• SOCIEDADE-  • CULTURA  • DESPORTO  • OPINIÃO
  Quarta, 27 Outubro 2021    |      Directora: Inês Vidal    |      Estatuto Editorial    |      História do JT
   Pesquisar...
Sáb.
 22° / 17°
Céu muito nublado com chuva moderada
Sex.
 19° / 16°
Céu muito nublado com chuva moderada
Qui.
 24° / 10°
Céu nublado com chuva fraca
Torres Novas
Hoje  26° / 12°
Céu limpo
       #Alcanena    #Entroncamento    #Golega    #Barquinha    #Constancia 

Um apelo: PAREM!

Sociedade  »  2021-08-16 

Muitos torrejanos receberam com espanto, consternação, tristeza e revolta, o abastardamento paisagístico, estético e visual de várias ruas da cidade, visível naquilo que a gestão camarária da maioria socialista chama “ciclovia” e que na verdade não passa de um conjunto de deploráveis arabescos a conspurcar os arruamentos da cidade de Torres Novas da forma mais hedionda.

A obra, recorde-se, ascende a mais de 200 mil euros só nesta fase das pinturas do asfalto e outros trabalhos subsequentes, o que traduz, em primeiro lugar, uma total falta de respeito pelas prioridades no gasto dos dinheiros públicos. A “ciclovia” só por si, é de utilidade mais que discutível em Torres Novas, atendendo a vários factores, e nunca terá o uso que os “obreiros” deste empreendimento apregoam para justificar o gasto de centenas de milhares de euros. Mas nunca se julgou que a “obra” tivesse estes contornos.

Sejamos sinceros: a coisa não é materialmente uma ecopista, uma via específica e de determinadas características para uso de bicicletas: não passa de bonecada pintada no asfalto onde passam carros. Mais um embuste socialista, portanto. Imaginar aquele circo a invadir e percorrer as ruas do centro histórico da cidade é motivo suficiente para a fuga em massa dos torrejanos, por vergonha, rumando a sítios decentes como a Barquinha, Constância ou a Chamusca.

As reacções à “circovia”, como já lhe chamam, não se fizeram esperar no espaço público das chamadas redes sociais e nos testemunhos de indignação chegados a este jornal, algumas delas bastante negativas mesmo de gente próxima dos socialistas, que vêem com preocupação a deriva desta gestão socialista para uma gestão destrutiva e atentatória dos valores de Torres Novas, que em vários casos consegue destruir o que está feito pelo simples prazer de destruir.

Entre outros, foi o caso da destruição daquilo que era o belo rossio verde da cidade com a implantação de um parque de lazer que ninguém pediu nem se lembrou de pedir para o local, e que foi sediado num dos principais pontos de confluência do tráfego automóvel da cidade, com centenas ou milhares de carros de manhã à noite a despejarem a pior poluição que existe, aliada à elevada insolação nos meses mais propícios ao exercício físico, que num caso desaconselham qualquer prática desportiva naquele local e no outro a tornam impossível.

Ou o jardim municipal do castelo, autêntica pérola da cidade de Torres Novas que era elogiado dentro e fora de portas, destruído para ser transformado em terreiro de arraial três dias por ano e desprezado o resto do tempo.

Ou ainda a destruição do medieval porto da Bácora, acção mesquinha, traiçoeira e criminosa, porque é crime a destruição do património cultural que é herança da comunidade, preparando-se agora, a maioria socialista, para espatifar o singelo largo do Salvador, que não fez mal a ninguém tal como está e que se quer arrasar em mais um experimentalismo de fugir e cuja obra não é nenhuma prioridade.

Para nada disto a maioria socialista tinha mandato da população, porque a maioria de votos, como se sabe, não é alvará para aquilo que não se anunciou, como não é alvará para o que ultrapassa ou agride o bom senso, o razoável, os valores que são maiores que as circunstâncias e a loucura dos que, para nosso azar, se viram uma vez sentados na cadeira do poder.

