Warning: file_get_contents(http://api.facebook.com/restserver.php?method=links.getStats&urls=jornaltorrejano.pt%2Fopiniao%2Fnoticia%2F%3Fn-1c16bbb5): failed to open stream: HTTP request failed! HTTP/1.1 404 Not Found in /htdocs/public/www/inc/inc_pagina_noticia.php on line 148
Jornal Torrejano
 • SOCIEDADE-  • CULTURA  • DESPORTO  • OPINIÃO
  Sábado, 08 Agosto 2026    •      Directora: Inês Vidal    •      Estatuto Editorial    •      História do JT
   Pesquisar...
Ter.
 34° / 17°
Períodos nublados
Seg.
 32° / 18°
Períodos nublados
Dom.
 32° / 19°
Períodos nublados
Torres Novas
Hoje  35° / 19°
Períodos nublados
       #Alcanena    #Entroncamento    #Golega    #Barquinha    #Constancia 

Um pouco mais de azul - josé ricardo costa

Opinião  »  2023-09-24  »  José Ricardo Costa

Há-de haver muito turista com dificuldade em perceber que certas cidades europeias, castelos, palácios, catedrais, aldeias históricas ou vistas panorâmicas, não foram projectadas por Júlios Vernes da arquitectura para serem parques de diversão do século XXI para os turistas fazerem selfies para o Instagram.

Em Toledo, Lisboa ou Porto, o turista atravessa o rio, chega à outra margem e diz: “Espectacular!” (adjectivo para o que dantes era belo ou bonito). Segundos depois, reflecte com os seus botões (que são agora os do telemóvel): “Quem terá sido o grande arquitecto que desenhou esta paisagem espectacular para eu poder estar agora de costas voltadas para ela enquanto faço trinta espectaculares selfies com trinta variações do mesmo sorriso?”. Mas pensa mal, o que não surpreende. À excepção de umas poucas que foram pensadas e construídas de raiz, as cidades são organismos vivos que se vão modificando ao longo do tempo e cuja razão de existir não é a beleza ou a espectacularidade, mas de natureza social, política e económica.

Não quer isto dizer que a beleza fosse excluída dos núcleos urbanos, embora hoje seja o que cada vez mais parece. Nada disso, e não é por acaso que o turista vai direitinho para os bonitos centros históricos em vez das avenidas de Roma que há em todas as cidades. Vai porque há ruas e praças bonitas, e se há ruas e praças bonitas é porque os edifícios são bonitos, e são bonitos porque foram feitos para serem bonitos.

Mas também há muita coisa bonita que não foi feita com essa intenção, como castelos, bairros, aldeias com casas de pedra ou caiadas. E a tal bela vista do outro lado do rio só foi possível graças não só a uma cidade que foi crescendo improvisadamente, mas também a elementos naturais como o relevo e um rio. Por muito bonito que o Entroncamento pudesse ter sido, seria impossível a partir da Meia Via ter o mesmo tipo de vista que se tem em Cacilhas, Gaia ou Toledo.

Embora haja cidades onde se tem a sensação de ser tudo feio, não há nenhuma no mundo onde seja tudo bonito, incluindo as tais que parecem parques de diversões onde nem faltam os ubíquos McDonald’s. O que há são cidades mais bonitas que outras, e o que faz serem mais bonitas ou feias é a uma questão de proporção entre esses dois polos. Daí que se uma cidade tiver muitas coisas bonitas, seja mais fácil varrer o que tem de feio para debaixo do tapete.

Quando alguém descobre que sou português e quer meter conversa por isso, se for jovem e com ar de bronco é bastante elevada a probabilidade de, como se fosse o Gonçalo Ramos ou o antigo Silva do Boavista após um golo, disparar logo com o Cristiano Ronaldo para me ferir a alma. Sendo mais velho, já é normal ouvir “Oh, Lisbon, what a wonderful city!”, ou como recentemente em Madrid, “Portugués? Ah, Fátima me encanta mucho!”, pondo-me a pensar que na próxima vez ainda passe por Torres Novas para ver as oliveiras dos pastorinhos. Não é por acaso que ao ouvir “Lisbon”, não é avenida de Roma, que não é bonita nem feia, o que me vem à cabeça, mas uma visão global de Lisboa que se fixou graças às suas muitas partes bonitas. Já o que encantará a senhora espanhola deve ser o que há de horrível em Fátima, o que significa quase tudo, salvando-se alguns restaurantes que justificam uma dolorosa penitência gastronómica à Isaltino Morais em que não pode faltar a rúcula, embora sem ser necessário comer de joelhos.

Pronto, esgotada a conversa mole, vamos ao que interessa: Torres Novas não é bonita nem feia. Tem coisas bonitas, infelizmente poucas, como o Castelo, a praça, a avenida, o rio, igrejas, algumas vistas, um ou outro edifício, e tem outras feias, mais do que seria desejável. Mas na maioria dos casos apenas igual a todos as outras terras, incluindo um Lidl, uma farmácia central e uma rua chamada 25 de Abril.

