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O governo e os professores

Opinião  »  2018-06-07  »  Jorge Carreira Maia

"O governo, ao optar pela intransigência, acordou de imediato na memória de muitos professores os tempos de Sócrates e de Lurdes Rodrigues. "

O que terá levado o ministro da Educação a afirmar que, perante a posição dos sindicatos, o governo, que tinha prometido recuperar quase três anos do tempo em que as carreiras dos professores estiveram congeladas, não contará qualquer tempo para a progressão docente? O ministro pode achar que é uma estratégia brilhante para enfrentar os sindicatos, mas não percebeu como ela é humilhante para os professores, que se sentem tratados como crianças que são castigadas por um ministro a quem, na verdade, não reconhecem qualquer autoridade política ou educativa. Como professor, não vou aqui advogar em causa própria. O assunto é complexo e ambas as partes possuem razões que devem ser ponderadas com sensatez e serenidade. O que me interessa é o aspecto político.

O governo, ao optar pela intransigência, acordou de imediato na memória de muitos professores os tempos de Sócrates e de Lurdes Rodrigues. Isto é o pior que pode acontecer para qualquer governo. A maioria absoluta de Sócrates desfez-se com as peripécias de Lurdes Rodrigues. Quando Passos Coelho chegou ao governo, a sua maioria foi conquistada com um apoio inesperado e inusitado dos professores. As pessoas não se lembram já, mas o fim dessa maioria começou num duro conflito entre o ministro Crato e os professores. Estes que tinham dado o seu apoio ao PSD numas eleições retiraram-no nas seguintes. Assim como Sócrates e Lurdes Rodrigues, também Crato e Passos Coelho desapareceram do panorama político. Esse desaparecimento não se deve aos conflitos com os professores, mas foi neles que as maiorias políticas se começaram a desagregar. O conflito com os professores funciona como uma espécie de profecia do fim.

Não compreendo como António Costa não percebe no que se está a meter com este tipo de provocação. Se ele pensa que se vai poder gloriar como uma certa ministra que proclamava que tinha perdido os professores mas ganho a população, então não percebeu nada da realidade. Apesar da redução drástica do número de docentes, o professorado é um corpo profissional enorme e com uma presença capilar na sociedade portuguesa. Um corpo cansado de ser vexado desde 2005, um corpo profissional que, a continuar a ser tratado como o foi pelo actual ministro, não hesitará em contribuir para enviar António Costa para o limbo político onde residem os seus antecessores. Repito, há razões dos dois lados que merecem ser ponderadas, mas tratar os professores como o fez Brandão Rodrigues pode ter um preço político incalculável para António Costa.

 

 

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