O pântano das facilidades - antónio gomes
Opinião
» 2023-11-21
» António Gomes
"“Vivemos uma crise e esta crise tem a marca da promiscuidade entre a política e os negócios."
Depois de na passada primavera termos assistido àqueles folhetins que, todos somados, levaram à demissão de 13 membros do governo e dos sucessivos escândalos em que o governo do PS estava sempre por perto, em que o caso da indemnização de 500 mil euros à administradora da TAP é talvez o caso mais conhecido, nada fazia prever que ainda íamos assistir ao terramoto político de maiores proporções que se abateu sobre o governo de Portugal. Desde o passado dia 7 que os episódios, uns graves, outros caricatos, não param de acontecer.
A suspeição de corrupção sobre o núcleo duro do governo, incluindo o primeiro-ministro é de uma gravidade enorme e não basta dizer ou suspeitar, é preciso provar e explicar. A Justiça, neste caso o Ministério Público, não pode evitar as suas responsabilidades, porque também as tem, perante o país.
Como sabemos, é comum acusarem-se os trabalhadores quando exercem o seu direito à greve, como tem acontecido ultimamente com os médicos, professores, ferroviários, administração pública e outros, de irresponsabilidade, de não se importarem com a imagem do país, de reivindicarem tudo e mais alguma coisa…. se compararmos com as trapalhadas do governo, com as afirmações e os desmentidos dos mais altos magistrados da Nação, não será difícil perceber onde está a irresponsabilidade.
Prove-se o que se provar, não podemos iludir o facto da residência oficial do primeiro-ministro servir para que o chefe de gabinete guardasse dinheiro cuja origem se continua a desconhecer. Brada aos céus, é verdade. António Costa pede desculpa, mas não chega.
Aconteça o que acontecer, vivemos uma crise e esta crise tem a marca da promiscuidade entre a política e os negócios, da facilitação que se combina à mesa do restaurante e que promove o privilégio, sempre para os mesmos.
Negócios de larga escala e negócios de pequena escala, todos conhecemos exemplos, inclusive no nosso burgo.
Não é a primeira vez que o PS está enrolado neste tipo de escândalos, Sócrates não foi assim há tanto tempo (aliás ainda nem chegou a julgamento), a marca da cunha, do amigo, do favor, dos almoços e jantares que custam milhares de euros.
Assim não vamos a lado nenhum. Ou se faz um corte com esta forma de fazer política que ao contrário do que disse António Costa na sua inusitada comunicação ao país, promove a opacidade e a desconfiança das pessoas ou a Democracia corre sérios riscos – a Democracia e a Justiça.
Aqui a responsabilidade é toda do PS, desbaratou a maioria absoluta e enveredou por negócios mais do que duvidosos no campo da energia. Não faltaram avisos para que assim não fosse.
Não creio que seja o PS a tirar o país deste lamaçal. O povo vai a votos e há que escolher o caminho. No próximo mês de Março, no ano em que passam 50 anos do 25 de Abril, o que faremos? Até lá muito temos que falar.“Vivemos uma crise e esta crise tem a marca da promiscuidade entre a política e os negócios.
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O pântano das facilidades - antónio gomes
Opinião
» 2023-11-21
» António Gomes
“Vivemos uma crise e esta crise tem a marca da promiscuidade entre a política e os negócios.
Depois de na passada primavera termos assistido àqueles folhetins que, todos somados, levaram à demissão de 13 membros do governo e dos sucessivos escândalos em que o governo do PS estava sempre por perto, em que o caso da indemnização de 500 mil euros à administradora da TAP é talvez o caso mais conhecido, nada fazia prever que ainda íamos assistir ao terramoto político de maiores proporções que se abateu sobre o governo de Portugal. Desde o passado dia 7 que os episódios, uns graves, outros caricatos, não param de acontecer.
A suspeição de corrupção sobre o núcleo duro do governo, incluindo o primeiro-ministro é de uma gravidade enorme e não basta dizer ou suspeitar, é preciso provar e explicar. A Justiça, neste caso o Ministério Público, não pode evitar as suas responsabilidades, porque também as tem, perante o país.
Como sabemos, é comum acusarem-se os trabalhadores quando exercem o seu direito à greve, como tem acontecido ultimamente com os médicos, professores, ferroviários, administração pública e outros, de irresponsabilidade, de não se importarem com a imagem do país, de reivindicarem tudo e mais alguma coisa…. se compararmos com as trapalhadas do governo, com as afirmações e os desmentidos dos mais altos magistrados da Nação, não será difícil perceber onde está a irresponsabilidade.
Prove-se o que se provar, não podemos iludir o facto da residência oficial do primeiro-ministro servir para que o chefe de gabinete guardasse dinheiro cuja origem se continua a desconhecer. Brada aos céus, é verdade. António Costa pede desculpa, mas não chega.
