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Haja fé

Opinião  »  2018-12-19  »  Anabela Santos

"Que este amanhã, o ano de 2019, seja repleto de coisas boas para todos nó"

Assim, em pouco mais de um abrir e fechar de olhos, estamos, de novo, em Dezembro. Mês de festa, de família, de celebrar o aniversário de Jesus Cristo, presépio, árvore de Natal, luzes, música, afetos, união e solidariedade. Mês comprido, intenso, amado, odiado e cheio de simbologia.

É o décimo segundo, o último do ano, o que nos leva a pensar num final e num recomeço. Este é o momento de fazer o balanço dos últimos trezentos e sessenta dias vividos com mais ou menos intensidade. É o momento do passado, presente e o amanhã. É, não sei se é, dizem que sim.

Na realidade, nem que seja por um breve momento, todos nós nos questionamos sobre o que foi e o que poderia ter sido o ano que passou. O que fizemos, o que aproveitámos, onde errámos, o que deveríamos ter feito, o que mudou e o que não mudou mas deveria ter mudado. Afinal, rever o passado facilita entender o presente e ajuda a idealizar o futuro.

O ser humano não perde este hábito: esperar o final do ano para analisar os seus atos, as suas opções e pensar na mudança. Na minha opinião, não há um momento próprio para fazer um contrato com uma nova vida. Ilusão!

Fazemos promessas de melhorar hábitos e transformar atitudes. Tudo será diferente, o novo ano será perfeito. Puro engano. Não se pense que a vida será um mar de rosas só porque se melhoram hábitos e se alteram atitudes. A vida será um mar de conhecimentos, oportunidades, aprendizagens, alegria, frustração, desilusão, ou seja, mais do mesmo com algumas alterações.

No entanto, haja fé! Não falo da fé cristã, apesar de ela também poder guiar a nossa vida. Falo em confiança, em acreditar que as nossas opções nos tornarão seres humanos melhores.

Grande erro é só termos esta atitude, e não estou a generalizar, no final do ano. Mudar não tem de ser em Dezembro. Vamos ser mais solidários em Fevereiro, mais generosos em Maio, abandonar planos que correram mal em Junho, correr atrás de um sonho em Julho, amar muito em Agosto, pensar no desgosto em Setembro, criticar em Outubro e celebrar em Dezembro.

Utilizemos o livre arbítrio sempre, quando quisermos, quando pudermos. O momento é agora, não é quando soam as doze badaladas. Todo o ano passado, presente e o amanhã.

Que este amanhã, o ano de 2019, seja repleto de coisas boas para todos nós. Só temos de acreditar. Haja fé!

 

 

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