Constituição. A Constituição portuguesa faz cinquenta anos. Tem marcas da época, isto é, do processo de ruptura com o regime autoritário do Estado Novo e da intensa luta política que se seguiu. Durante todo este tempo, a Constituição, com as respectivas revisões, suportou tanto governos à direita como à esquerda. Mostrou-se como um documento de compromis... (ler mais...)
Provocou alarido a investigação do Público sobre a presença, em espaço escolar, de influenciadores tidos como pouco recomendáveis. Foram detectados 80 casos. Discutiu-se o papel dos directores, mas também do Ministério da Educação, no controlo das entradas nas escolas. Essa discussão, porém, oculta as raízes profundas que levam os alunos a convidar este ... (ler mais...)
O Chanceler Alemão, Friedrich Merz, declarou que “A Europa regressou de umas férias da História”. Sublinhou que a ordem internacional, vinda com o fim da segunda guerra mundial, acabou. Voltar à História é uma péssima notícia. Não se trata, neste regresso, de uma valorização académica dos estudos sobre o passado, mas uma reentrada nos campos de bata... (ler mais...)
As eleições de domingo, apesar de faltar ainda uma volta, têm vencedores e derrotados claros. Vencedores:
António José Seguro. A sua vitória e votação, bem acima do expectável, tem um único protagonista: ele mesmo. Não teve apoio da esquerda, o próprio partido mal o aceitou, havendo muitos socialistas – militantes e eleitores – que se deixara... (ler mais...)
Olhemos para as eleições presidenciais. Mais especificamente, para as esquerdas e os seus candidatos, para comentar a estratégia de hara-kiri em que essas esquerdas parecem ser especialistas. Suicidar-se com honra, como velhos samurais caídos em desgraça perante o seu senhor. A única candidatura de esquerda que tem algumas hipóteses de passar à segunda volta – talvez de ganhar &ndas... (ler mais...)
Não foram os sindicatos, tanto os da UGT como os da CGTP, acusados, pelo governo, de estarem, com a greve-geral de dia 11, a fazer o jogo dos partidos de esquerda? E não foram os sindicatos os vencedores, pela forma como tornaram visível o perigo para os trabalhadores que as propostas do governo representavam? Foram. Não são esses sindicatos, maioritariamente, influenciados pelos partidos de esquerda? S&atild... (ler mais...)
As próximas eleições presidenciais vão medir o grau de ressentimento político dos portugueses. Em teoria, há quatro candidatos que podem aspirar a passar à segunda volta. Para usar uma classificação de um amigo, temos duas rainhas de Inglaterra (Marques Mendes e António José Seguro) e dois caudilhos (Gouveia e Melo e André Ventura). A métrica seria... (ler mais...)
Como em todas as literaturas, também na portuguesa existe um cânone. No romance, Camilo Castelo Branco, Eça de Queirós, Agustina Bessa-Luís ou José Saramago pertencem, de forma permanente, ao cânone. Outras entrarão e sairão dele em conformidade com os humores do dia. E há aqueles que parecem excluídos para sempre desse cânone. Como o escritor alentejano Manuel Ri... (ler mais...)
Trincão Marques. O PS perdeu 1533 votos (diminui 7,7%) e dois vereadores. Uma vitória risível, quase uma derrota de Trincão Marques? Pelo contrário. A candidatura socialista tinha contra si 3 factores importantes: 1. 32 anos de governação socialista cansam até o mais paciente dos munícipes; 2. Havia, no concelho, um descontentamento significativo com a governa&cced... (ler mais...)
Corre como se fosse uma maldição chinesa, mas é duvidosa a origem. Diz o seguinte: “Que vivas tempos interessantes!”. Ora, não apenas os tempos são interessantes, como muitos de nós os vivem como uma maldição. De onde vem o interesse e de onde chega a maldição? Os tempos são interessantes porque toda uma configuração de valores e modos de viv... (ler mais...)
