIANO NO RIBATEJO
» 2026-06-23
Foi apresentado em Santarém, no passado dia 20 de junho, depois de o ter sido em Lisboa (na Sociedade Portuguesa de Autores e Assembleia da República) e em Constância (Casa Memória de Camões), o livro “MANDA-ME AMOR CAMÕES E OUTROS AFINS”, da autoria de Vítor Serrão e Mário Rui Silvestre, com chancela das Edições Cosmos, editora galardoada há pouco com a Medalha de Honra da SPA. |
Festival Silenzio de volta a Torres Novas
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Vem aí a II edição do Festival Silenzio, um encontro internacional de artes que terá lugar entre os dias 16 e 19 de Julho de 2026, no Estúdio Alfa, em Torres Novas. “Silenzio” é um projecto independente organizado pela Associação Cultural Paralelo 39, em parceria com a Junkyard Hounds Studios, o cineasta torrejano João Canuto e artista plástico riachense Diogo Pereirinha. |
Museu Municipal celebra 89.º aniversário com encontro "histórias e coleções que nos unem"
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O Museu Municipal Carlos Reis assinala, no próximo dia 20 de Junho, o 89.º aniversário da sua fundação. Inaugurado a 20 de Junho de 1937 sob a designação de Biblioteca-Museu Municipal de Torres Novas, o museu celebra a data com uma iniciativa dedicada à partilha de conhecimento e ao diálogo entre instituições museológicas. |
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“A Bom Ritmo nas Igrejas da Cidade” (Salvador e Misericórdia) » 2026-06-12 O Município de Torres Novas irá promover, no próximo dia 20 de Junho, um passeio interpretativo nas igrejas do Salvador e da Misericórdia com o objectivo de que os participantes partam à descoberta do património natural e turístico do concelho de Torres Novas. |
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Tomar Jazz entre 25 e 28 deste mês
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A cidade de Tomar volta a receber o Festival Tomar Jazz, que decorrerá entre os dias 25 e 28 de Junho de 2026, reunindo músicos consagrados, jovens talentos e projetos inovadores. Durante quatro dias, o festival levará concertos ao Cine-Teatro Paraíso, ao deck do Complexo Cultural da Levada e ao Jardim do Mouchão, numa programação que cruza música, artes visuais e formação artística, reforçando o papel de Tomar como um importante centro de dinamização cultural da região. |
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