Aconteça o que acontecer, vivemos uma crise e esta crise tem a marca da promiscuidade entre a política e os negócios, da facilitação que se combina à mesa do restaurante e que promove o privilégio, sempre para os mesmos.
Negócios de larga escala e negócios de pequena escala, todos conhecemos exemplos, inclusive no nosso burgo.
Não é a primeira vez que o PS está enrolado neste tipo de escândalos, Sócrates não foi assim há tanto tempo (aliás ainda nem chegou a julgamento), a marca da cunha, do amigo, do favor, dos almoços e jantares que custam milhares de euros.
Assim não vamos a lado nenhum. Ou se faz um corte com esta forma de fazer política que ao contrário do que disse António Costa na sua inusitada comunicação ao país, promove a opacidade e a desconfiança das pessoas ou a Democracia corre sérios riscos – a Democracia e a Justiça.
Aqui a responsabilidade é toda do PS, desbaratou a maioria absoluta e enveredou por negócios mais do que duvidosos no campo da energia. Não faltaram avisos para que assim não fosse.
Não creio que seja o PS a tirar o país deste lamaçal. O povo vai a votos e há que escolher o caminho. No próximo mês de Março, no ano em que passam 50 anos do 25 de Abril, o que faremos? Até lá muito temos que falar.“Vivemos uma crise e esta crise tem a marca da promiscuidade entre a política e os negócios.
É tempo de mudança
» 2026-07-07
» António Mário Santos
Algo que deveria fazer parte da agenda de quem quer seguir a carreira política: não descer ao facilitismo de promessas. Muitas vezes, quando a inexperiência ainda não carreou o cimento necessário à estabilidade da actividade política, tenta-se acreditar que basta uma atitude mais assertiva para o que se encontra há muito emperrado ceder à pressão da urgência do desbloqueio, já que a sua manutenção, sem fim à vista, cria uma atitude de protesto e desagrado populacional, e gera um sem número de interrogações, onde os quem, os porquês, se misturam num diz-se diz-se dificilmente removíveis do desencanto público. |
É só uma fase
» 2026-07-07
O ciclo de vida de uma área de negócio (empresa, departamento, produto) compreende cinco fases: desenvolvimento, crescimento, maturidade, declínio e extinção. Algures durante a fase de maturidade é onde se deve intervir, com o objectivo de evitar as duas fases seguintes. |
Mundial de Futebol e Tour de França
» 2026-07-07
» Jorge Carreira Maia
Dois grandes acontecimentos desportivos: o Mundial de Futebol e o Tour de França, a começar dia 4. Não vou escrever sobre nenhum deles, nem sequer sobre o desempenho de Portugal, de que só conheço o da fase de grupos. |
Rio Almonda: uma masturbação torrejana - joão carlos lopes
» 2026-06-23
É só uma questão de fazermos comparações: o que falta para aí é equipas de três ou quatro pessoas a fazer tarefas inúteis ou para encher pneus, e ninguém se sobressalta. Pessoas que não têm culpa nenhuma, é claro. |
Julgam-se donos disto tudo
» 2026-06-20
» António Gomes
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Seis meses já dão para refletir se há ou não mudança?
» 2026-06-20
» António Mário Santos
Tenho, no ano que corre, seguido com a maior atenção as sessões públicas, quer do executivo camarário, quer da Assembleia Municipal, algo que nunca fiz nas duas últimas décadas. A maioria absoluta do Partido Socialista, no município, criara uma mentalidade de arrogância autoritária, geradora, por um lado, dum distanciamento entre governantes e governados, e, por outro, na formação duma coorte de lambebotismo acéfalo, cujos interesses próprios ou familiares assentavam na oportunidade de emprego nos quadros do pessoal municipal, nas bem aventuranças de subsídios, na aprovação de projectos de obras nunca bem clarificados, em festas e publicidade a esmo, num despesismo rotineiro não fiscalizado, que deixava um rasto de dúvidas sobre a legalidade de muitos actos de gestão. |
CH4
» 2026-06-20
» Carlos Paiva
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Marxismo cultural, uma fantasia - jorge carreira maia
» 2026-06-20
» Jorge Carreira Maia
Há dias, deparei-me com um vídeo em espanhol sobre uma mudança irrevogável do Ocidente gerada por seis homens. O vídeo faz parte do conflito ideológico com o marxismo cultural. É um exemplo da linguagem que parte da direita e a extrema-direita usa na guerra cultural que desencadeou há anos. |
A encíclica de Leão XIV - jorge carreira maia
» 2026-06-07
» Jorge Carreira Maia
A primeira encíclica do Papa Leão XIV – Magnifica Humanitas – toca em duas áreas fulcrais para a humanidade. A área da tecnologia e a área política. A Inteligência Artificial (IA) não é rejeitada pelo Vaticano. |
Minudências que consomem - carlos paiva
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» Carlos Paiva
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» 2026-06-23
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