Se, como disse, uma cidade é um organismo em mutação, é sempre possível ir tornando-a mais bonita ou mais feia conforme a dinâmica que gere o peso de cada um desses dois polos. Daí ser justo louvar todo o trabalho de recuperação urbana entre a central do Caldeirão e a Rodoviária. No permanente e dramático duelo, neste caso entre o bonito e feio, desta vez ganhou o primeiro, e graças a isso Torres Novas ficou mais bonita, o que não é coisa pouca.

 

 

 

 

 

 

 Outras notícias - Opinião


A educação das massas »  2026-08-08  »  Acácio Gouveia

A esquerda tem uma explicação para a viragem à direita que tem assolado a Europa (e não só): a culpa é da governação da direita moderada que leva as massas, frustradas nas suas expectativas, a aderir ao discurso populista da extrema-direita.
(ler mais...)


Ajuste de contas, ou apenas eventuais dificuldades? »  2026-08-08  »  António Gomes

As justificações que o presidente da Câmara de Torres Novas tem apresentado para as dificuldades da governação local prendem-se, sobretudo, com a herança que encontrou.

“Estou a resolver casos com 20 anos e mais, se querem saber quais perguntem-me que eu digo.
(ler mais...)


Caderneta completa »  2026-08-08  »  Carlos Paiva

Torres Novas está prestes a completar a caderneta. Faltava o Mercadona, ele aí vem. Acontece sempre uma sensação de excitação e plenitude quando finalmente o cromo em falta se revela ao abrir a saqueta. Claro que a defesa do comércio tradicional, argumento de vendas em várias campanhas e discursos, foi defendido heroicamente.
(ler mais...)


Leituras de férias »  2026-08-08  »  Jorge Carreira Maia

Agosto, tempo de férias para muitos. Não tanto para mim, pois cheguei àquela fase da existência em que todos os tempos são de férias. Deixo, porém, algumas sugestões de leitura. Comecemos pela mais surpreendente.
(ler mais...)


É tempo de mudança »  2026-07-07  »  António Mário Santos

Algo que deveria fazer parte da agenda de quem quer seguir a carreira política: não descer ao facilitismo de promessas.

Muitas vezes, quando a inexperiência ainda não carreou o cimento necessário à estabilidade da actividade política, tenta-se acreditar que basta uma atitude mais assertiva para o que se encontra há muito emperrado ceder à pressão da urgência do desbloqueio, já que a sua manutenção, sem fim à vista, cria uma atitude de protesto e desagrado populacional, e gera um sem número de interrogações, onde os quem, os porquês, se misturam num diz-se diz-se dificilmente removíveis do desencanto público.
(ler mais...)


É só uma fase »  2026-07-07  »  Carlos Paiva

O ciclo de vida de uma área de negócio (empresa, departamento, produto) compreende cinco fases: desenvolvimento, crescimento, maturidade, declínio e extinção. Algures durante a fase de maturidade é onde se deve intervir, com o objectivo de evitar as duas fases seguintes.
(ler mais...)


Mundial de Futebol e Tour de França »  2026-07-07  »  Jorge Carreira Maia

Dois grandes acontecimentos desportivos: o Mundial de Futebol e o Tour de França, a começar dia 4. Não vou escrever sobre nenhum deles, nem sequer sobre o desempenho de Portugal, de que só conheço o da fase de grupos.
(ler mais...)


Rio Almonda: uma masturbação torrejana - joão carlos lopes »  2026-06-23 

É só uma questão de fazermos comparações: o que falta para aí é equipas de três ou quatro pessoas a fazer tarefas inúteis ou para encher pneus, e ninguém se sobressalta. Pessoas que não têm culpa nenhuma, é claro.
(ler mais...)


Julgam-se donos disto tudo »  2026-06-20  »  António Gomes

A luta que as populações travam contra a localização da fábrica de biometano em Árgea, ou noutras localidades de Portugal ou mesmo da Europa, é uma luta justa.

É uma luta em defesa da sua vida em comunidade, pela sua segurança, pelo seu futuro, pela sua qualidade de vida, pela sua saúde.
(ler mais...)


Seis meses já dão para refletir se há ou não mudança? »  2026-06-20  »  António Mário Santos

Tenho, no ano que corre, seguido com a maior atenção as sessões públicas, quer do executivo camarário, quer da Assembleia Municipal, algo que nunca fiz nas duas últimas décadas. A maioria absoluta do Partido Socialista, no município, criara uma mentalidade de arrogância autoritária, geradora, por um lado, dum distanciamento entre governantes e governados, e, por outro, na formação duma coorte de lambebotismo acéfalo, cujos interesses próprios ou familiares assentavam na oportunidade de emprego nos quadros do pessoal municipal, nas bem aventuranças de subsídios, na aprovação de projectos de obras nunca bem clarificados, em festas e publicidade a esmo, num despesismo rotineiro não fiscalizado, que deixava um rasto de dúvidas sobre a legalidade de muitos actos de gestão.
(ler mais...)

 Mais lidas - Opinião (últimos 30 dias)
»  2026-08-08  »  Acácio Gouveia A educação das massas
»  2026-08-08  »  António Gomes Ajuste de contas, ou apenas eventuais dificuldades?
»  2026-08-08  »  Carlos Paiva Caderneta completa
»  2026-08-08  »  Jorge Carreira Maia Leituras de férias