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Autárquicas: PSD e PS avançam com candidatos, Bloco e PCP ainda sem nomes, Rodrigues é incógnita

Sociedade  »  2021-04-08 

Vão ser as XIII eleições autárquicas depois do 25 de Abril. Os torrejanos elegeram até agora mais de oitenta vereadores para os 13 executivos municipais. Nesses eleitos que se sucederam durante 45 anos, as mulheres eleitas vereadoras não enchem uma mão. Nenhuma mulher foi presidente da Câmara em Torres Novas, ao contrário do que já aconteceu em Alcanena, Tomar, Abrantes ou Sardoal. Apenas uma foi presidente da Assembleia Municipal. Veremos se as litas partidárias que estão para surgir vêm trazer para a gestão vida pública a outra metade (mais de metade, aliás) da população.Veremos, também, se Torres Novas dá sinais de capacidade de uma certa mudança geracional, trazendo para a ribalta gente nova, novas ideias, outras energias.

Iniciamos aqui a abordagem mais atenta ao que vai passar-se nos próximos tempos. Simbolicamente, damos a palavra ao homem que primeiro se apresentou como candidato a uma autarquia do concelho.

A seis meses das eleições autárquicas, o JT quis fazer o ponto da situação junto das forças políticas do concelho. A coligação PSD/CDS aposta em Tiago Ferreira, o PS em Pedro Ferreira. Para já, é o que se sabe. António Rodrigues é ainda a dúvida que paira no cenário eleitoral torrejano.

 PSD: Tiago Ferreira lidera coligação

Conforme o JT informou em cima da hora, Tiago Ferreira foi o primeiro candidato à Câmara a confirmar a sua candidatura pela coligação PSD/CDS, logo no dia 3 de Março. O líder do PSD, Rui Rio, cumpriu o que tinha dito e apresentou então, a mais de seis meses das eleições autárquicas, quase oito dezenas de candidatos do PSD a outros tantos municípios, e entre eles estava Tiago Ferreira, que vai ser cabeça de lista social-democrata em Torres Novas.
Tiago Ferreira é actualmente líder da concelhia torrejana do PSD e vai liderar uma lista conjunta com o CDS, isto atendendo à estratégia traçada pelo PSD para todos o país, que assenta em parcerias eleitorais com os centristas. O candidato reitera que “é com muito orgulho e com grande sentido de responsabilidade” que vê o seu nome ser homologado pelo PSD nacional para ser candidato à Camara Municipal de Torres Novas e que “é sem dúvida um enorme desafio, resultado de um compromisso inequívoco com todos os Torrejanos e de um amor genuíno pela nossa terra”. Tiago Ferreira asssume que “o contexto actual não é favorável, mas com coragem, determinação e o apoio de uma equipa verdadeiramente motivada” conseguirá alcançar este desígnio para melhor servir a nossa comunidade.

A lista da coligação deverá incluir, para a Câmara, Gonçalo Reis, do CDS, enquanto para a assembleia nada está ainda definido, embora Tiago Ferreira já tenha opções para as freguesias: os social-democratas já contam com João Filipe dos Santos (Chancelaria), Ana Brites (União das freguesias de São Pedro, Lapas e Ribeira) e João Paulo Gomes (União das Freguesias de Santa Maria, Salvador e Santiago) para encabeçar as listas às assembleias de freguesia respectivas.

 PS: Pedro Ferreira pelo “tri”

 A concelhia de Torres Novas do Partido Socialista elegeu Pedro Ferreira por unanimidade, em 19 de Março, como o candidato cabeça-de-lista do Partido à Câmara Municipal. Quanto aos restantes nomes que integrarão a lista ainda nada foi decidido, disse Luís Silva ao JT. No que respeita à Assembleia Municipal, o líder da concelhia diz que também nada foi decidido.

E é seguro afirmar, como não podia deixar de ser, que o partido terá candidaturas em todas as freguesias, “que serão a seu tempo, devidamente comunicadas de forma oficial”. Luís Silva assegura que, “mais do que neste momento avançar com qualquer nome, fica a ambição do PS, de no mínimo conseguir um resultado idêntico ao de 2017, quando conseguiu vencer 9 das 10 freguesias do concelho.