Mas, infelizmente, esta maioria socialista que se arrasta no poder há quase 30 anos, tem um longo cadastro de “obras” que ajudaram, em certos casos, a tornar Torres Novas uma cidade pior, destruindo algo do bom que tinha e acrescentando o que de mais mau se poderia fazer e fez.

O crime urbanístico da destruição da linha de edificado da avenida, via nobre da cidade, com a construção de um mamarracho desnecessário a cair para o passeio, ele próprio a esconder e a apoucar o classificado edifício do antigo hospital, que se pretendia requalificar, e que a maioria socialista teima em chamar, por alcunha, “convento do carmo”, chamando estúpidos a 35 mil torrejanos;

A destruição das piscinas municipais, que podiam ter sido requalificadas com estruturas mínimas de apoio para o verão, roubando a Torres Novas uma das suas mais-valias, umas piscinas de verão próximas do rio e envolvidas pelo jardim, sem estruturas intrusivas do cenário; em vez de construírem o patusco barracão das piscinas de Inverno em local periférico e de bons e rápidos acessos, como em todo o lado se faz hoje, foram plantá-lo em cima do rio, quebrando a linha de paisagem e beleza da avenida.

A mudança do padrão dos heróis de Diu, uma herança do mais retrógado e ridículo episódio do colonialismo salazarista que à altura colocou todo o mundo livre contra país, para o centro da cidade, numa patética e anacrónica manobra de espalhar a confusão urbanística entre o velho sedimentado e o novo, que se queria rasgado para o futuro;

A destruição do campo de jogos agora chamado “José Torres”, com o seu emparedamento no vergonhoso muro que o afogou, em vez de uma bancada e estruturas de apoio, o que o impede de funcionar como verdadeira alternativa ao estádio para jogos oficiais;

A ocupação obsessiva das rotundas da cidade com lixo ornamental, desde os horríveis calhaus da rotunda da Maria Lamas até aos horrorosos bonecos da bola amarela, que pedem meças a realismo socialista de Ceaucesco no seu pior, preparando-se agora a maioria socialista para colocar a estátua de um santo numa das poucas rotunda decentes que existem, como se uma rotunda fosse o local mais apropriado para implantar estátuas, de santos ou de pecadores, e não estruturas para orientar o trânsito com o mínimo possível de impedimentos visuais e de factores de distracção;

São apenas exemplos de como esta gestão socialista há muito que derrapou para uma espécie de insanidade política que a impede de gerir a cidade de acordo com padrões compatíveis com a herança que recebeu e com o património que é de todos, e que nos levam, interpretando os sentimentos de muitos torrejanos, a pedir-lhe que, com humildade, pare um bocadinho. Só isso: pare!

A direcção editorial do Jornal Torrejano

 

 

 Outras notícias - Sociedade


O poder do povo - anabela santos »  2021-10-17 

Dia 26 de Setembro, dia de Eleições Autárquicas e o povo, exercendo um direito e a cidadania, sai à rua dirigindo-se às urnas para depositar, de acordo com a sua consciência, o voto nos candidatos que considera que melhor responderão às necessidades da sua freguesia e concelho.
(ler mais...)


Voto inútil - mariana varela »  2021-10-17 

Os resultados das eleições do passado dia 26 de Setembro, às quais se candidataram uma quantidade considerável de forças políticas, revelam que a maioria dos torrejanos escolheu, mais uma vez, ser representada pelo Partido Socialista (PS) nos órgãos autárquicos.
(ler mais...)


Deus santo misericordioso: faltava esta! »  2021-10-14 

Não, hoje não há palhaços. Tenham paciência. Todos os que enviam mails indignados a perguntar “se não denunciam isto”, “uma vergonha”, todos os que mandam mensagens, “é um escândalo”, todos os que dizem por trás e calam-se, “que isto é o fim”, "porque não fizeram o mesmo que na casa reconstruída ao pé da Câmara, esta palhaçada medonha dentro de uma sala para o efeito e não em cima do telhado", a todos esses ofendidos, indignados e humilhados, pessoas e instituições do ramo, a toda essa gente capaz de rasgar as vestes desde que ninguém veja, fica dito: não, hoje não há palhaços.
(ler mais...)


