DERROTAR (DE NOVO) HYNKEL - josé mota pereira
Opinião
» 2024-01-09
» José Mota Pereira
Em 1977 o dia de Natal ficou marcado pelo desaparecimento físico de Charles Chaplin, actor e realizador, que no cinema criou o inesquecível Charlot.
A História regista que alguns anos antes, no final de 1973 (fez agora 50 anos) o Cineclube de Torres Novas realizou uma exposição sobre a vida e a obra do cineasta, merecendo realce o postal que o próprio Charles Chaplin enviou para o torrejano José Ribeiro Sineiro. Dessa exposição fica para a história o registo das imagens da RTP que a estação disponibiliza no seu arquivo on line. 1
Hoje, pouco se fala de Charles Chaplin. Estranhamente (ou talvez por isso), porque filmes como “Tempos Modernos”, “Luzes da Ribalta” ou “O Grande Ditador” são hinos intemporais da humanidade e as questões abordadas estão muito longe, de se confinar aos longínquos anos da vida de Charles Chaplin. Infelizmente na segunda década do século XXI os filmes de Charles Chaplin estão “convenientemente” guardados nas prateleiras esquecidas do fundo dos arquivos. Ainda mal.
Para quem conhece a obra de Chaplin, por pouco que seja, é quase impossível que em reflexo com a atualidade não se transporte para a história de “O Grande Ditador”. O filme conta a história de um pobre barbeiro judeu que após ser preso e perseguido, toma o lugar do paranoico ditador Adenoid Hynkel (uma sátira notável a Hitler) para proferir no final do filme, um manifesto pela paz e pela liberdade. O filme “O Grande Ditador” é de 1940, foi filmado em segredo, quando a Europa e o Mundo viviam sob o manto de uma Guerra Mundial promovida pelo Nazismo e pelo Fascismo.
Lembramos “O Grande Ditador” porque a memória viva é uma das estacas da liberdade. Aqueles que a destroem sabem-no. As ameaças de hoje à paz e à liberdade não são manifestamente exageradas. São tantos os sinais dessa nuvem que está a engrossar, que um dia ela há-de mesmo desfazer-se sobre nós numa grande tempestade.
Se fosse possível fazer em 2023/2024 um remake de “O Grande Ditador”, por certo que Adenoid Hynkel não teria um bigode ridículo nem traria farda militar. O moderno Hynkel vestiria fatos de corte elegante e os discursos empolgantes na rádio seriam substituídos por “lives” no youtube, prometendo aos jovens o regresso da ordem como nos bons velhos tempos que nunca existiram. Percebe-se que, como no filme de Chaplin em 1940, seria difícil distinguir a realidade da ficção.
Os tempos sombrios de agora não estão para experiências e aventuras. A todos se exige compromisso. A desumanidade organizada pode, deve e tem que ser derrotada. Nem que seja sorrindo, aquele sorriso único, que Chaplin nos deu na crítica ao capitalismo e no combate ao fascismo e ao nazismo. As forças da desumanidade não suportam, nunca suportaram, sorrisos.
1 https://arquivos.rtp.pt/conteudos/exposicao-sobre-charles-chaplin/
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DERROTAR (DE NOVO) HYNKEL - josé mota pereira
Opinião
» 2024-01-09
» José Mota Pereira
Em 1977 o dia de Natal ficou marcado pelo desaparecimento físico de Charles Chaplin, actor e realizador, que no cinema criou o inesquecível Charlot.
A História regista que alguns anos antes, no final de 1973 (fez agora 50 anos) o Cineclube de Torres Novas realizou uma exposição sobre a vida e a obra do cineasta, merecendo realce o postal que o próprio Charles Chaplin enviou para o torrejano José Ribeiro Sineiro. Dessa exposição fica para a história o registo das imagens da RTP que a estação disponibiliza no seu arquivo on line. 1
Hoje, pouco se fala de Charles Chaplin. Estranhamente (ou talvez por isso), porque filmes como “Tempos Modernos”, “Luzes da Ribalta” ou “O Grande Ditador” são hinos intemporais da humanidade e as questões abordadas estão muito longe, de se confinar aos longínquos anos da vida de Charles Chaplin. Infelizmente na segunda década do século XXI os filmes de Charles Chaplin estão “convenientemente” guardados nas prateleiras esquecidas do fundo dos arquivos. Ainda mal.
Para quem conhece a obra de Chaplin, por pouco que seja, é quase impossível que em reflexo com a atualidade não se transporte para a história de “O Grande Ditador”. O filme conta a história de um pobre barbeiro judeu que após ser preso e perseguido, toma o lugar do paranoico ditador Adenoid Hynkel (uma sátira notável a Hitler) para proferir no final do filme, um manifesto pela paz e pela liberdade. O filme “O Grande Ditador” é de 1940, foi filmado em segredo, quando a Europa e o Mundo viviam sob o manto de uma Guerra Mundial promovida pelo Nazismo e pelo Fascismo.
Lembramos “O Grande Ditador” porque a memória viva é uma das estacas da liberdade. Aqueles que a destroem sabem-no. As ameaças de hoje à paz e à liberdade não são manifestamente exageradas. São tantos os sinais dessa nuvem que está a engrossar, que um dia ela há-de mesmo desfazer-se sobre nós numa grande tempestade.
