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João Farinha Cordeiro: “Já fiz a minha parte, mas vou continuar por aqui”

Sociedade  »  2020-08-25 

Firma vai mudar de mãos depois de 80 anos na família

Depois de oitenta anos na posse da família, a firma João Farinha Cordeiro vai conhecer novos donos. A “marca”, uma das mais conhecidas e antigas de Torres Novas, continuará na estrada do Vale. João Farinha Cordeiro não fará despedidas porque vai continuar por aqui, junto dos amigos de sempre.

“Nasci praticamente numa loja de mercearia de família, nas Tufeiras, e com cinco ou seis anos comecei a vir para a oficina do meu pai, na rua da Levada, de modo que sempre me identifiquei muito com o comércio” – É assim que João Farinha Cordeiro recorda os tempos de infância e a influência que o pai teria no seu percurso.

João Lúcio Cordeiro era, no seu tempo, uma das pessoas mais conhecidas da vila de Torres Novas. Natural da Golegã, veio para Torres Novas por volta de 1940 trabalhar na oficina que já existia na rua da Levada, mas a sorte ditou-lhe o rumo: com um décimo da lotaria que lhe saiu, comprou a oficina ao patrão, senhor Fanha, da Meia Via. Corria o ano de 1942.

O pequeno João cirandava por ali, fez a escola primária na Casa Mogo, passou pelo colégio e depois pela Escola Industrial, antes de seguir para o Instituto Comercial de Lisboa, onde concluiu o curso de contabilidade.

Uns anos após o regresso da tropa, João Farinha Cordeiro ingressa na PRACEL como contabilista, um consórcio de distribuição de comércio alimentar sediado no Botequim, que fecharia portas em 1979. “Nessa altura, em 1973, podia ter dado outro rumo à minha vida académica e profissional, prosseguir até os estudos de contabilidade, mas era bem pago na PRACEL, era um excelente ordenado, e acabei por ficar por Torres Novas”.

Pelo meio, a construção civil e mais alguns negócios foram-lhe ocupando os dias e os anos, até 1980, quando o pai, já adoentado, quis deixar a oficina e lhe colocou a questão de continuar com o negócio. João Farinha Cordeiro fez a vontade ao pai João Lúcio, passou a assentar arraiais na Levada, até que há trinta anos se mudou para a estrada do Vale, local mais propício às características da empresa, que cresceu, firmou um nome e angariou uma grande carteira de clientes e amigos.

No momento do render da guarda, o filho de João Cordeiro não quis seguir a saga familiar e o destino só podia colocar a empresa noutras mãos, uma firma de Montalvo. “Já fiz a minha parte, mas tenho pena de deixar esta actividade. A casa vai continuar no mesmo sítio, com o mesmo pessoal, os mesmos artigos, a marca continua. É claro que vou sentir muito a falta dos clientes. Eram muitas pessoas que todos os dias entravam naquela casa e faziam-se amizades. Mas pronto, a vida é assim, agora vou ter mais tempo para viajar com a minha mulher”, diz o empresário.

Conhecido parceiro de uma tertúlia de amigos que se reúnem para alegres petiscadas, João Farinha Cordeiro diz que não vai fazer despedidas aos amigos (“só vou fazer uma festarola quando chegar aos 75 anos”), até porque vai continuar sempre por perto e, claro, na Praça 5 de Outubro, o sítio da cidade que mais adora. “Está bonita, esta praça, está-se aqui muito bem, gosto muito de aqui passar as tardes”.

João Farinha Cordeiro foi um observador atento da evolução de Torres Novas nestas últimas décadas. Considera que a cidade está mais bonita, criaram-se novos polos nas periferias, embora se tenha descurado a zona histórica. “Torres Novas perdeu a sua importância de grande centro industrial que era, mas o mundo evoluiu desta maneira, as economias locais sofreram com isso, tudo mudou e talvez não pudesse ter sido muito diferente do que foi”, conclui.

Mas João Farinha Cordeiro é um homem positivo, sempre afável, de bem com a vida e mantém uma atitude de esperança face ao futuro. Nesta hora de mudança, numa mesa da praça 5 de Outubro, a sua praça 5 de Outubro, vão passando amigos que o saúdam. E acaba-se esta conversa com João Farinha Cordeiro a recordar amigos e figuras torrejanas de outrora (“oh, tantas, o Dr. Alves Vieira, o dr. Visconde, tantos…”), para se deter em palavras de apreço para o seu grande amigo Vítor Pereira da Rosa, professor universitário radicado no Canadá mas visita frequente, e de lembrança para dois grandes amigos do pé da porta: “O meu querido amigo Joaquim Matias Pedro, e o João Espanhol, bons amigos, excelentes pessoas, gostava muito deles”. J.C.L.

 

 

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