As restrições práticas da campanha, que vão ser extensivas a todas as candidaturas, inviabilizando praticamente reuniões ou comícios em recintos fechados, vai merecer do PS uma atenção redobrada. “Esse é um problema que não terá seguramente uma gestão fácil. As eleições autárquicas fazem-se sobretudo de proximidade e de contacto directo com os eleitores, e os constrangimentos da pandemia vão colocar obstáculos sérios a todos os candidatos. Vamos acompanhar a evolução da situação sanitária com muita atenção e preocupação, podendo apenas afirmar a esta distância que seremos rigorosos no cumprimento de todas as regras e indicações que forem definidas pela DGS”.

Quanto à mensagem a passar ao eleitorado, Luís Silva adianta que as linhas programáticas e os conteúdos das várias candidaturas estão a ser discutidos e ultimados e que é extemporâneo abordar neste momento este ou aquele ponto sem o necessário enquadramento global. No entanto, o objetivo central do Partido Socialista nestas próximas eleições autárquicas não é diferente do que acontece em qualquer eleição. “Queremos fazer valer a força das nossas ideias e a competência dos nossos candidatos, que acreditamos serem os melhores e mais preparados, para podermos vencer uma vez mais as eleições e com isso melhor servir as populações”.

O dirigente socialista, sem pormenorizar, diz que o projecto do PS passará pela continuidade das obras e iniciativas que tem vindo a desenvolver, “sempre com o objetivo da melhoria da qualidade de vida dos torrejanos, no que respeita à melhoria das acessibilidades, equipamentos de saúde, educativos, desportivos, culturais e também ao nível da reabilitação, em especial do centro histórico”.

 Bloco sem novidades

O Bloco de Esquerda não tem ainda novidades a apresentar quanto às listas de candidatos à Câmara e à Assembleia Municipal, embora tudo leve a crer que Helena Pinto possa encabeçar, mais uma vez, a corrida à Câmara. “Não temos ainda nomes de candidatos ou candidatas para apresentar, o que será feito quando este trabalho estiver finalizado e após os aderentes do Bloco se pronunciarem”, diz a concelhia de Torres Novas.

O Bloco diz estar a trabalhar para concorrer a todos os órgãos autárquicos do concelho e que as listas do BE no concelho têm contado com um grande número de candidatos independentes. “Queremos aliar a continuidade do trabalho realizado à renovação sempre necessária na actividade política e queremos que nos façam chegar ideias, propostas e energia para tanto que há a fazer neste concelho”, dizem os bloquistas.

Quanto às restrições práticas da campanha, o BE faz votos para que o processo de vacinação esteja avançado e seja possível realizar uma campanha, embora com todos os cuidados, de contacto com a população, “entendendo ser muito importante o debate entre as várias forças políticas que se candidatarem e o confronto entre os projectos que apresentam”.

No que toca a opções políticas, o BE diz que não quer antecipar o programa que vai apresentar. “Prezamos muito os contributos da cidadania. A prática do BE nos últimos 4 anos evidencia que a resposta à crise social é uma das nossas prioridades, assim como a defesa do ambiente. A transparência nas decisões e nos procedimentos, como prática que previne a corrupção, é também um dos objectivos que deve fazer parte do nosso programa e sobretudo esperamos que faça parte da prática do município no próximo mandato”, conclui a estrutura local de Torres Novas do Bloco de esquerda.

PCP não adianta nada

Em resposta à solicitação do JT, igual para todos os partidos, a concelhia de Torres Novas da CDU limitou-se a dizer: “Informamos que o trabalho autárquico da CDU nunca confinou e enfrentará como tem enfrentado todas as condicionantes no estrito respeito pelas normas e orientações emanadas pela DGS, prosseguindo o nosso objetivo maior que é a defesa das populações, em todas as dimensões das suas vidas” e que oportunamente o partido  dará conhecimento à população em geral e à comunicação social as grandes linhas programáticas, “bem como o colectivo que pretende apresentar para as executar”.

Chega nada diz

O partido Chega foi contactado através da sua direcção nacional e posteriormente do líder concelhio, mas não fez chegar ao JT qualquer comunicação sobre o que lhe foi solicitado.

Rodrigues é incógnita

Do lado do movimento independente “P’ la Nossa Terra”, que em dado momento terá feito constar que iria avançar com uma candidatura independentemente de nela figurar ou não António Rodrigues, nada de concreto se soube nas últimas semanas. O antigo presidente da Câmara disse, há três meses, que não podia garantir que viria a ser candidato, mas também ainda não descartou publicamente essa possibilidade.

 

 

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