Se fosse possível fazer em 2023/2024 um remake de “O Grande Ditador”, por certo que Adenoid Hynkel não teria um bigode ridículo nem traria farda militar. O moderno Hynkel vestiria fatos de corte elegante e os discursos empolgantes na rádio seriam substituídos por “lives” no youtube, prometendo aos jovens o regresso da ordem como nos bons velhos tempos que nunca existiram. Percebe-se que, como no filme de Chaplin em 1940, seria difícil distinguir a realidade da ficção.
Os tempos sombrios de agora não estão para experiências e aventuras. A todos se exige compromisso. A desumanidade organizada pode, deve e tem que ser derrotada. Nem que seja sorrindo, aquele sorriso único, que Chaplin nos deu na crítica ao capitalismo e no combate ao fascismo e ao nazismo. As forças da desumanidade não suportam, nunca suportaram, sorrisos.
1 https://arquivos.rtp.pt/conteudos/exposicao-sobre-charles-chaplin/
É tempo de mudança
» 2026-07-07
» António Mário Santos
Algo que deveria fazer parte da agenda de quem quer seguir a carreira política: não descer ao facilitismo de promessas. Muitas vezes, quando a inexperiência ainda não carreou o cimento necessário à estabilidade da actividade política, tenta-se acreditar que basta uma atitude mais assertiva para o que se encontra há muito emperrado ceder à pressão da urgência do desbloqueio, já que a sua manutenção, sem fim à vista, cria uma atitude de protesto e desagrado populacional, e gera um sem número de interrogações, onde os quem, os porquês, se misturam num diz-se diz-se dificilmente removíveis do desencanto público. |
É só uma fase
» 2026-07-07
O ciclo de vida de uma área de negócio (empresa, departamento, produto) compreende cinco fases: desenvolvimento, crescimento, maturidade, declínio e extinção. Algures durante a fase de maturidade é onde se deve intervir, com o objectivo de evitar as duas fases seguintes. |
Mundial de Futebol e Tour de França
» 2026-07-07
» Jorge Carreira Maia
Dois grandes acontecimentos desportivos: o Mundial de Futebol e o Tour de França, a começar dia 4. Não vou escrever sobre nenhum deles, nem sequer sobre o desempenho de Portugal, de que só conheço o da fase de grupos. |
Rio Almonda: uma masturbação torrejana - joão carlos lopes
» 2026-06-23
É só uma questão de fazermos comparações: o que falta para aí é equipas de três ou quatro pessoas a fazer tarefas inúteis ou para encher pneus, e ninguém se sobressalta. Pessoas que não têm culpa nenhuma, é claro. |
Julgam-se donos disto tudo
» 2026-06-20
» António Gomes
A luta que as populações travam contra a localização da fábrica de biometano em Árgea, ou noutras localidades de Portugal ou mesmo da Europa, é uma luta justa. É uma luta em defesa da sua vida em comunidade, pela sua segurança, pelo seu futuro, pela sua qualidade de vida, pela sua saúde. |
Seis meses já dão para refletir se há ou não mudança?
» 2026-06-20
» António Mário Santos
Tenho, no ano que corre, seguido com a maior atenção as sessões públicas, quer do executivo camarário, quer da Assembleia Municipal, algo que nunca fiz nas duas últimas décadas. A maioria absoluta do Partido Socialista, no município, criara uma mentalidade de arrogância autoritária, geradora, por um lado, dum distanciamento entre governantes e governados, e, por outro, na formação duma coorte de lambebotismo acéfalo, cujos interesses próprios ou familiares assentavam na oportunidade de emprego nos quadros do pessoal municipal, nas bem aventuranças de subsídios, na aprovação de projectos de obras nunca bem clarificados, em festas e publicidade a esmo, num despesismo rotineiro não fiscalizado, que deixava um rasto de dúvidas sobre a legalidade de muitos actos de gestão. |
CH4
» 2026-06-20
» Carlos Paiva
Podemos enumerar os argumentos que habitualmente nos escudam de uma análise crítica, como se a escala económica, dimensão de mercado, localização geográfica, justificassem decisões péssimas, essencialmente motivadas por falta de verticalidade. |
Marxismo cultural, uma fantasia - jorge carreira maia
» 2026-06-20
» Jorge Carreira Maia
Há dias, deparei-me com um vídeo em espanhol sobre uma mudança irrevogável do Ocidente gerada por seis homens. O vídeo faz parte do conflito ideológico com o marxismo cultural. É um exemplo da linguagem que parte da direita e a extrema-direita usa na guerra cultural que desencadeou há anos. |
A encíclica de Leão XIV - jorge carreira maia
» 2026-06-07
» Jorge Carreira Maia
A primeira encíclica do Papa Leão XIV – Magnifica Humanitas – toca em duas áreas fulcrais para a humanidade. A área da tecnologia e a área política. A Inteligência Artificial (IA) não é rejeitada pelo Vaticano. |
Minudências que consomem - carlos paiva
» 2026-06-07
» Carlos Paiva
A micro gestão, em inglês micromanagement, é um dos erros de gestão mais combatido nas estruturas empresariais. Caracterizada pela centralização de decisões, ausência de delegação de tarefas e responsabilidades, obsessão com detalhes e comunicação unilateral entre camadas hierárquicas. |
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» 2026-06-23
Rio Almonda: uma masturbação torrejana - joão carlos lopes |
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» 2026-06-20
» Jorge Carreira Maia
Marxismo cultural, uma fantasia - jorge carreira maia |
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» 2026-06-20
» Carlos Paiva
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» 2026-06-20
» António Mário Santos
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» 2026-06-20
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