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Só os socialistas acham uma boa compra: aquisição da antiga Caixa gera polémica

Sociedade  »  2020-10-23 

A câmara municipal deliberou, por maioria, na sua reunião pública de 14 de Outubro, adquirir, pelo valor de 200.000,00 euros à Caixa Geral de Depósitos, o imóvel devoluto sito no Largo do Paço, em Torres Novas, com a área total de 292 m2, antigas instalações principais daquela instituição bancária, anuncia a autarquia em nota de imprensa.
“Trata-se de um edifício com nobreza arquitectónica, estrategicamente localizado, cuja aquisição se enquadra na estratégia de reabilitação do centro histórico, tendo o município, ao longo dos últimos anos, apostado na regeneração de imóveis como o antigo hospital, a Central do Caldeirão, o prédio Alvarenga, a praça dos Claras, o Almonda Parque, entre outros”, argumenta a gestão socialista.

Existindo estabilidade financeira no município que permite eventuais aquisições de imóveis, diz a nota, e reconhecendo a importância deste edifício da Caixa Geral de Depósitos, em termos de riqueza patrimonial e potencial socioeconómico, “perspectiva-se a sua utilização para a instalação da STARTUP Torres Novas e CEPTON, atendendo ainda a que irão sair do edifício B do antigo hospital”.

João Quaresma: “Sobressai a falta de visão”
Temos consciência que os privados têm contribuído para a reabilitação de imóveis no centro histórico, apesar da reconhecida demora na aprovação dos projetos por parte do Departamento de Urbanismo, começa por dizer o vereador do PSD no executivo municipal, admitindo que também a câmara tem vindo a contribuir para algum rejuvenescimento do centro histórico no que concerne à reabilitação de fogos habitacionais, dando como exemplo a reabilitação de dois fogos habitacionais já em curso.
No entanto, João Quaresma entende que continua a existir falta de uma verdadeira estratégia de reabilitação que possa devolver vida à cidade e criar uma nova dinâmica no nosso centro histórico e que os 200 mil euros para a aquisição do imóvel da antiga Caixa Geral de Depósitos podiam ser empregues na compra de outros imóveis, entenda-se mais do que apenas um imóvel, situados no casco histórico da cidade. “Como desde há muito vimos afirmando, aproveitar o momento para rasgar esse centro histórico, demolindo e criando espaços abertos (meras praças por pequenas que sejam, ou zonas de estacionamento para moradores)”.
Ao invés, diz o vereador social-democrata, “o Partido Socialista apresenta-nos agora como solução a aquisição de um imóvel, construído em betão armado que pode ser remodelado para uma qualquer actividade comercial ou de serviços, mas que em nada tem a ver com reabilitação urbana, porque nem é daqueles que mais precisa”.
Acresce, conclui Quaresma, que a finalidade prevista como destino a dar ao imóvel poderia até ser encontrada num outro edifício, já propriedade do município, a poucos metros de distância deste que se propõe agora a comprar, a saber o antigo edifício onde se situou em tempos idos a “Galinha Gorda”. “O governo do município faz-se à vista curta. Sobressai a clara falta de visão a longo prazo, o que na verdade condiciona a ação da Câmara”. Para o vereador, em causa está apenas e só um negócio imobiliário, e o PSD não pode aceitar que a câmara municipal opere como se agente imobiliária fosse, “pois esse não é certamente o seu papel”.

BE: “Para o município não faz falta”
O BE começa por dizer que não esquece as decisões que a Câmara assumiu, como seja a ARU – Área de reabilitação Urbana Centro Histórico e ORU – Operação de Reabilitação Urbana e que não se pode andar constantemente a esquecer o que se decidiu e a não levar as decisões até ao fim. Na ARU afirma-se o seguinte, recorda o Bloco: “Num universo com 20,6 hectares (área aproximada), distribuída por 64 quarteirões, que inclui 726 prédios urbanos (incluindo vazios urbanos), contamos com aproximadamente 10% dos imóveis em ruína e 32% em mau estado de conservação. Em estado razoável temos 19% do edificado, 36% em bom estado e 3% em excelente estado”. Os dados são de 2017, mas não devem ser hoje substancialmente diferentes. Há casas que ruíram e algumas foram reabilitadas. “Em coerência deveríamos prosseguir o caminho de reabilitar e povoar o centro histórico da cidade como definido nesses documentos e sempre foi apregoado. E agora por maioria de razão, porque sabemos vão existir fundos públicos para a habitação”, disse a vereadora Graça Martins na reunião.
“É isto que o BE tem defendido - aposta na reabilitação do edificado para habitação e na valorização do espaço público no centro histórico com novos largos ou praças, plantação de árvores e pequenos jardins. O repovoamento do centro histórico da cidade é condição primeira para que este se revitalize e volte a ter vida. Sem pessoas a viver neste espaço pode estar comprometida a cidade tal como a conhecemos”.
O Bloco recorda que, a curto prazo e a fazer fé nos anúncios do PS, o Município vai dispor de um conjunto de equipamentos que proporcionarão uma vasta oferta do ponto de vista da cultura, do lazer, da educação, do associativismo, e de espaços inovadores para novas empresas funcionarem ou mesmo pessoas individualmente: o edifício do Caldeirão, o edifício dos Lourenços (comprado recentemente), os edifícios onde agora funcionam os serviços técnicos da câmara, a casa Maria Lamas e, inclusive o actual edifício da Câmara. E ainda o vazio do edifício da galinha gorda, propriedade municipal, que aguarda construção. “Não existe nenhuma necessidade de mais esta aquisição. Para o Município não faz falta”.

PSD: “Troca de favores”
Para além do seu vereador na câmara, a concelhia do PSD veio também a terreiro comentar o negócio: “O partido socialista pretende tapar o sol com a peneira aos torrejanos, tentando passar uma esponja pelos anos de total abandono do centro histórico. Infelizmente o estado em que o mesmo se encontra não apaga a triste realidade que se assiste”, começam por dizer os social-democratas.
“Para o PSD este negócio imobiliário não passa de uma troca de favores com a Caixa Geral de Depósitos, que depois de ter encerrado as suas instalações, nunca teve vontade de dinamizar a venda ou a promoção daquele imóvel”, dizendo o partido que com a utilização desta e de outras verbas e em consórcio com outros privados, “seria possível reabilitar verdadeiramente outras zonas com necessidades bem mais prementes, trabalhando ao mesmo tempo as condições para que uma loja âncora se instalasse nesse local, devolvendo ao centro histórico a vida que já teve noutros tempos”.

 

 

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