Torres Novas/Autárquicas: freguesias, PSD/CDS em segundo (correcção) »  2021-10-07 

Uma distração motivada pelo facto de, no portal do eleitor, os resultados globais do concelho para as assembleias de freguesia ter sido apresentado globalmente, colocando no mesmo saco “Grupos de Cidadãos” (GIFA, MPNT, etc) levou-nos ao erro: o movimento Pela Nossa Terra não teve mais votos que o PSD/CDS para as assembleias de freguesia, averbando 2555 votos contra os 3464 dos social-democratas e centristas.
(ler mais...)


Alcorochel: população na fila para o médico às 3 da manhã, médica atende sentada no passeio »  2021-10-06 

Após a aposentação, em Fevereiro, do médico que servia a população de Alcorochel e Parceiros da Igreja, a administração da saúde tem feito deslocar temporariamente uma médica, normalmente a Dr.
(ler mais...)


Torres Novas/Autárquicas: PS perde quase mil votos mas mantém maioria na Câmara – a análise e os resultados »  2021-10-03 

Eram 30 795 eleitores, só 17 375 foram às urnas. Votaram pelo PS 7 865 eleitores, votaram contra o PS 8 822 eleitores. Mas os 45% de votos nos socialistas deram-lhe 71% de lugares no executivo, regras do senhor Hondt. Na Assembleia Municipal, a oposição está em maioria, 11 contra 10 vogais do PS.
(ler mais...)


Torres Novas: PS mantém maioria absoluta na Câmara »  2021-09-26 

O eleitorado socialista não se partiu como seria de esperar, com a brecha aberta pelo Movimento Pela Nossa Terra, liderado pelo ex-presidente da Câmara, António Rodrigues, e deu a maioria absoluta ao PS, que elege pela terceira vez Pedro Ferreira como presidente da autarquia torrejana, mesmo perdendo cerca de 1 000 votos face a 2017.
(ler mais...)


Estrada do Doural: alcatrão já dá canas »  2021-09-21 

A polémica estrada rural do Doural, entre a Ribeira Ruiva e Lapas, que foi passada a alcatrão pelo presidente da Junta de São Pedro, Lapas e Ribeira contra todos os argumentos da oposição e apesar de se situar em zonas de REN e RAN, o que implicava autorização para a obra, continua a dar que falar, mas agora pelas melhores razões.
(ler mais...)


Cabeço do Soudo: “arraial sobre rodas” dia 18 »  2021-09-12 

 É já sábado que a povoação de Cabeço do Soudo realiza uma iniciativa peculiar: na impossibilidade prática de se fazer a festa como nos tempos de antes da pandemia, a opção terá a forma de uma arruada, a partir das 16 horas de sábado, com um veículo que iniciará uma viagem que percorrerá as aldeias de Rexaldia, Pena e Casal da Pena e terminará, exactamente, no Cabeço do Soudo.
(ler mais...)


Bateu no fundo: vereador do urbanismo promove empreendimento imobiliário »  2021-09-03 

Quando se pensava que já nada mais era possível, que a loucura política tinha ultrapassado todos os limites, a maioria socialista afunda-se na credibilidade e na idoneidade políticas em mais um escândalo de envergonhar qualquer plateia.
(ler mais...)

 Mais lidas - Sociedade (últimos 30 dias)
»  2021-10-06  Alcorochel: população na fila para o médico às 3 da manhã, médica atende sentada no passeio
»  2021-10-14  Deus santo misericordioso: faltava esta!
»  2021-10-03  Torres Novas/Autárquicas: PS perde quase mil votos mas mantém maioria na Câmara – a análise e os resultados
»  2021-10-07  Torres Novas/Autárquicas: freguesias, PSD/CDS em segundo (correcção)
»  2021-10-17  Voto inútil - mariana varela