A Fabrióleo ainda por aí anda - antónio gomes
Opinião
» 2023-10-08
» António Gomes
Faleceram recentemente duas pessoas, nossos vizinhos, que viviam no Carreiro da Areia. Lamentamos a sua morte.
Foram presença assídua na luta que as populações travaram para pôr fim ao inferno em que viveram anos e anos proporcionado por uma empresa que entendia que toda a aldeia era sua propriedade.
Assistiram ao encerramento da fábrica, resultado da sua luta.
Infelizmente, não viram o fim do processo – a descontaminação dos terrenos, a retirada completa de todos os resíduos perigosos naquelas lagoas e na ETAR, que ainda lá está, com os metais derretidos pelos ácidos… foi este ar que as pessoas respiraram anos e anos a fio.
A D. Maria Luísa era a vizinha mais próxima. Lamento profundamente o seu desaparecimento, mas o seu exemplo fica, a sua humildade, a sua serenidade e a sua coragem levaram-na a enfrentar o monstro, levaram-na a marcar presença assídua na Câmara Municipal e a questionar e a exigir do presidente uma atitude clara e inequívoca pela resolução do problema.
Faleceram de cancro, aliás como tem vindo a acontecer a várias outras pessoas há algum tempo a esta parte, sempre o mesmo diagnóstico. Há outros habitantes doentes. Nada está provado, nada se pode afirmar sobre a causa/efeito entre a presença da fábrica e a doença, é verdade.
Mas pode-se e deve-se estudar esta situação, o que se conhece chega para isso. As pessoas que ali vivem e de outras localidades próximas, têm direito a toda a informação, têm direito a que as instituições, sejam de saúde, judiciais, ou mesmo o poder autárquico se preocupem e façam o devido para perceber o que se passa. Uma investigação clara e rigorosa que despiste qualquer desconfiança sobre as causas do falecimento de muitos dos seus conterrâneos e do estado de saúde de outros.
O processo sobre os atentados da Fabrióleo à saúde e ao ambiente vai ter um fim, mas só o esclarecimento total de tudo, inclusive sobre a saúde, dará descanso a toda uma comunidade. Entretanto, não esqueceremos ninguém.
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A Fabrióleo ainda por aí anda - antónio gomes
Opinião
» 2023-10-08
» António Gomes
Faleceram recentemente duas pessoas, nossos vizinhos, que viviam no Carreiro da Areia. Lamentamos a sua morte.
Foram presença assídua na luta que as populações travaram para pôr fim ao inferno em que viveram anos e anos proporcionado por uma empresa que entendia que toda a aldeia era sua propriedade.
Assistiram ao encerramento da fábrica, resultado da sua luta.
Infelizmente, não viram o fim do processo – a descontaminação dos terrenos, a retirada completa de todos os resíduos perigosos naquelas lagoas e na ETAR, que ainda lá está, com os metais derretidos pelos ácidos… foi este ar que as pessoas respiraram anos e anos a fio.
A D. Maria Luísa era a vizinha mais próxima. Lamento profundamente o seu desaparecimento, mas o seu exemplo fica, a sua humildade, a sua serenidade e a sua coragem levaram-na a enfrentar o monstro, levaram-na a marcar presença assídua na Câmara Municipal e a questionar e a exigir do presidente uma atitude clara e inequívoca pela resolução do problema.
Faleceram de cancro, aliás como tem vindo a acontecer a várias outras pessoas há algum tempo a esta parte, sempre o mesmo diagnóstico. Há outros habitantes doentes. Nada está provado, nada se pode afirmar sobre a causa/efeito entre a presença da fábrica e a doença, é verdade.
Mas pode-se e deve-se estudar esta situação, o que se conhece chega para isso. As pessoas que ali vivem e de outras localidades próximas, têm direito a toda a informação, têm direito a que as instituições, sejam de saúde, judiciais, ou mesmo o poder autárquico se preocupem e façam o devido para perceber o que se passa. Uma investigação clara e rigorosa que despiste qualquer desconfiança sobre as causas do falecimento de muitos dos seus conterrâneos e do estado de saúde de outros.
O processo sobre os atentados da Fabrióleo à saúde e ao ambiente vai ter um fim, mas só o esclarecimento total de tudo, inclusive sobre a saúde, dará descanso a toda uma comunidade. Entretanto, não esqueceremos ninguém.
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A educação das massas
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Ajuste de contas, ou apenas eventuais dificuldades?
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As justificações que o presidente da Câmara de Torres Novas tem apresentado para as dificuldades da governação local prendem-se, sobretudo, com a herança que encontrou. “Estou a resolver casos com 20 anos e mais, se querem saber quais perguntem-me que eu digo. |
Caderneta completa
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Torres Novas está prestes a completar a caderneta. Faltava o Mercadona, ele aí vem. Acontece sempre uma sensação de excitação e plenitude quando finalmente o cromo em falta se revela ao abrir a saqueta. Claro que a defesa do comércio tradicional, argumento de vendas em várias campanhas e discursos, foi defendido heroicamente. |
Leituras de férias
» 2026-08-08
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Agosto, tempo de férias para muitos. Não tanto para mim, pois cheguei àquela fase da existência em que todos os tempos são de férias. Deixo, porém, algumas sugestões de leitura. Comecemos pela mais surpreendente. |
É tempo de mudança
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Algo que deveria fazer parte da agenda de quem quer seguir a carreira política: não descer ao facilitismo de promessas. Muitas vezes, quando a inexperiência ainda não carreou o cimento necessário à estabilidade da actividade política, tenta-se acreditar que basta uma atitude mais assertiva para o que se encontra há muito emperrado ceder à pressão da urgência do desbloqueio, já que a sua manutenção, sem fim à vista, cria uma atitude de protesto e desagrado populacional, e gera um sem número de interrogações, onde os quem, os porquês, se misturam num diz-se diz-se dificilmente removíveis do desencanto público. |
É só uma fase
» 2026-07-07
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O ciclo de vida de uma área de negócio (empresa, departamento, produto) compreende cinco fases: desenvolvimento, crescimento, maturidade, declínio e extinção. Algures durante a fase de maturidade é onde se deve intervir, com o objectivo de evitar as duas fases seguintes. |
Mundial de Futebol e Tour de França
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» Jorge Carreira Maia
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Rio Almonda: uma masturbação torrejana - joão carlos lopes
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É só uma questão de fazermos comparações: o que falta para aí é equipas de três ou quatro pessoas a fazer tarefas inúteis ou para encher pneus, e ninguém se sobressalta. Pessoas que não têm culpa nenhuma, é claro. |
Julgam-se donos disto tudo
» 2026-06-20
» António Gomes
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» 2026-08-12
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