As democracias vivem do desacordo e do conflito entre perspectivas e interesses políticos divergentes. Contudo, esses desacordos e conflitos estão enraizados numa linguagem comum que permite que os projectos políticos sejam julgados pelo voto popular, sem isso representar um problema para quem defende projectos derrotados, nem dar um acréscimo de poder e de legitimidade – para além do que está na... (ler mais...)
A crise que atinge, neste momento, a esquerda na sua globalidade, e que se manifesta, no caso português, em ter deixado de contar para qualquer revisão constitucional, não é um problema conjuntural, mas tem todas as características de ser uma doença estrutural. Não se trata de uma fatia de eleitores, não particularmente numerosa, que oscila entre o centro-direita e o centro-esquerda e que,... (ler mais...)
Julgo que ainda não se compreendeu bem o significado das últimas eleições legislativas. Elas podem representar – ou representam, efectivamente – um corte com o 25 de Abril de 1974 e com os equilíbrios constitucionais que vigoraram nos últimos cinquenta anos. Esses equilíbrios fundavam-se numa aliança – por norma, tácita – entre o centro-esquerda, representad... (ler mais...)
Numa newsletter do Público, João Pedro Pereira traz-nos um caso sobre o desenvolvimento do capitalismo. Trata-se da Anthropic, uma promissora start-up de Inteligência Artificial (IA), fundada pelos irmãos Dario e Daniela Amodei. Não há um ano, Dario Amodei, o CEO da empresa, publicou um ensaio afirmando que a IA pode transformar o mundo para melhor, defendendo as democracias e os Direitos... (ler mais...)
Um estudo, proveniente do Observatório de Segurança e Defesa da SEDES, mostra que a criminalidade desceu em Portugal nos últimos 25 anos. Contudo, a percepção de insegurança cresceu bastante. Um dos factores que desencadeia essa falsa percepção é a atenção mediática dada ao fenómeno do crime. A forma como jornais, rádios e televis&o... (ler mais...)
Em 2012, o psicólogo social Jonathan Haidt publicou a obra A Mente Justa: Porque as Pessoas Boas não se Entendem sobre Política e Religião. Esta obra é fundamental porque nos ajuda a compreender um dos dramas que assolam os países ocidentais, cujas democracias se estruturam, ainda hoje, pela dicotomia esquerda–direita. Haidt defende que as opções pela esquerda e pela ... (ler mais...)
Imagino que as últimas eleições terão sido oportunidade para belos e significativos encontros. Não é difícil pensar, sem ficar fora da verdade, que, em muitas empresas, patrões e empregados terão ambos votado no Chega. Uns, os empregados, porque ganham pouco e trabalham muito, outros, os empregadores, porque os colaboradores (como agora se diz), devido aos sindicatos, à esqu... (ler mais...)
Agora que nos estamos a aproximar, no calendário católico, da Páscoa, talvez valha a pena meditar nos versículos 36, 37 e 38, do Capítulo 18, do Evangelho de João. Depois de entregue a Pôncio Pilatos, Jesus respondeu à pergunta deste: Que fizeste? Dito de outro modo: de que és culpado? Ora, a resposta de Jesus é surpreendente: «O meu reino não é deste mund... (ler mais...)
Coloquemos a questão: O que se está a passar no mundo? Factualmente, temos, para além da tragédia do Médio Oriente, a invasão russa da Ucrânia, o sólido crescimento internacional do poder chinês, o fenómeno Donald Trump e a periclitante saúde das democracias europeias. Por detrás destes eventos, manifesta-se, no campo Ocidental, um conflito ideológico e po... (ler mais...)
O milagre – a eventual vitória de Kamala Harris nas eleições norte-americanas – esteve longe, muito longe, de acontecer. Os americanos escolheram em consciência e disseram claramente o que queriam. Não votaram enganados ou iludidos; escolheram o pior porque queriam o pior. Votaram em Trump pelos seus vícios e defeitos, que são os vícios e os defeitos dos eleitores. Rejeitaram H... (ler mais...)
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