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Jorge Fazenda lança livro de memórias dia 21

Cultura  »  2018-04-06 

São memórias de uma vida, numa escolha selectiva, e o autor assume-o, de momentos felizes e generosos

“Nas longas caminhadas por montes e vales que diariamente fazia nos arredores, travava conhecimento com um mundo fantástico que, aos poucos, ia substituindo aquele a que toda a vida julgara pertencer”: não se sabe onde fica a elevação em que se ergue uma antiga árvore agora confidente do autor e, mais que isso, criatura irmã de uma vida finalmente reconfigurada e atada aos fios das gerações anteriores, não só de homens e mulheres, mas também de outras plantas e árvores, bichos, cheiros, ventos, aragens e sombras. Nas últimas páginas do livro, revela-se o diálogo reparador com a velha azinheira, e dela exala a energia para o dia seguinte de uma temporada de longo curso, como o vôo dos aviões que atravessam continentes.

Diz-se na badana que Jorge Marques Fazenda foi estudante, escriturário, desenhador, topógrafo, fotógrafo, operador de reactor, militar, comissário de bordo, proprietário de restaurante, pintor de artes plásticas, músico, autarca: dessas mil vidas, teria o antigo presidente da Junta de Freguesia de Alcorochel outras tantas histórias para contar num livro que seria imenso e que, parte dele, ficará na memória da árvore companheira. Que poderá situar-se tanto numa encosta do prodigioso vale do ribeiro do Pau, de Alcorochel, como numa onda desse mar de calor e pedra da Charneca. Não se sabe.

Jorge Marques Fazenda correu mundo a bordo dos grandes pássaros e viu paisagens e ouviu gentes, ventura arredada ao comum dos mortais. Só essas histórias dariam vários capítulos, conhecendo-se como se conhece a arte do autor para pintar palavras, mesmo apenas ditas, desses mundos maravilhosos que se abriam ao olhar do menino nascido em Alcântara mas com raízes profundas em Alcorochel, para onde voltaria há cerca de 20 anos.
O livro, que vai ser apresentado no dia 21 de Abril na biblioteca de Torres Novas, abre por isso com um punhado de histórias da infância e da juventude lisboeta do pequeno Jorge, ainda a sonhar ser guarda-redes e enredado em jogos de bola com sapatos de verniz, histórias algumas, belíssimas aliás, já conhecidas de outras vivências literárias.

“À Flor da Pele” inclui, a par e passo, textos poéticos que de alguma forma posicionam o pensamento do autor sobre as coisas do mundo e da vida ou enquadram sequências de histórias, paragens para respiro de outras histórias: de Lisboa, de África, das Europas, dos muitos cenários percorridos e avidamente vividos.

São memórias de uma vida, numa escolha selectiva, e o autor assume-o, de momentos felizes e generosos, como se o filme tivesse quase sempre cenas luminosas, abraços gratificantes, vivências solares e promissoras que parecem só ter sido possíveis nas joviais décadas de 60 e 70 do século passado. Não há, pois, lugar para azedumes e cinismos.

Nem mesmo as pequenas memórias do regresso do autor à terra das suas raízes e nela a sua experiência, já numa fase madura, de dirigente associativo, animador cultural ou autarca, que reergueu a aldeia para um patamar de felicidade comunitária nunca vista para depois tudo se esfumar num pôr-do-sol de equívocos e algum desamor, nem isso logrou tirá-lo de um rumo narrativo afastado de qualquer sentimento de acerto de contas com as frustrações.

Desse último acto comunitário de uma vida, fica a elegante metáfora de uma história a fazer-nos lembrar que um palmo de terra não vale guerras nem arrelias. Que a vida vale imensamente mais que isso. Jorge Fazenda vai falar-nos de tudo isto, aos seus muitos amigos e a todos quantos queiram estar com ele na biblioteca de Torres Novas, dia 21 à tarde.

 

 

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