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Liliana Domingos, presidente do Teatro Meia Via: “Ninguém é feliz se deixar de lado uma coisa de que gosta muito”

Sociedade  »  2019-01-28 

 

 Liliana Domingos tem 39 anos, é natural da Meia Via e trabalha há 19 anos como operadora especializada, no “Recheio”. Aos 14, deu os primeiros passos numa das suas muitas paixões, a rádio, e três anos depois pisou um palco pela primeira vez, integrando o elenco de “O Despertar da Primavera”, uma peça de Frank Wedekind levada a cena pelo Teatro Meia Via. Não tinha grande talento, diz, mas peça atrás de peça foi ficando, até hoje, em palco ou atrás do pano. Faz em Fevereiro seis anos que assume o cargo de presidente do Teatro Meia Via. A segunda mulher a fazê-lo, depois de Elsa Oliveira.

 Com um olhar expressivo que enche uma sala e um sorriso que nos faz sentir em casa, Liliana Domingos encara a questão de diferenças de género com grande pragmatismo. Acha que esse é um tempo que já lá vai e que mais do que uma questão de guerra de sexos, o que conta é a forma de estar e comunicar: “Acho que felizmente as mentalidades já mudaram muito. No meu caso concreto, não notei qualquer entrave à minha presença como presidente do Teatro Meia Via. Talvez, também, porque sou uma pessoa muito comunicativa, muito espontânea e dou-me bem com toda a gente. Acho que isso é uma mais-valia. Ainda esta semana alguém me dizia que é-me muito fácil chegar às pessoas. Não acho que isso tenha a ver com o facto de ser mulher, antes com a forma de ser das pessoas. Mas ainda bem que as mentalidades mudaram. Se fosse há uns anos, isto não era possível. O facto de ser uma mulher era logo uma cruz”, admite Liliana.

Um alegado sexto sentido e uma sensibilidade feminina podem até dar uma ajuda: “Ter uma sensibilidade diferente pode abrir outras portas. Quer queiramos quer não, ocupe-se o cargo que se ocupar nestas associações, acho que é muito importante ter presente o seguinte: as pessoas são voluntárias. Se não tivermos uma forma assertiva de chegar às pessoas e às instituições com quem lidamos, se formos uma pessoa fechada, dificilmente conseguiremos alguma coisa. É importante ter este lado assertivo. Não quer que pareça que estou a fazer um auto-elogio, mas quem lidera pessoas, quem trabalha com pessoas, tem de ter presente que a forma de comunicar é importante”.

Em dezassete anos como associação, o Teatro Meia Via teve já, ou apenas – é tudo uma questão de perspectiva - duas mulheres como presidente.

Se o mundo está diferente no que se refere à integração das mulheres no mercado de trabalho, a realidade nem sempre é a mesma quanto ao papel que se espera de uma mulher em casa. E Liliana Domingos reconhece isso mesmo. Uma mulher para ser trabalhadora, mãe, dirigente associativa e ainda ter tempo para ser apenas mulher, precisa que quem a acompanha entenda isso: “Eu não tenho filhos, mas tenho uma vida, tenho uma casa, tenho o meu trabalho. Eu muitas das vezes saio do trabalho e não tenho tempo de ir a casa, porque tenho ensaios, reuniões, coisas para fazer. É preciso que a pessoa que está do lado de lá, neste caso a pessoa que está comigo, esteja presente neste tempo e tenha mentalidade aberta para perceber este meu lado. Ele não faz parte do teatro, não faz parte de nenhuma associação e depois tem uma mulher que durante semanas que não vai a casa a não ser para dormir, porque não tem tempo. É importante e complicado de gerir. Mas, quando se gosta de uma coisa, ninguém deve chegar ao ponto de se anular. As relações são importantes e a vida pessoal é muito importante, mas ninguém é feliz se deixar de lado uma coisa de que gosta muito. Eu não me imagino, activa como sou, a viver uma vida de casa-trabalho, trabalho-casa. Preciso desta dinâmica para me sentir realizada”.

A um mês das eleições para os corpos sociais do Teatro Meia Via, Liliana Domingos assume que, se não continuar como presidente, continuará, claro, a colaborar com o teatro. “As coisas têm timings e às vezes é preciso fazer pausas dos cargos que ocupamos e dar a oportunidade a outras pessoas de ver o que acontece dentro da associação”. Não sendo mulher para estar parada, vai já avisando: quem sabe se o próximo passo não será o regresso à rádio, que tanto a apaixona e onde colabora actualmente com a realização de anúncios publicitários.

Teatro Meia Via

Géneros à parte, o Teatro Meia Via está bem de saúde e em plena actividade, diz Liliana Domingos. A associação é composta por uma direcção permanente de 11 pessoas, mas ao todo estão envolvidos com o Teatro Meia Via entre 30 a 40 em simultâneo, dependendo do número de pessoas integradas na peça em cena.

A presença assídua da associação meiaviense na feira de época de Torres Novas, onde ocupa um papel de relevo na sua realização, tem contribuído também para essa saudável situação, a que se refere Liliana: “A nossa presença na feira tem sido uma forma de chegarmos a muita gente que por algum motivo não conhecia o nosso trabalho. Vão aparecendo pessoas para ver as nossas peças, que nos conheceram aqui, em Torres Novas. Fazemos também já a feira medieval da Asseiceira, resultante de um contacto feito precisamente na feira. E temos o caso da nova peça que estamos a preparar, cujo elenco é composto maioritariamente por pessoas que colaboram connosco na feira de época e querem experimentar, agora, o teatro de palco”.

O Teatro Meia Via mantém em cena a peça “Falar verdade, a mentir”, mas já se encontra a preparar uma nova encenação, que irá estrear em Março, integrado nas comemorações do Dia Mundial do Teatro. Trata-se da peça “Esta noite improvisa-se”, uma comédia de Luigi Pirandello, que conta com um elenco enorme, adianta Liliana Domingos. “É um risco que estamos a correr e tem tudo para correr bem”.

Inês Vidal

 

 

 

 

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